sexta-feira, 31 de julho de 2009

Sementes Malignas.

Por Danilo Fernandes

Primeiro retiraram a Justiça do Evangelho do Senhor, deixaram-Lhe a Graça, guardaram-lhe a Ira e foi-se uma geração ingrata afundada na hipocrisia.

Depois colocaram de lado o arrependimento e foi-se outra geração não renascida testemunhar contra o Senhor.

Depois retiraram o Amor e o mover de Seu Espirito Santo e foi-se uma geração só convencida, testemunhar contra o Senhor.

Depois retiraram a Verdade para que mais uma geração fosse insensata.

Venderam falsas promessas. Propagaram falsas doutrinas. Esconderam no lixo do mundo as verdadeiras Boas Novas. Hoje, são mais ousados.

Querem Lhe tirar a Autoridade, não Lhe reconhecem a Graça, dispensam-Lhe a Misericórdia. Exigem-Lhe o cumprimento de mentiras!

Os pastores de almas foram substituídos por semeadores de lojas gospel. Não mais discipulados, mas milhares de impactados em eventos.Não mais apascentados, apenas membros, depois clientes. Em quantas nações os cristãos são perseguidos, não é mesmo? Que bom! Nós podemos orar! Ainda!

Esperem para ver o resultado final deste relativismo moral. Aguardem pelo pleno germinar desta heresia semeada em nossas igrejas.Observem o que seus frutos farão aos cristãos sérios.Veremos o deboche e a vergonha que virá de todos os demais.

Qual será o resultado final deste “avivamento” comercial?Não tarda o dia em que este milhão de igrejas vazias de Verdade também ficaram vazias de gente.
Não passará mais uma geração sem que aquilo que antes era lindo, tremendo e benção passe a ser chamado de enganação por todos aqueles que buscaram a Igreja de Jesus e encontraram a igreja de Genésio.
É só esperar para ver todos aqueles que buscaram Genésio, com seus super poderes financeiros e evangelho marketeado, encontrarem a ruína e a decepção.
Neste dia, culparão a Jesus e a seus seguidores verdadeiros!Basta esperar um pouco e veremos todos aqueles que nunca foram de Jesus, abandonar a igreja destroçada e desacreditada em busca de novo e promissor negócio de auto-ajuda, onde irão vender as pedras que serão atiradas em nossas cabeças!
Eis ai a geração que verá a volta de Jesus!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

GARIMPADAS II - O RETORNO



Ainda tem o lance de dizer que "deus não gosta de beija-flor"... (em relação aos bichos que vêm desenhados nas notas de 1 real) deve ser o deus pagão que ele segue! (So gosta de oncinha).

E tem também a história do "sacrifício" (em dinheiro, óbvio!) e da oração que só pode ser feita uma vez em cada local, pois é tão "poderosa" que obriga deus a atender o que estiver sendo pedido!!! Teóphilo

Será que ele também não vende, a um preço módico, uns cabritinhos, ou umas pombinhas brancas, para a gente sacrificar e pedir perdão a Deus pelos nossos pecados?

Mas digo logo: a Vigilância Sanitária vai chiar, o pessoal do PETA e do Greenpeace também, a Marina Silva, o Gabeira, enfim , muita gente não vai gostar (quanto a algumas igrejas, não sei, talvez comecem um período de jejum pela liberação dos sacrifícios).

É cada uma... Jesus não é mais o protagonista da fé cristã, ele tem se tornado um coadjuvante, e se não tomar cuidado sai de cena! Mayalu Moreira Felix

Costurar o véu do templo é pouco pra essa turma. É capaz de fazerem nele bolsos, babados, colocarem algumas pregas, apliques e uma correntinha, zíper dos dois lados e um fecho de velcro no meio.

Eu cheguei à conclusão de que esse povo que traz a Lei para quebrar a aliança de Jesus não joga pedra na cruz, eles nem a querem ver. Eu nunca vi tanto desprezo pela graça a troco de lucro emulado no meio evangélico.

Parece até que concorrem para ver quem faz pior, além de incentivarem essa unidade apóstata. Avelar Jr.

A impressão que fica é que o povo hoje está como os do antigo testamento, no tempo da saída do Egito, enquanto caminhavam pelo deserto. Moisés no alto do monte, ouvindo a voz de Deus e recebendo d’Ele as tábuas da Lei e o povo, incomodado com a demora do seu líder, pediu para Arão lhes fazer deuses (Êxodo 31;32).

A situação hoje não é diferente: como Jesus Cristo não volta, afinal não chegou a hora, o povo se sente incomodado e, não duvido, alguns até já desacreditam na volta do Salvador, começam a levantar para sí deuses segundo sua própria vontade e interesse.

Ah!, mas uma coisa é certa: seremos pegos de surpresa! Muita gente que se diz santo, eleito, escolhido, amigo de Deus, profeta do Senhor será pego de surpresa e, tardiamente verá o grande erro em que se meteu.

Pior ainda será para aqueles que conscientemente tem encaminhado o povo para o erro, fazendo do sacríficio de Jesus um objeto de negócio, enriquecendo-se enganando o povo.

Danilo Miguel

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Feridos em nome de Deus


Quando a fé se deixa manipular, pessoas viram presas fáceis de toda sorte de abuso. A confiança autêntica e sincera em Deus é gradualmente substituída pela submissão acrítica aos desmandos de lideranças despreparadas.

Carentes de acolhimento são habilmente capturados pela manipulação emocional de líderes medíocres de plantão e ambos seguem de braços dados experimentando religiosidade fútil e meritória, barganhando a todo momento com Deus.

Por ser uma religiosidade descaracterizada da adoração sincera, mais cedo ou mais tarde o castelo de cartas desmorona deixando feridas abertas pelo caminho.
É esta relação doentia que a jornalista Marília Camargo desvenda em seu primeiro livro.

Uma reportagem que avança pelos meandros da igreja evangélica brasileira liderada em boa medida por pessoas embevecidas pelo próprio poder de manipular e escravizar aqueles pelos quais Cristo morreu.

Ao lidar com feridas não cicatrizadas, em seu debut literário, Marília revela a urgência de um novo tipo de liderança, não autocrática, e de um novo membro, mais confiante em Deus e menos dependente do pastor local, a fim de que o espaço da igreja seja saudável, criativo e curador.

Feridos em nome de Deus é leitura obrigatória para quem anseia por um cristianismo saudável e libertador.

Uma denúncia do falso evangelho pregado por falsos cristãos; um sopro dos bons ventos da graça de Deus, que definitivamente precisa triunfar entre nós.

ÉPOCA – Por que demora tanto tempo para a pessoa perceber que está sendo vítima?

Marília – Os abusos não acontecem da noite para o dia. No primeiro momento, o fiel idealiza a figura do líder como alguém maduro, bem preparado. É aquilo que fazemos quando estamos apaixonados: não vemos os defeitos. O pastor vai ganhando a confiança dele num crescendo. Esse líder, que acredita que Deus o usa para mandar recados para sua congregação, passa a ser uma referência na vida da pessoa. O fiel, por sua vez, sente uma grande gratidão por aquele que o ajudou a mudar sua vida para melhor. Ele quer abençoar o líder porque largou as drogas, ou parou de beber, ou parou de bater na mulher ou porque arrumou um emprego. E começa a dar presentes de acordo com suas posses. Se for um grande empresário, ele dá um carro importado para o pastor. Isso eu vi acontecer várias vezes. O pastor gosta de receber esses presentes. É quando a relação se contamina, se torna promíscua. E o pastor usa a Bíblia para legitimar essas práticas.

ÉPOCA – Você afirma que muitos dos pastores não agem por má-fé, mas por uma visão messiânica...

Marília – É uma visão messiânica para com seu rebanho. Lutero (teólogo alemão responsável pela reforma protestante no século XVI) deve estar dando voltas na tumba. O pastor evangélico virou um papa, a figura mais criticada pelos protestantes, porque não erra. Não existe essa figura, porque somos todos errantes, seres faltantes, como já dizia Freud. Pastor é gente. Mas é esse pastor messiânico que está crescendo no evangelismo. A reforma de Lutero veio para acabar com a figura intermediária e a partir dela veio a doutrina do sacerdócio universal. Todos têm acesso a Deus. Uma das fontes do livro disse que precisamos de uma nova reforma, e eu concordo com ela.

ÉPOCA – Se a igreja for questionada em seus dogmas, ela não deixará de ser igreja?

Marília – Eu não acho. A igreja tem mesmo de ser questionada, inclusive há pensadores cristãos contemporâneos que questionam o modelo de igreja que estamos vivendo e as teologias distorcidas, como a teologia da prosperidade, que são predominantemente neopentecostais e ensinam essa grande barganha. Se você não der o dízimo, Deus vai mandar o gafanhoto. Simbolicamente falando, Ele vai te amaldiçoar. Hoje o fiel se relaciona com o Divino para as coisas darem certo. Ele não se relaciona pelo amor. Essa é uma das grandes distorções.

ÉPOCA – No livro você dá alguns alertas para não cair no abuso religioso.

Marília – Desconfie de quem leva a glória para si. Uma boa dica é prestar atenção nas visões megalomaníacas. Uma das características de quem abusa é querer que a igreja se encaixe em suas visões, como querer ganhar o Brasil para Cristo e colocar metas para isso.
E aquele que não se encaixar é um rebelde, um feiticeiro. Tome cuidado com esse homem.

Outra estratégia é perguntar a si mesmo se tem medo do pastor ou se pode discordar dele.

A pessoa que tem potencial para abusar não aceita que se discorde dela, porque é autoritária.

Outra situação é observar se o pastor gosta de dinheiro e ver os sinais de enriquecimento ilícito. São esses geralmente os que adoram ser abençoados e ganhar presentes. Cuidado.

O pastor Ricardo Gondim, dirigente da Igreja Betesda em São Paulo, realizou um estudo expondo algumas características comuns aos pastores abusadores.

Entre estas, encontra-se a postura incontestável do líder, o qual passa a ter a palavra final para todas as questões, tornando-se dono da verdade, uma espécie de “porta-voz divino”.

“O medo na relação entre o fiel e seu pastor pode ser um sinal de problemas, pois essa relação deve ser permeada de amizade sincera, doação, afeto e solidariedade”, comenta Gondim.

Autoritarismo, manipulação e desrespeito. Autora do livro Feridos em nome de Deus, a jornalista Marília Camargo César falou sobre as dimensões que o abuso espiritual pode ter na vida de fiéis submetidos a lideranças eclesiásticas autoritárias. “Mas é possível identificar o problema e lidar com suas consequências”.

Assista vídeo com a autora. Clique aqui.

Acesse o blog da autora: http://www.feridosemnomededeus.com.br/.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Aproveitadores da Fé

Pastor Pedrão
Fugindo um pouco a minha característica pessoal de escrever palavras ao coração das pessoas, acessando um site, tive dificuldade de acreditar quando me contaram, por isso dei uma de Tomé e vi o site do sr. Marcos Feliciano (é senhor mesmo, não me enganei, pr. É algo sério...).
Poucas coisas me entristecem tanto o coração quanto o ver um “homem” que se auto-denomina de Deus mercantilizar a fé de forma tão leviana.
Entendo e compreendo que o povo é descrente, carente, que tem a necessidade de tangibilizar a fé, mas cobrar R$ 7,00 por 7 dias para orar 7 minutos antes da meia noite... Dá vontade de rir, dá vontade de chorar.
Fico impactado com a criatividade dessas pessoas que envergonham o Evangelho usando essas formas para ludibriar o próximo. Quanto Jesus cobrou por uma oração? Por um milagre? Por um bate papo?
O que nos tranqüiliza é o texto de Mateus 7: 15 — Cuidado com os falsos profetas! Eles chegam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos selvagens.
16 Vocês os conhecerão pelo que eles fazem. Os espinheiros não dão uvas, e os pés de urtiga não dão figos.
17 Assim, toda árvore boa dá frutas boas, e a árvore que não presta dá frutas ruins.
18 A árvore boa não pode dar frutas ruins, e a árvore que não presta não pode dar frutas boas. 19 Toda árvore que não dá frutas boas é cortada e jogada no fogo.
20 Portanto, vocês conhecerão os falsos profetas pelas coisas que eles fazem.
21 — Não é toda pessoa que me chama de “Senhor, Senhor” que entrará no Reino do Céu, mas somente quem faz a vontade do meu Pai, que está no céu.
22 Quando aquele dia chegar, muitas pessoas vão me dizer: “Senhor, Senhor, pelo poder do seu nome anunciamos a mensagem de Deus e pelo seu nome expulsamos demônios e fizemos muitos milagres!”
23 Então eu direi claramente a essas pessoas: “Eu nunca conheci vocês! Afastem-se de mim, vocês que só fazem o mal!
”Qualquer um pode dizer que é de Jesus, mas no dia final Jesus irá mostrar quem realmente pertence a Ele.
Hoje esses pobres coitados acham que poder é gritar, se auto-denominar homem de Deus, levantar a mão e dar glória, mas o verdadeiro homem de Deus é desprovido de vaidades, e ama o próximo simplesmente porque Jesus os ama e não com a má intenção de obter algumas vantagens financeiras, se Jesus não tivesse ressuscitado diríamos no jargão popular que ele estaria se revirando no túmulo com o que está acontecendo com a igreja que ele criou e os pastores de araque que andam por aí, mas Jesus está vivo, no coração de quem vive o que ele nos ensinou, pois o sábio não é aquele que fala ou prega bem, mas aquele que pratica e obedece as suas palavras.
Para sua meditação final leia Ezequiel 12:1-15 e 34:1-10.
Que o Senhor tenha misericórdia de nós e que use nossas vidas para o buscarmos em espírito e em verdade e não por interesse. Por uma igreja viva que vive e pratica o que Jesus ensinou.
Na Paz de Cristo.
***Pedrão Litwinczuk é pastor titular da CBRIO na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro RJ

Mandinga espiritual em nome da prosperidade

Para o mundo, de uma maneira geral, todo crente é farinha do mesmo saco.
Infelizmente, somos jogados na vala comum dos aproveitadores, mercantilistas de promessas e abnegados em faturar com a fé.

Tive o desprazer de assistir a uma pregação de um clone de um famoso pastor pentecostal do Brasil em um congresso em Minas Gerais, numa cidade próxima de Belo Horizonte, com um conteúdo bíblico duvidoso, baseado em uma exegese pessoal da entrada triunfal do Mestre em Jerusalém; recheada de jargões popularescos a ponto de imitar com a voz um cavalo do rei Herodes conversando com o de José de Arimatéia por causa do "sucesso" de um jumento.

Um contador de histórias em nome do evangelho e de um “ministério de sucesso", como ele mesmo fez questão de afirmar em alto da sua arrogância e sua auto suficiência, crendo ele erroneamente que sucesso na terra garante lugar na Nova Jerusalém.

Como estamos em tempos de alta tecnologia de um mundo globalizado, o clone profetizou "revelações" para os que portavam aparelhos celulares no auditório, ao esbravejar a todos que levantassem os seus celulares para receber a profecia da prosperidade em 40 dias.

Ele imitou o célebre pregador com perfeição, na entonação da voz, na alternância entre voz pausada e acelerada, na gesticulação e aquelas frases de efeito:
"Levanta o dedo profeta"; "Crente tem de cuspir fogo"; "Se você crê nisso levanta a mão";
"Se você ficar de boca fechada vai voltar mais vazio"; "Enche, enche, enche..."; "Quem quer se cheio?".

O caráter teatral da sua pregação abundante em gestos e berros, mas pobre em palavras das Santas Escrituras.

Ele é mais um desses pregadores que escolheram "viver da fé". É um pregador itinerante que parece sobreviver da venda de seus DVD´s, pois os ofereceu insistentemente no fim da sua apresentação, fazendo questão de pedir mais três minutos ao organizador do evento para falar um monte de baboseiras com o firme objetivo de manipular os presentes e garantir um pouco mais de faturamento para o seu bolso, permitindo-o notebook vaio da Sony, anéis, roupas da moda e seus altos cachês para pregar.

Foi triste assistir a manipulação, quase histérica, da venda de 12 pacotes de DVD`s pela bagatela de R$ 100,00 com pagamento em cheques pré-datados para 120 dias e (pasmem!) que neste período os “sortudos” seriam alvo de oração incessante por parte do clone.

E, ainda, termina o pedido dizendo o seguinte: “São apenas 12 famílias as escolhidas, apesar de eu ter 40 pacotes de DVD`s no hotel, foram determinados que divulgasse apenas esses 12 para 12 famílias”.Pasmem, mas é verdade!Uma espécie de mandinga espiritual com capa gospel do "ministério reteté".

Qual a diferença da oferta extorquida pela manipulação do povo sofrido nos dias atuais para a venda das indulgências da idade média? Atrelar o milagre da benção ao pagamento de R$ 120,00 no mínimo fere os princípios da moral e da decência.

Isso é de deixar qualquer cristão convicto indignado. Saímos da graça com um esquema desses. Não é preciso muito conhecimento bíblico para concluir que isso não passa de uma baita “cara-de-pauzice”.
Usar o evangelho para arrecadar dinheiro é de uma sordidez sem tamanho.
Provas de que não há limites para a criação de novas heresias e absurdos perpetrados em nome da teologia da prosperidade.

Quando você pensa que já havia visto de tudo dentro do meio religioso, aí aparece mais uma dessas e, pelo jeito, vai continuar aparecendo até a consumação dos tempos, conforme as palavras escatológicas da Bíblia. Então, temos que “vigiar e orar”...

Orar para que Deus nos desafie a manter firme o nosso compromisso com a “Eclésia reformata, semper reformanda".

A responsabilidade de continuamente caminharmos segundo a Palavra, sem nos deixarmos levar por ventos de doutrinas e movimentos que tentam transformar a igreja em um circo eclesiástico de interesses financeiros.

Professor Adilson Neves

GARIMPADAS

FRASES GARIMPADAS DE COMENTARIOS EM BLOGS.

A Bíblia é nossa regra de fé e de prática. Qualquer acréscimo deve ser desconsiderado, assim como retirar partes dela. Ainda mais quando contraria ou distorce o que a Palavra de Deus diz.

Pior do que a mentira é a perversão da verdade.

Geralmente é gente de pouca experiência com a modernidade tecnológica, ou curiosos, que desconfiguram computadores.

O mesmo acontece ao cristianismo no Brasil, os meninos curiosos, colocaram o evangelho de cabeça para baixo.

Malinações intermináveis, criam toda diversidade de confusão. A Igreja não possui mais identidade, é difícil saber o que é seita ou o que não é.

Os doutores possuem suas crises de consciência; quem dirá os leigos!(...) A teologia é de prosperidade, ou não? Os dons Espirituais, são todos contemporâneos ou não? Existe uma hierarquia eclesiástica, ou não?

A bíblia é a única regra de fé, ou não? Os modelos, templista e denominacionalista impostos, são bíblicos, ou não?...

O fato é que qualquer congregação que procure se aproximar dos valores da igreja primitiva será de imediato taxada por separatista e antiquada.

Quebrar os paradigmas é importante; mas, quebrar os valores do verdadeiro cristianismo, é suicídio.

Na atualidade o modelo ideal tem que seguir o padrão da secularização, não dá pra dançar um ritmo ultrapassado. Os “apóstolos e bispos” de nossa era, ditam os modelos; as inovações que eles fazem hoje, serão tradições amanhã; mas devem ser seguidas cegamente!

O laicato (irmãos sem conhecimento das doutrinas) segue desorientado, expondo-se a toda sorte de perigos religiosos, pensa que é cristianismo; mas, é apenas religiosidade doentia.

Sou batizado apenas com o Espírito Santo.

O batismo com fogo como uma benção para o crente é produto de uma má exegese.

Note que o fogo, em inúmeras passagens, aparece na Bíblia como símbolo do juízo de Deus [*]. Além disso, o contexto imediato de tal batismo deixa claro que o fogo é para a palha, ou seja - ímpios (Mt 3.10 e 12), e não para os servos de Deus.

O batismo com fogo é o batismo em que serão batizados os falsos profetas que não se arrependerem de seus abomináveis presságios.

Busco observar a Palavra, embora eu mesmo seja um transgressor dela. Não confessá-lo seria passar uma falsa aparência de santidade, e acusar a Deus de mentira (1Jo 1.10). Mas dou graças ao Senhor pela sua maravilhosa Graça, que me faz aceitável, no amado.

Sim pastor, eu sei como é: "Aí daqueles por quem vier o escândalo...", e por esta mesmíssima razão, exorto e desejo do fundo do meu coração, que o Marco Feliciano deixe de vender milagres por 7 reais, de dirigir-se a anjos em oração, e volte-se para as Escrituras.

Discordo quando o Senhor diz que nós e os curandeiros-milagreiros de 7 merréis somos irmãos e membros de um mesmo corpo. Quem vende a Cristo, a grosso e a retalho, não pode ser chamado de irmão.

"Se alguém não persevera na doutrina, não tem a Deus"! Assim como em um copo físico há muitas coisas que não pertencem a ele (piolhos, por exemplo), no nosso corpo espiritual, a igreja, também.

No entanto, sigo orando pelo Marco Feliciano, e desejando que ele morra! rs... Calma, eu explico: desejo que morra o velho Marco, o mascate da fé, e nasça um novo homem, regenerado, santo, zeloso de Deus e da verdade.
Loucura! Não há maldição na vida de um convertido que não tenha sido consumida na cruz! Estamos livres em Jesus, ou condenados sem Ele. Não há salvação “meia boca”, apenas condenação total para crente “meia boca”!
Pobres destes crentes convencidos e pouco convertidos que ficam vivendo uma vida de medo e prisão nas mãos destes exploradores da fé! Atos proféticos por regiões do Brasil? Um mapa, pedaços de pedras e paus, representações iconográficas...
Isto é pajelança de terceira categoria! Ocultismo! Disparate!

[*] - Quanto ao fogo como símbolo do juízo: Gn 19.24, Ex 9.23, Nm 3.4, Nm 11.1, Nm 16.34-35, Jó 15.34, Sl 97.3, 105.32,140.10, Is 66.16, Jr 15.4, Jl 2.3, Am 7.4, Ob 1.18, Na 1.6, Sf 3.8, Mt 3.10, 3.12, 5.22, 7.19, 13.10, 18.8-9, 25.41, Mc 9.43-48, Lc 3.9, 3.17, 9.54, 12.49, 17.29, Jo 15.6, 2Ts 1.18, Hb 10.27, 12.29, 2Pe 3.7, Jd 7, 23, Ap 8.5, 9.18, 20.9-10,20.14-15, 21.8.

- Referências em HORTON, Stanley: A doutrina do Espírito Santo, CPAD

E A MOSCA AZUL CAIU NO LEITE ESPIRITUAL

Algum tempo atrás assisti a um filme, “O advogado do diabo”, cujo enredo se concluía com uma afirmativa do “danado” revelando sua isca mais eficiente: a vaidade. Arrepiei!

Embora não tenha visto naquela afirmativa qualquer novidade, confesso que após o término da sessão, pensei um pouco mais sobre a vida, o ministério, as novidades e, por que não dizer, dos besteiróis inseridos no atual cenário eclesiástico? Lamentei!

Prego o Evangelho de Jesus, em Brasília, desde 1976, ininterruptamente. Nesse período, já fiz coisas que até eu mesmo duvido, e não sei se faria novamente.

Estudei a história da cidade; fui a todos os pontos importantes para orar junto com algumas pessoas; jejuei incontáveis vezes; orei na posse dos presidentes eleitos; entrei em todos os buracos espirituais, como por exemplo em terreiros e Vale do Amanhecer; andei com a bandeira do Brasil dentro de meu carro e orava, diariamente, em frente ao Palácio da Alvorada, até ser coagido pelos seguranças a deixar aquela prática; fiz vigílias; sofri ameaças e outras tantas coisas que, por falta de espaço, não arrolarei aqui.

Todo este relato, apenas para dizer sobre um fato acorrido comigo.Certa vez, juntamente com alguns pastores, reuníamos com uma líder nacional, que embora nunca tivesse morado em Brasília, nos contou de um feito praticado por ela que me deixou boquiaberto.

Contou-nos que Deus a orientou a sair de seu estado para vir à Brasília orar, ordem essa que cumpriu a risca. E o melhor de tudo: testemunhou que a partir daquele dia, havia caído um demônio que dominava a cidade e o Brasil.

Pensei: Uau! Que tremendo! Estou aqui a trinta e três anos me gastando e deixado-me gastar e, de repente, vem uma pessoa de outra cidade e faz uma oração e... buumm! Tudo resolvido. Preciso aprender muito com essa pessoa.

Em outra ocasião, participei de um evento liderado por outro líder de projeção nacional. Naquela ocasião, ouvimos muitas profecias que nos deixaram animados. A partir daquele Congresso a Nação seria outra! Pensei novamente: Que maravilha, porque não fizeram isto antes?

Lembrei dos muitos missionários que vieram para esta pátria no passado, entre eles meus avôs, oriundos da Inglaterra. Muitos derramaram seu sangue em nosso solo, outros perderam filhos, foram perseguidos, apanharam em praça pública, abriram mão do conforto de sua pátria-mãe, andaram no lombo de burros, moraram em casebres, na beira de rios, tudo por um sonho: Ver esta nação resgatada para Deus.

Quando vi aqueles líderes falando com suas unhas bem feitas, pulseiras e relógios de ouro, viajando em vôos de primeira classe, hospedando nos melhores hotéis, ganhando bons lucros e, finalmente, pegando o microfone e orando para que o Brasil mudasse, pronto, estava feito tudo que precisava: O Brasil mudou! Quem dera!!!

O mais interessante de tudo, é que não ouvi nenhum deles fazer qualquer referência àqueles “missionários otários”, que não souberam uma maneira melhor de promover a redenção da Nação. Que dor!!!

Alguns dias atrás perguntei a minha esposa se ela me via como pastor, porque as vezes não consigo mais me ver como tal. A bem da verdade, não quero, e não poderia, ser melhor do que qualquer outra pessoa, pois, talvez, eu seja até pior! Não sou juiz de ninguém, mas me incomoda muito suportar tantos comentários que tenho ouvido nestes dias, como: “é..., o pastor fulano mudou muito hein, parece que foi picado pela mosca azul”.

“A Mosca Azul” é um título de um poema de Machado de Assis, onde ele associa, ao inseto, algumas características modernas, infelizmente, presente no meio da liderança evangélica.

A imagem danosa do inseto está relacionada a tudo aquilo que o Apostolo Paulo advertiu que Timóteo deveria fugir, isto é, fugir ao apego ao poder, à vaidade.No poema mencionado, os que eram picados pela mosca azul, adquiriam características associadas à vaidade, à soberba, às alucinações, em que a “vítima” perdia a noção da realidade tomada pela embriaguez do poder.

As atuais vítimas do inseto, como as do poema, passaram a ver na mosca o próprio rosto e a sonhar com o poder, com a riqueza, projetando sua própria vaidade ao apego às posições, à utilização da estrutura do poder e ao assédio espiritual.

Em resumo, a maldita mosca conseguia, e vem conseguindo, assim como no filme (Advogado do Diabo), corromper o propósito do Evangelho da Graça.

Quantos testemunhos terríveis tenho ouvido, que aqui os chamaria de: “As conquistas da vaidade”.Pessoas que cuidaram em não se embriagar com vinho, mas não tiveram o mesmo cuidado com sua pobre alma e embriagaram-se com a fama e a vaidade.

Eu choro!Talvez, eu tenha participação nisso tudo, quando uma ovelha, com ar de decepção, se aproxima e relata algum fato do tipo:- “Pastor, fui à igreja “tal” e tentei chegar perto do ministrante (pastor, bispo, etc), mas seus seguranças não permitiram! Eu queria apenas tocar em sua mão!”O que eu respondo? Nada! Dou um sorriso amarelo, não azul, e continuo a chorar em meu interior e dizer para mim mesmo: Preciso continuar. Não posso parar.

Haverá uma nova reforma. Precisa haver! Digo a mim mesmo: não posso desesperar! Afinal, só porque alguns usam o ministério como trampolim para conseguir poder, cargos políticos, riquezas e favores?

Só porque pastores e cantores demonstram ter trocado o amor por valor? Só porque o orgulho e a vaidade tomaram assentos nos púlpitos?

Só porque sei que se Jesus vivesse em nossos dias não se comportaria desta maneira e nem andaria com seguranças para repelirem as pessoas?Eu, terceira geração de pastores na minha família, que vi meus antepassados darem suas vidas e trocarem o poder pela humilhação, a riqueza material pela fortuna espiritual, sinto-me muito mal ao ver a larva da mosca azul proliferar nas novas gerações de pastores.

Esses já não têm mais o cheiro de ovelhas, perderam o contato com o rebanho, seu cheiro hoje é de pecúnia, fama e poder, trocaram o Lírio do Vale, pelos entulhos da vaidade.Quero encerrar este texto com um alerta e um consolo:

1. O Alerta: Colegas pastores, deixem o Sol da Glória de Deus entrar pela janela de suas almas e destruir o mofo da vaidade, que é promíscuo e que tantos males tem causado; não se esqueçam que, não somos dono do cargo que ocupamos hoje;

2. O Consolo: Talvez, tudo isso seja uma epidemia causada pela maldita mosca azul, mas, também, pode ser simplesmente o cumprimento da profecia final de Jesus em Mateus 24:15 que deixa a entender sobre o mercantilismo da fé: "Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê, que entenda)”

Termino dizendo que creio que podemos amarrar o diabo sim, como também resgatar a Nação, mas isso, só ocorrerá depois que retirarmos a danada da “mosca azul” que caiu no “genuíno leite espiritual” e, por fim, voltarmos à pureza do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.

Que o Senhor nos guarde!Será que não sou eu quem está errado? Orem por mim.

(P.S. – Se você concorda com este texto, sinta-se a vontade para reenviá-lo a alguém, caso contrário, delete-o de sua máquina).


Por Ibi Batista

sábado, 18 de julho de 2009

APARENCIA EXTERIOR x Coração

O fato é que, embora nos achemos pessoas esclarecidas, de algum modo podemos rapidamente ser convencidos pela forma como as pessoas se expressam, mesmo que tenhamos alguns “senões” a respeito do que falam.

Um homem que tentava explicar o significado da palavra oratória fez o seguinte comentário sarcástico: “Se você diz que preto é branco, está sendo tolo. Mas, se enquanto diz que preto é branco, rugir como um leão, bater na mesa com os punhos cerrados e correr de um lado da sala para o outro, isso é oratória”.

Isso é uma forma jocosa de dizer que, em geral, as massas são movidas mais pelo estilo que pelo conteúdo. Gostam mais do que parece, não do que é. Gostam mais de aparências que de realidades. Contentam-se com o falso, desde que isto os permita expressar o status do verdadeiro.

De acordo com o apóstolo Paulo, chegaria o tempo em que as pessoas se afastariam da verdade e da doutrina e seriam tolerantes com aqueles que enganam e fazem as pessoas se sentirem bem. (2 Tm 4.3)

Então devemos analisar e avaliar cuidadosamente tudo o que ouvimos – mesmo o que for proclamado da forma mais eloqüente. Não devemos nos permitir ser seduzidos pela aparência de um produto, ou pela oratória rebuscada.

Na vida espiritual, precisamos ter certeza a respeito dos que ensinam sobre a Bíblia, se estão “falando a verdade em Cristo e não mentindo”. Precisamos submeter o que é dito e vivido à luz das Escrituras. (1 Tm 2.7)

Andar no terreno movediço do que “parece, mas não é”, ou viver na falsidade, é prejuízo certo, pois aparência e eloqüência nunca são substitutas da realidade.


Não viva de aparências, ande com integridade, lembrando sempre que “o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (1 Samuel 16.7).Responda: Como o Senhor está vendo o seu coração?

Texto bem esclarecedor de Samuel Câmara - Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA
Meu ex-professor de seminario em Manaus - AM em 1987.

Veja o video abaixo sobre esse tema.

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terça-feira, 14 de julho de 2009

EVANGELHO DE TROCA

Ha um terrível evangelho de troca em moda. Tanto de la pra ca, quanto de ca pra la. Tem gente que acredita na tal estorinha do "credito no céu ", obtido com MUITO jejum e oração.

Fico muito preocupado com isso, principalmente quando essa gente decidir "queimar o credito". Crendices como essa so "pegam" em crentinos que não lêem a bíblia.

Deus jamais promete esse credito em lugar nenhum. Ao contrario, se um justo fizer justiça a vida inteira e no fim cometer injustiça, Deus diz que não se lembrara de toda a justiça que ele fez, e se não se arrepender, morrera na sua injustiça.

Ezequiel 33:12 Tu, pois, filho do homem, dize aos filhos do teu povo: A justiça do justo não o livrará no dia da sua transgressão; quanto à perversidade do perverso, não cairá por ela, no dia em que se converter da sua perversidade; nem o justo pela justiça poderá viver no dia em que pecar.

13 Quando eu disser ao justo que, certamente, viverá, e ele, confiando na sua justiça, praticar iniqüidade, não me virão à memória todas as suas justiças, mas na sua iniqüidade, que pratica, ele morrerá.
14 Quando eu também disser ao perverso: Certamente, morrerás; se ele se converter do seu pecado, e fizer juízo e justiça,
15 e restituir esse perverso o penhor, e pagar o furtado, e andar nos estatutos da vida, e não praticar iniqüidade, certamente, viverá; não morrerá.

16 De todos os seus pecados que cometeu não se fará memória contra ele; juízo e justiça fez; certamente, viverá.

Oseias 10:12 “Preparem os campos para a lavoura, semeiem a justiça e colham as bênçãos que o amor produzirá. Pois já é tempo de vocês se voltarem para mim, o Senhor, e eu farei chover sobre vocês a chuva da salvação.”
13 Mas, em vez disso, vocês plantaram a maldade, colheram a injustiça e comeram os frutos da mentira.

Do exposto acima, pelo próprio Deus através do profeta Ezequiel, como ficam alguns "ilustres, ungidos e revelados" sobre a "doutrina do crédito céu", ainda mais baseados em ritos ou nas chamadas "campanhas"?

Como dizia meu avô: Só se for “céu da boca do leão”.
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sexta-feira, 10 de julho de 2009

CAOS EVANGELICO (SOCORRO, JESUS).


Esta é a minha visão do caos vivido no meio evangélico.

A um tempinho atrás, dizíamos que éramos crentes, depois, como muitos “crentes” começaram a fazer um monte de bobagens, me defini como evangélico, depois cristão evangélico.

Estou pensando agora que carimbo adotaremos, pois a idéia geral é que todos estamos no mesmo saco.

Jesus disse com muita propriedade que o fermento dos fariseus era perigosíssimo. Pior do que veneno.

Paulo, anos depois, visualizou esse perigo e disse: Um pouquinho de fermento leveda toda a massa (heresias). Nosso grande erro no ”mundo evangélico” é pensar que precisamos de um caminhão de fermento para levedar um quilo de massa (no caso do contexto para fazer pão).

Então ouvimos mensagens nos púlpitos de nossas igrejas sem o menor compromisso com o contexto e verdade bíblica e o povão vai ouvindo e engolindo sem analisar ou conferir com as Escrituras.

Povão este, que por sua vez é sugestionado por esses mesmos lideres (neste processo se tornam escravos) a não questionar ou discordar do que é “ensinado pelo ungido”.

Hoje ao fazermos isso (conferir o que é falado com a Biblia), somos tachados de REBELDES, que não estamos falando a mesma linguagem de todos, que estamos causando confusão na igreja e na mente dos irmãos porque o "ungido" fala uma coisa e nos (que não temos a tal unção) falamos outra.

Será que vale mais uma paz com heresias do que confusão com o conhecimento da verdade?
E se for possivel, valerá a pena pagar esse preço enorme, sacrificando a verdade?

Vemos nas Escrituras que Paulo ELOGIA os irmãos de Bereia, em relação a outros, por que eles conferiam tudo nas Escrituras.

Mas Paulo podia, sem duvida alguma fazer isso, pois não estava comprometido com um “evangelho de fabulas, mágicas e barganhas e ritos sagrados”. Não havia conveniencias, interesses mercantilistas ou pessoais na pregação do evangelho.

Falsos profetas, aqueles que falavam por sua própria iniciativa, sem que o Senhor lhes ordenasse, eram condenados à morte (Dt. 18:20, Jr. 14:15, Zc. 13:3).

Esta era uma punição severa e definitiva para dissuadir aqueles que quisessem se jactanciar falando coisas vãs em nome do Senhor, com o intuito de serem seguidos pelos homens.

Hoje, estes, muitas vezes são aplaudidos de pe, pois o crente comum, não discerne, pois não conhece as Escrituras.

“Todo cristão que aceita cegamente as opiniões da maioria e segue, por medo ou timidez, o caminho da conveniência ou da aprovação social torna-se mentalmente e espiritualmente num escravo”.

Martin Luther King, Jr.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Porque o frango atravessou a estrada?

O blog A Igreja Sômu Nozes fez esta pergunta aos maiores nomes da Comunidade evangélica brasileira.

Eis os resultados:

VALNICE MILHOMENS - "É por que os últimos atos proféticos influenciaram a galinha num novo "mover", então a galinha não tinha outra escolha senão atravessar".

DAVID QUINLAN - "O frango atravessou a rua porque ele "está apaixonado, está apaixonado, está apaixonado, está apaixonado, está apaixonado, está apaixonado, por ti Jesus. E atravessou a rua "correndo, correndo, correndo, correndo, correndo, correndo, correndo, correndo, correndo, correndo, correndo, correndo, correndo, correndo, correndo, correndo pra ti".

MINISTÉRIO APASCENTAR DE NOVA IGUAÇU - "O frango atravessou a rua para tocar na ponta do altar".

R. R. SOARES - "(Esfregando as mãos e dando pulinhos no púlpito) O frango atravessou a rua para ir ao Banco Bradesco pagar seu carnê de patrocinador da obra, por que se Deus tocou no coração do frango, ele não pode desprezar, pois estaria comentendo pecado e ficaria fora de benção".

ANA PAULA VALADÃO - "Depois de uma travessia extravagante (voz de choro), ele (voz de choro mais miado...) se jogou (lágrimas, voz de choro, olhando pra baixo, mão no peito) nas asas do pai".

APÓSTOLO MIGUEL ÂNGELO - "(Com sotaque português) O frango determinou a vitória".

BISPO ROMUALDO PANCEIRO (IURD) - "(Com sotaque carioca) Com certeza tem um encosto na vida dele, amém pessoal? É ou não é pessoal, amém pessoal?".

CAIO FÁBIO - "O frango é um ser livre. Não julguem apenas porque ele cruzou a estrada. O problema é que o "cristianismo" (faz sinal de aspas com os dedos) está falido e um frango não pode nem cruzar uma estrada sem que olhem pra ele com olhos farisaicos".

SILAS MALAFAIA - "(Aos berros) Três verdades para um frango vencedor: Um, em todo frango existe uma águia adormecida (repita para o irmão do seu lado). Dois, Deus usa quem ele quer, até um frango (cita o texto do galo que cantou três vezes). Três, o perfil psicoterápico de um frango determinado (a rua que o frango pode atravessar sozinho Deus não move uma palha, mas se o frango não conseguir ele para até a Dutra! Quatro, o frango andou muito junto com a mulher do pato, atravessou a estrada pois: se tornou um psicopata! (mais tranquilo) Ô meu camarada, toma vergonha na cara por que Deus criou o frango e a galinha, pavão é invenção da mídia dominada por efeminados".

VALDEMIRO SANTIAGO - "O frango era paralítico e agora está andando! Até atravessou a estrada! É...e tem gente que não apóia esse ministério...(enxuga o suor com uma toalhinha "Sê Tu Uma Benção").

MARCO FELICIANO - "Esse frango...ele vai atravessar a estrada já. E ninguém vai tocar em uma pena sequer dele. (gritando) Porque esse fraaaaango vai ser ungido com óleo de dendê mais tarde na minha pequena ceia".

LEONARDO GONÇALVES (do Púlpito Cristão, não o cantor)- "Tá vendo? Quem mandou acreditar no Marco Feliciano? Foi atropelado".

(Levemente adaptado por Costa Moreira).

segunda-feira, 6 de julho de 2009

"DEUS ME REVELOU"


Por toda a minha vida cristã eu tenho ouvido outros crentes usarem a expressão “Deus me revelou”, ou alguma coisa parecida.

Certa vez, minha esposa contou-me que, alguns anos antes de nos conhecermos, um jovem crente lhe disse que Deus revelara a ele que ela era a moça com quem se casaria. Não preciso dizer que não era. Da mesma forma, em outra ocasião, um jovem me disse que Deus havia lhe revelado que o meu carro (que na época estava à venda) estava reservado para ele.Ele correu para me informar que não tinha o dinheiro para pagar o preço pedido, mas que apesar disso, Deus tinha lhe dito que o carro seria seu.

Para mim foi um tanto engraçado, e possivelmente um pouco desconcertante para ele, quando eu telefonei algumas semanas mais tarde para dizer-lhe que o carro havia sido vendido a outra pessoa que, na providência de Deus, possuía a quantia pedida.Em outra ocasião, eu estava em um debate teológico com um velho amigo missionário.

Enquanto trocávamos versículos e pontos de vistas em nossas cartas, meu amigo missionário finalmente me confidenciou que ele defendia o seu ponto de vista daquela maneira porque, como ele próprio disse:
“Foi como se Deus tivesse me dito”. Para reforçar ainda mais seu argumento, ele acrescentou que tal fato (como que uma aparente mensagem de Deus) havia acontecido somente umas vinte vezes em toda a sua vida cristã.

Naquele tempo, achei tal argumento difícil de refutar, embora eu continuasse pensando que a sua compreensão do assunto em questão estivesse em desacordo com a Bíblia.Há muitos outros exemplos. A maioria de nós os temos experimentado.

Pessoas se levantam na igreja e anunciam: “Eu tenho uma mensagem de Deus!”. Outros deixam seus empregos e vivem uma vida de ascetismo porque quando estavam presos no trânsito ouviram o locutor de rádio anunciar algum produto e entenderam isso como sendo uma palavra pessoal de Deus para eles.

O que devemos fazer com tudo isso?
Existe uma fonte inspirada de revelação à parte da Bíblia?
A revelação divina, como dizem alguns, ainda continua?
Esses que ouvem tais mensagens são mais santos do que o resto de nós?
E o que dizer daqueles que têm uma “mensagem do Senhor” que não se realiza?
Teria o Deus onisciente se enganado?

No Antigo Testamento a palavra do Senhor vinha pelo Espírito de Cristo (1 Pe. 1:11) que falava através dos profetas (Hb. 1:1).

Falsos profetas, aqueles que falavam por sua própria iniciativa, sem que o Senhor lhes ordenasse, eram condenados à morte (Dt. 18:20, Jr. 14:15, Zc. 13:3).

Esta era uma punição severa e definitiva para dissuadir aqueles que quisessem se jactanciar falando coisas vãs em nome do Senhor, com o intuito de serem seguidos pelos homens.

Isso também ajudou a preservar a verdadeira palavra de Deus, visto que as falsas profecias não foram mantidas como revelação divina, muito embora tenham sido registradas nas Escrituras pelos verdadeiros profetas de Deus.

No Novo Testamento, Deus falou ao seu povo através do próprio Senhor Jesus Cristo (Hb. 1:2), e subseqüentemente através dos apóstolos e profetas (Ef. 4:11,12).

O apóstolo Pedro reconheceu os escritos do apóstolo Paulo como Escritura (2 Pe. 3:15,16).
Paulo reconheceu os escritos de Lucas como Escritura (1Tm. 5:18, cfe Lc. 10:7), e assim por diante.

Entretanto, nem todo aquele que reivindicava o apostolado era apóstolo. Paulo reconhecia que havia falsos apóstolos (2 Co. 11:13), e João advertiu seus leitores contra muitos falsos profetas que já haviam começado a aparecer (1 Jo. 4:1).

Finalmente, o Espírito Santo nos atesta a autenticidade das Escrituras (1 Co. 2:11,12).

A Bíblia é um livro completo; um livro terminado, não um caderno daqueles que se pode adicionar mais páginas.

Nós não continuamos a receber páginas adicionais para inseri-las em novos capítulos à medida que são impressas.

A Bíblia é o registro da revelação específica de Deus para o homem.

A natureza é uma revelação de Deus para o homem (Rm. 1:20) e ela ainda continua a revelar, mas é insuficiente como uma base para se conhecer a vontade específica de Deus.

Por exemplo, quem poderia inferir da natureza a monogamia, a queda do homem ou a nossa necessidade de fé em Cristo? E devido à natureza soberana de Deus, Ele, na Sua providência, preserva a Sua palavra através da história (Mt. 5:18).

Deus entregou a Sua palavra aos judeus, não somente àqueles que creram, mas aos judeus como uma raça, um povo (Rm. 3:1,2). Os judeus eram o povo escolhido de Deus (Dt. 7:6). Mas essa condição especial mudou, visto que eles rejeitaram o Senhor Jesus Cristo como seu Messias (Jo. 19:15, Mt. 21:33-45).

A transição completou-se no ano 70 depois de Cristo, quando os romanos destruíram o templo junto com o resto de Jerusalém. Esse foi o sinal definitivo de que Jesus estava reinando dos céus e de que os judeus não eram mais, como nação, o povo escolhido de Deus (Mt. 24:2-30; Mc. 12:1-9; Lc. 20:9-16; Rm. 2:28,29).

Por conseguinte, não havia mais um sistema estabelecido de escrituração da palavra revelada de Deus.Tanto Daniel como Paulo profetizaram que a revelação haveria de cessar (Dn. 9:24; 1 Co. 13:8). De fato, Daniel indicou que a revelação de Deus seria encerrada com a destruição do templo que existia na época de Cristo (Dn. 9:26).

Mas, por que Deus não concederia uma palavra de revelação para o Seu povo, a igreja, nos dois mil anos depois da encarnação de Cristo? Simplesmente porque Ele já havia revelado o que é necessário à vida e à piedade (Dt. 29:29; 2Pe.1:3).

Deus várias vezes advertiu severamente o Seu povo a não acrescentar nada à Sua palavra (Dt. 4:2, 12:32; Pv. 30:6; Ap. 22:18,19).

Acrescentar qualquer coisa ao que Deus já disse é negar a auto-suficiência da Bíblia (e assim dizer que Deus é mentiroso) e exaltar a vã imaginação humana a um nível divino, contrário às Escrituras (Is.55:8,9).

"Deus me revelou" pode ser aceitável se for seguido por um capítulo e versículo da Bíblia.

Certamente ir além disso é arrogância humana da pior espécie e deve ser chamada do que realmente é — heresia.

Como povo de Deus, nós devemos humildemente nos limitar àquela palavra que Deus tem revelado a todo o Seu povo desde os tempos dos apóstolos, aos sessenta e seis livros da Bíblia e a nada mais.

“Deus me revelou” isso? Não!

“God Told Me” – Credenda & Agenda Volume 9, number 2

Fonte: Revista Os Puritanos, ANO V – N° 7 – Novembro/Dezembro - 1997.

Via: [ Monergismo ]

domingo, 5 de julho de 2009

A covardia de Éster é bíblica (e a bíblia não esconde), por que escondemos?

Ester foi corajosa sim, mas só depois de receber uma palavra duríssima (Profecia do homem de Deus, Mardoqueu, seu primo) que incluía não apenas a morte dela (dentro do palácio) mas também de toda sua família.
Ou será que o texto de Et 4:12-14, é pra encher lingüiça? E não teria nenhum significado hermenêutico nem exegético??
Se os Exmos. Pastores ainda não viram, transcreverei abaixo NAS TRES versões para descartar interpretação particular = heresia:

Et 4:12 (NTLH) Quando recebeu a mensagem de Ester,
13 Mordecai mandou o seguinte recado para ela: “Não pense que, por morar no palácio, só você, entre todos os judeus, escapará da morte.
14 Se você ficar calada numa situação como esta, do Céu virão socorro e ajuda para os judeus, e eles serão salvos; porém você morrerá, e a família do seu pai desaparecerá. Mas quem sabe? Talvez você tenha sido feita rainha justamente para ajudar numa situação como esta!”

12 (RA) Fizeram saber a Mordecai as palavras de Ester.
13 Então, lhes disse Mordecai que respondessem a Ester: Não imagines que, por estares na casa do rei, só tu escaparás entre todos os judeus. 14Porque, se de todo te calares agora, de outra parte se levantará para os judeus socorro e livramento, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para conjuntura como esta é que foste elevada a rainha?

12 (RC) E fizeram saber a Mardoqueu as palavras de Ester.
13 Então, disse Mardoqueu que tornassem a dizer a Ester: Não imagines, em teu ânimo, que escaparás na casa do rei, mais do que todos os outros judeus.
14 Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento doutra parte virá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?

Ela havia sido informada de antemão dos acontecimentos.
Et 4:8 Mordecai entregou a Hataque uma cópia do decreto que havia sido lido por toda a cidade de Susã, ordenando que os judeus fossem mortos. E Mordecai pediu a Hataque que levasse a cópia a Ester, explicasse tudo direito e pedisse a ela que fosse falar com o rei e insistisse que ele tivesse piedade do povo dela.
9Hataque fez o que Mordecai tinha pedido,

10 e Ester mandou Hataque entregar a seguinte resposta a Mordecai:
11Todos os servos do rei e o povo das províncias do rei sabem que, para qualquer homem ou mulher que, sem ser chamado, entrar no pátio interior para avistar-se com o rei, não há senão uma sentença, a de morte, salvo se o rei estender para ele o cetro de ouro, para que viva; e eu, nestes trinta dias, não fui chamada para entrar ao rei.


No verso 11 a covardia (medo de morrer) fica expressa. Ela considerou sua vida mais valiosa do que todo o povo judeu (hermenêutica e exegese).

E outro fato mais, Ester não descobre a pólvora (jejum mágico para alguns).

Se lermos com a devida atenção o texto de Et 4:1-3 vemos que tanto Mardoqueu quanto a maioria dos judeus espalhados nas mais de 120 provincias da pérsia, iniciam um jejum, ou seja, Éster ainda está totalmente alienada dos fatos, e se for feita uma fila ela e suas moças são as as ultimas da fila.

V:1 Quando Mardoqueu soube tudo quanto se havia passado, rasgou Mardoqueu as suas vestes, e vestiu-se de um pano de saco com cinza, e saiu pelo meio da cidade, e clamou com grande e amargo clamor;

2 e chegou até diante da porta do rei; porque ninguém vestido de pano de saco podia entrar pelas portas do rei.

3 E em todas as províncias aonde a palavra do rei e a sua lei chegavam havia entre os judeus grande luto, com jejum, e choro, e lamentação; e muitos estavam deitados em pano de saco e em cinza.

E devido a sua alienação, (ou falta de informação, como queiram) ela tenta ate interromper o jejum de Mardoqueu.

4 Então, vieram as moças de Ester e os seus eunucos e fizeram-lhe saber, com o que a rainha muito se doeu; e mandou vestes para vestir a Mardoqueu e tirar-lhe o seu cilício; porém ele não as aceitou.

Ester não faz decreto algum ordenando jejum (decreto tem pergaminho, selo, etc) a todo o povo judeu (Faz um pedido a Mardoqueu, depois da dura profecia de morte contra ela. E so os da capital – Susã v:16).

O império persa era vasto e não havia internet nem email como hoje, e o tempo era escasso (apenas 3 dias).
Em três dias não se cobriria uma distancia muito superior do Rio a Curitiba.

16 Vai, e ajunta todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de dia nem de noite, e eu e as minhas moças também assim jejuaremos; e assim irei ter com o rei, ainda que não é segundo a lei; e, perecendo, pereço.

Outra coisita, o pedido dela não é para pessoa física e sim pela causa coletiva que vai levar ao rei, se não o final do verso 16 fica sem sentido (e, perecendo, pereço) denotaria falta de fé.

Aqui, sim ela é valente e corajosa. Esta dando a sua vida em favor do povo (ha uma possibilidade de 50% de que morra ou sobreviva, mesmo se não, valeria a pena fazer o que por certo fora colocada ali).

Qualquer similaridade com o que Jesus disse não é mera coincidência. Quem quiser salvar a sua vida vai perde-la. Mas quem perde-la, por amor de mim, a salvará.

A pessoa de Jesus sempre se confundiu com seu povo. (vide Saulo em Atos 9): Saulo, porque me persegues?

Devemos ser exegéticos para não sermos heréticos. Ou escondermos a verdade, ou usarmos meias verdades para provar doutrina particular.

Davi adulterou e assassinou, (e sofreu terríveis conseqüências), mas nem por isso deixou de ser o homem segundo o coração de Deus. E a bíblia não esconde.

Mardoqueu É guiado por Deus o tempo todo, em todos os fatos.
Na minha humilde opinião, esse livro excelente, que não menciona a palavra Deus, em nenhuma ocasião, deveria se chamar Mardoqueu.

A paz do Senhor, com hermenêutica e exegese.

sábado, 4 de julho de 2009

Conversando com Cristãos Neopentecostais


“Controvérsia por amor à controvérsia é pecado. Controvérsia por amor à verdade é um mandamento bíblico.” ( Walter Martin)

Quando converso com um cristão neopentecostal, os sintomas apresentados são os mesmos de um adepto de seita. Os sintomas e atitudes são idênticos aos sectaristas, sua mente não consegue raciocinar diferente de sua igreja.

Um erro que os cristãos contemporâneos fazem, e principalmente os neopentecostais é pensar como sua denominação e não como a Bíblia, trazendo prejuízos para eles mesmos.

Passam por uma espécie de lavagem cerebral involuntária e imperceptível aquele que se envolvem com estes movimentos, que podem ser considerados - igrejas de Laodicéia (Ap 3:17).

Um cristão neopentecostal dificilmente pensará diferente de sua liderança sobre questões Bíblicas, mesmo que seus lideres forem a favor do aborto, por exemplo.

A falta de discernimento é uma realidade entre os neopentecostais, da mesma forma que uma Testemunha de Jeová, por exemplo, não questionará em hipótese nenhuma as ordens do Corpo Governante, da mesma forma um cristão neopentecostal jamais questionará sua liderança, mesmo que seus ensinamentos comprometam à integridade das Escrituras.

Lembro-me de quando o senhor Estevam Hernandes foi preso nos EUA por tentar entrar no país com dólares escondidos na Bíblia Sagrada. Mesmo depois de alguns meses havia reportagens na TV e em revistas onde os membros da Igreja Apostólica Renascer afirmavam que aquele fato era o diabo querendo se levantar contra a igreja neopentecostal Renascer.

Os discípulos de Estevan Hernandes acusavam o diabo e não seu líder por querer burlar o governo dos EUA, mostrando assim que a lavagem cerebral, não atingem somente os adeptos de seitas mas também cristãos neopentecostais, e dependendo da situação até mesmo cristãos evangélicos de outras correntes.

Se por exemplo, e eu apresentar um folheto à uma Testemunha de Jeová, e neste folheto conter explicações sobre a Sociedade Torre de Vigia, mostrando suas falácias, ele não poderá ler tal literatura, pois são aconselhados por seus lideres de que se trata de material “apostata”.

Na verdade são instruídos a não lerem qualquer material religioso, ou secular que discorde do Corpo Governante, ou seja sua liderança.

Não estou afirmando necessariamente que um grande número de cristãos neopentecostais não sejam de fato cristãos de verdade, afinal sua fé é depositada em Cristo para sua salvação.

Acredito na salvação de um cristão neopentecostal, mas tenho certeza que muitos que estão em igrejas neopentecostais, não estão verdadeiramente com seus corações voltados para Cristo e sim no retorno financeiro e material que poderão ter do Deus Bíblico, logicamente crendo neste gnóstico evangelho ( Gl 1:8).

O que deve ser observado entretanto, são os sintomas apresentados por inúmeros neopentecostais, ou seja, se comportam como adeptos de seitas.

Não querem raciocinar pela Bíblia, mas aceitam somente o que seus lideres afirmam, não aceitam criticas que são lançadas sobre sua liderança e quase sempre não lêem material que faça uma critica teológica sobre sua igreja.

Acredito na salvação de milhares de cristãos neopentecostais, pois Cristo salva indiferente da denominação cristã que uma pessoa se filie, mas tenho certeza que suas lideranças em grande número são lobos devoradores vestidos de ovelhas que não serão poupados do juízo do Deus Vivo (Mt 7:15,18; At 20: 29,30; 2 Tm 4:3; 2 Pd 2.1-3,13-15,17-19; 2 Pd 3.16,17).

Quando cursei a Universidade conheci uma aluna que pertencia à uma igreja neopentecostal, e certa vez ela me contou que por um certo período viveu maritalmente com um obreiro deste movimento. E que mesmo nesta condição pecaminosa este obreiro realizava varias funções na referida igreja, inclusive pregar.

Mas o que mais me impressionou foi o que ela contara sobre seu relacionamento com aquele homem. Segundo sua versão ela dizia que apanhou por diversas vezes daquele obreiro, e somente depois de um certo tempo veio a abandonar este relacionamento.Mas o que mais me deixou transtornado vou ouvir aquela jovem relatar que continua na mesma igreja em que tudo isto aconteceu, somente o obreiro que a espancara mudou-se localmente de igreja.

Observe: nem mesmo um ato tão vexatório como este foi o bastante para aquela jovem abandonar tal movimento neopentecostal.

Verdadeiramente as pessoas que ali se encontram não conseguem diferenciar a verdade da mentira, pois estão como que hipnotizadas.

A Bíblia diz que são muitos os enganadores que viajam pelo mundo (2 Jo 7-8) e também a Palavra de Deus recomenda para termos cuidado com os falsos profetas (Mt 7.15).

O mundo evangélico americano contemporâneo foi dividido quando um homem chamado Kenneth E. Hagin se projetou na mídia cristã. Hagin plagiou os ensinos de um pastor apostata, chamado E. W. Kenyon que se envolveu com as seitas metafísicas, onde chegou a declarar: “A única coisa que falta à Ciência Cristã é o sangue de Cristo". (http://www.posword.org/articles/kenyon/index.shtml).%20.


Foram centenas de falsos ensinos e declarações que ofendem a ortodoxia Bíblica, um ministério que trouxe somente prejuízos para toda a Igreja Cristã.

Sua vida se encerrou no ano de 2003, deixando um rastro de heresias que infectou quase toda a religião cristã contemporânea. Ele um dos principais mentores de ensinos que nas décadas de 60 e 70 fez surgir novas correntes doutrinarias, como a Teologia da Prosperidade assim como ensinos da metafísica fazendo com que a maioria das Igrejas Cristãs da America do Norte, fossem envenenadas pelas heresias da confissão positiva.

Em pouco tempo esta “heresia destruidora” chegaria ao Brasil e ganharia força varrendo o Brasil de norte a sul, trazendo prejuízos incalculáveis e irreversíveis.

Sem sombra de duvidas que as Igrejas Neopentecostais são as importadoras desta teologia, mas ninguém mais contribuiu para estas idéias serem vinculadas no Brasil do que o Missionário R.R. Soares com a Editora Graça Editorial, divulgando os ensinos de Kenneth Hagin.

Dentre os mais variados ensinos estão os chamados “chavões” inventados pelos mestres da fé, dentre eles: “eu ordeno, eu determino, eu reivindico, eu amarro, eu comando, profetize isto ou aquilo, profetize para si mesmo, etc, etc”.

Existem hoje milhares de seguidores de Kenneth Hagin em todo o globo, assim também como inúmeros pesquisadores cristãos que desmascararam seus falaciosos ensinos apresentando-o como um falso profeta, com provas irrefutáveis.

Certo pastor com muita propriedade diz como os livros de Kenneth Hagin fizeram sucesso no Brasil: “...Embora outros “grandes” evangelistas dessa linha teológica não tenham logrado êxito no Brasil, Kenneth Hagin, de repente tornou-se um dos maiores Best Sellers.

Com livros extremamente simples, ele conseguiu influenciar os rumos da igreja no Brasil mais que qualquer outro líder religioso nos últimos tempos.”

[1] Precisamos como lideres dizer as nossas Igrejas, que o mal esta a porta (Jd 3).

Nota:[1] O evangelho da Nova Era, Ricardo Gondim, 1993, Abba Press Por: Marcos Batista Lopes
Via: Bereianos

Mentes Cristãs Hipnotizadas pelo Mal


“Todo cristão que aceita cegamente as opiniões da maioria e segue, por medo ou timidez, o caminho da conveniência ou da aprovação social torna-se mentalmente e espiritualmente num escravo”. – Martin Luther King, Jr.

Existe um ensino perigoso em muitas Igrejas Cristãs que é conhecido como “Teologia da Saúde e da Prosperidade” ou como também é conhecida “Confissão Positiva ou Teologia da Fé ou Movimento da Fé”.

São heresias destruidoras que foram inventadas com a intenção de afirmar que cada cristão evangélico deve ser rico, prospero e não ter nenhum tipo de enfermidade pois as enfermidades seriam demônios atuando na vida do crente (2 Tm 4: 2-4).

É um ensino que faz muito sucesso entre os evangélicos da atualidade pois parece trazer um alivio aos corações humanos nas suas fragilidades como enfermidades e problemas financeiros.

O problema é que hoje existe uma geração de cristãos que não sabem que estes ensinos não provém da Bíblia. Ao contrario do que milhões de cristãos aprendem em suas igrejas.

O Senhor Jesus ordena que não busquemos riquezas materiais, ao contrario Ele desestimula depositarmos nossa esperança em nossos patrimônios (Lc 12.15; Mt 6.19-21) , e ainda Paulo diz que um cristão que espera em Deus somente nesta vida é um dos homens mais miseráveis da Terra (1 Cor. 15.19).


Posso usar o Antigo Testamento para a Igreja?

“ O diabo adora nos persuadir de que os fins justificam os meios” ( Stott -A Bíblia Toda, O Ano Todo, p177).

O que milhões de evangélicos desapercebidos não compreenderam é que o Antigo Testamento não é manual normativo para a Igreja Cristã, textos podem ser aplicados mas não como promessas para a Igreja.

Ao meio de um falso evangelho (Gl 1.8) que tem sido apregoado entre o Cristianismo Bíblico, devemos entender que alguns profetas do Antigo Testamento, dentre eles, Amós, denunciou que mesmo ao meio da prosperidade os judeus enfrentariam um eminente julgamento (4.12;3.8;5.27).

O uso indevido de passagens do Antigo Testamento traz prejuízos incalculáveis para o Reino de Deus. Por exemplo, uma denominação brasileira por décadas fez uso indevido e inapropriado de (Dt 22:5).

O resultado de se usar uma passagem do Antigo Testamento, sem levar em conta as regras de interpretação bíblica foi algo desastroso.

Inúmeras mulheres cristãs foram por décadas, excluídas, disciplinadas, envergonhadas, fazendo com que um grande número delas jamais voltassem novamente para uma Igreja Cristã, devido o uso incorreto do Antigo Testamento para a Igreja.

Da mesma forma muitos lideres hoje fazem o uso indevido de passagens do Antigo Testamento para a Igreja Cristã.

Um dos exemplos muito comum nestes dias seria (Dt 28).

O interessante quando citam tal passagem, é que mencionam somente as bênçãos da passagem, excluindo as maldições.

Mas da mesma forma como foi aplicado no passado (Dt 22.5), hoje fazem com (Dt 28), uma passagem onde o Deus fala com Israel, querem aplicá-la para a Igreja, distorcendo a palavra de Deus para seus fins (2 Pd 3:16).

continua...

MINHA GRAÇA TE BASTA !

Paulo, quando ouviu do Senhor MINHA GRAÇA TE BASTA, aprendeu que a GRAÇA de Deus realmente é suficiente, ou seja, sem ansiedade, nervosismos, busca desenfreada, sofrimento antecipado e coisas dessa natureza são evitados ao se "ouvir" a Palavra de Deus.

Alguns religiosos bitolados (marionetes) vão afirmar: Paulo não sabia muita coisa naquele tempo (risos).

Orou pouco (so três vezes?), por isso não recebeu! (mais risos).

Tinha que orar muiiiitoooo, repetidas vezes, afirmam (ver Mt 6:7 e Mt 7:7). E se ainda não desse resultado deveria então iniciar um jejum; e se ainda não desse resultado, deveria fazer uma campanha de 7 jejuns por 7 semanas. (ataque de risos).

Existe ainda um jargão que ja se apegou na lingua do povo evangélico, e quase ninguém se apercebe da heresia gritante.

Diz assim: Isso, meu irmão, so com muita oração; e ainda complementam: "pouca oração, pouco poder; muita oração, muito poder". Sera verdade?

Misericórdia!!! Isso é ensinado por alguns lideres em muitas de nossas congregações (que achávamos sérias, que achávamos que tinham a Palavra de Deus como regra de Fé e prática).

O jejum é ensinado como tendo poder ilimitado (mágico até), capaz de mudar os designios de Deus ou colocar Deus contra a parede, não importando sua vontade, que nem é levada em consideração.

Ensinam ainda que é capaz de mudar o pensamento, modo de agir e até a personalidade de terceiros.

E ainda o chamam de "sacrificio para Deus", e acreditam "sinceramente bem intencionados" que agrada enormemente a Deus.

A frase usada é: Temos que orar e jejuar muito para que se mude a forma de pensar e agir desses irmãos. (Note que Deus nem é mencionado na frase).

Acreditam que: 1 - Os fins justificam os meios; 2 - A boa intenção é o que vale (boa? So não sei pra quem!).

O arrependimento como base para mudança, Jesus batendo a porta e esperando ser aberta (por dentro do coração do pecador) nem pensar!

Apocalipse 3:20 Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.

Que Teologia é essa? Parece tiologia ou invenciologia, ou o que é pior: FEITIÇO OU FEITIÇARIA. (Atuar na vida de terceiros via mandinga).

So para esclarecer, essas congregações não são do bicho da seda, nem do RR SO ARES, nem batistas, nem metodistas, nem congregacionais. Fazem parte da (é o que dizem) primeira maior denominação pentecostal do Brasil.

So que esses ”maravilhosos" ensinos são dados em "boca miúda", em “cultos de libertação”, onde ninguem é liberto, em “consagrações” onde ha visões de “anjos” e até ”anjas” e os lideres quando não contaminados por essas heresias ficam de boca fechada para não contradizerem “as irmãs de oração e muitos jejuns” e deixa-las zangadas, se não elas podem rogar uma maldição e ai já era o ministério pastoral, que é venerado mais do que o próprio Deus.

Mateus 6:6 Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.

7 E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.

8 Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais.

Mateus 7:7 Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. 8 Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á.
9 Ou qual dentre vós é o homem que, se porventura o filho lhe pedir pão, lhe dará pedra?
10 Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma cobra?
11 Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?

Quantas vezes? Tem quantidade? Quantas vezes o nosso filho precisa nos pedir pão para receber? Voce da uma pedra a ele?

Em nenhum ponto são mencionadas repetições para sermos atendidos, (ao contrario, as vãs repetições são condenadas).

Campanhas disso ou daquilo (repetições), são nitidamente sacrifícios de tolos com barganha implícita, achando conveniência em algum objetivo torpe.

A coisa é tão seria que Mateus 7:7 é distorcido “SUTILMENTE” para Pedi, pedi e dar-se-vos-á; buscai, buscai e achareis; batei, batei, e abrir-se-vos-á. (Preste atenção em sua congregação, voce vai ouvir).

Estou cansado de conviver com um evangelho mesquinho, interesseiro e que enche a boca de palavras pra gritar VENHA A NÓS O VOSSO REINO, porém omitindo a parte mais importante da oração, que é o SEJA FEITA A TUA VONTADE.

Quando o Filho do Homem vier, porventura achará fé na terra?

E vamos empurrando com a barriga e batendo palmas pra esse bando de malucos dançarem.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A santidade que leva para os lados, não para cima!

"E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade." João 17:19

Hoje é Domingo. Dia de reunir-me com a comunidade, a igreja.
Não um dia para ir-se à igreja.

Acho que é por entendermos que vamos à igreja, numa atitude passiva, que nos vamos reunir com a igreja, como quem vai ao supermercado, buscar só o que me convém, que nos esquecemos vez por outra, que igreja somos nós e que, esta, nunca fecha, nunca fica inativa, nunca é um lugar, imóvel, plantada no chão, ou então é tudo e qualquer outra coisa, menos igreja.

Talvez dai também venha a ideia de que santificação, diz respeito ao meu exercício espiritual com implicações verticais, que apela à minha busca por Deus e onde é que eu ganho com tudo isso.

Assim sendo, posso cair no velho erro, feito religião, obrigação pretensamente espiritual, do quão vigorosamente fujo ou luto CONTRA OS OUTROS, para garantir a minha salvação, para que EU VEJA a Deus.

Se tem um bom dia para nos lembrarmos e aos companheiros de jornada de fé a respeito da verdadeira santidade, esse dia é hoje.

A santificação, "sem a qual ninguém verá o Senhor" para a qual nos apela o escritor de Hebreus (12:14), é aquela que diz respeito à luta travada CONTRA nós mesmos e o nosso comodismo, o nosso bem-estar e prazer, pela salvação dos OUTROS, para que ELES VEJAM A DEUS (através de nós e do nosso serviço à eles).

Aliás, como Jesus, declarou na sua oração sacerdotal em João 17 que fazia: aplicava-se ele, com todo o rigor de um devoto seguidor do Senhor Deus, para que não desviasse a sua atenção para o que era dos, e para os outros.

Como eu cantava quando pequeno (lógico, depois de ter passado aquela resmunguice por ter-me levantado cedo num dia sem escola e outras obrigações): "Hoje é Domingo, eu vou me aprontar,..." preparo-me para ir com os meus irmãos e, com eles, e à luz da Palavra, ser educado, animado, encorajado, exortado, não sobre como ir para o céu... mas sobre como ser melhor, como viver a praticar o "ser-se igreja".

Hoje, não desejo de jeito algum, na companhia da congregação, tentar convencer Deus a ser melhor do que já é.

Ou então aprender técnicas (sejam orações, mandingas, mezinhas, simpatias evangélicas) para "dobrar" a Deus, ou domesticá-Lo para que atenda às minhas demandazinhas existenciais.

Não quero ser estimulado a fugir das pessoas, a isolar-me delas, a dar uma de santarrão e voltar as minhas costas para elas e as suas necessidades, tentando com isso, ganhar um "be-eme-dabliu" zero quilómetro nas ruas celestiais.

Hoje quero ser lembrado a não olhar para mim e para aquilo tudo que a mim diz respeito (isso já está garantido por Deus!), mas ser lembrado a servir, a aplicar-me a crescer e na direção dos outros.

Aliás, exatamente como Jesus nos ensinou a fazer.Bom Domingo!

Publicada por Rubinho Pirola em http://rubinhopirola.blogspot.com/

A OVELHA VESTIDA DE LOBO!


To: contato@caiofabio.com
Sent: Monday, June 29, 2009 8:05 PM

Subject: o mais sofisticado e charmoso falso profeta da historia?

Tudo nele cheira a falso profeta. O seu chame faz lembrar os antigos líderes de seitas norte americanas que arrastavam em massa, para a vida e para a morte, os seus seguidores extasiados. A sua postura em relação às instituições estabelecida não difere em nada dos autodenominados profetas que diziam que as denominações do cristianismo estavam corrompidas.

Alguns daqueles que a ele se ajuntam dizem estar cansados da hipocrisia e do legalismo dos evangélicos. Entretanto a missão e a proposta de reviver a pureza da igreja primitiva sempre foi “prerrogativa” das seitas emergentes. Ele não tem a nobreza de Moises, que recusou que a partir dele fosse criado um novo povo de Deus, mas ele está hoje para os crentes assim como Lutero estava para os católicos no passado.

Nele mesmo e em quem o ouve existe a impressão tangível de uma iluminação sem precedentes na historia do protestantismo. A elegância fascinante do seu articular e arrazoamento, e o frescor do novo libertador que brota de suas palavras, nos levam a ponderar se estamos em presença do mais esclarecido emissário de Deus, ou diante do mais sofisticado e charmoso falso profeta da historia.

Para completar o quadro na sua cosmovisão, existe a percepção e sensação escatológica de fim dos tempos e uma sutil síndrome de perseguição aos cristãos nominais. Quem com ele caminha sente um pouco da tensão apocalíptica que permeava os grupos de homens que na loucura de sua heresia chegaram até a determinar os tempos e datas da volta de Jesus.

Apesar de nenhum homem fazer historia, pois é a historia que faz o homem, ele é um enviado dos céus, para o bem ou para o mal, para o juízo ou para libertação. Todo grande homem revolucionário surge pelo anseio e necessidade do povo, num momento de contingência e crise que serve para evolução de uma sociedade ou civilização; mesmo que humanamente a mensagem que esse homem traga seja apenas mais um produto, como novidade a ser consumida.

A igreja evangélica vacilou demais, criou pela sua intransigência uma critica poderosa contra si mesma. E cá estamos com este homem que apesar da sua contradição de não querer instituir se torna uma nova subdivisão no cristianismo. Apesar de a aparência dele sugestionar a idéia de ser um falso profeta ele é paradoxalmente uma ovelha disfarçada na capa de um lobo sedutor.

Como tudo que Deus usa para comunicar a sua Palavra é apenas um veiculo de transmissão, com todas as propriedades inerentes de insuficiência, contradição e equívocos humanos, quer sejam instituições, homens, escrituras ou sermões, sem duvida nenhuma ele, com toda a sua insígnia de apóstata, é uma Cidade de Refugio para os marginalizados pela exclusão sócio-espiritual que a igreja faz de gente boa, mas que nela não se encaixa.

E, sobretudo, ele é uma voz profética aos evangélicos moralista desta nação de show gospel e pregação motivacional, enquanto gera o povo mais sem noção desta terra.

Nele, que não nos deixou sem o Caio,

Com carinho sincero ao Caio Fabio e aos Evangélicos

Esdras Gregório

(autor do livro “a arte dos sofistas na pregação pentecostal” editora Jeová Nissi, RJ 2008)
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Resposta:

Querido Esdras: Graça e Paz!

Conquanto a carta seja sobre mim e não a mim, tomei a liberdade de respondê-la a você, visto que senti o seu carinho.

Que eu não tenho a dignidade de Moisés e de nenhum deles, é fato mais que real, mas não é porque Moisés não tenha querido fazer nascer um povo, e eu supostamente sim, pois, de fato, não crio nenhum povo, e nem tampouco o organizo para nada, visto que o povo hoje é espalhado e supra-étnico, e quem o reúne não é um homem, e nem tampouco a “igreja”; pois o único poder que pode de fato reunir os filhos de Deus que andam dispersos é a Cruz de Jesus.

Assim, apenas tento me manter fixo na Cruz, com alegria; pois é da Cruz que grito aos que queiram ouvir, embora apenas diga: “Venham! Aqui é o Refúgio!”.

Também peço a Deus que me livre de criar subdivisão de qualquer coisa. Especialmente do Cristianismo.

Não estou aqui para dividir, mas para reunir os que amam o Evangelho, clamando a todos que se ajuntem sob e à volta da Cruz.

O que me impressiona é o fato de que o fenômeno que apareceu 300 anos depois de Jesus, o Cristianismo, tenha se tornado na referencia das referencias; posto que eu, ignorando o Cristianismo, busco a simplicidade da fé conforme “os do Caminho” no livro de Atos e conforme o modo existencialmente “hebreu” da proposta de Jesus, mas, mesmo assim, para alguns, a minha viagem regressiva deveria no máximo ir até 300 anos antes de chegar ao seu berço histórico verdadeiro, Jesus.

Assim para alguns, até a minha vontade de voltar e deitar na manjedoura da Graça deve parar antes na viagem de volta, visto que Constantino se tornou a referencia... Sim, parece que se tem a permissão para ir até o Cristianismo de Constantino... Mas não se deve passar daí até a vereda simples do Evangelho sem poder humano...
Voltando ao que eu supostamente estaria criando...

Ora, é possível fazer subdivisão do Cristianismo, mas não é possível fazer subdivisão do verdadeiro povo de Deus.

Sim, o povo de Deus é indivisível, e ele não se restringe ao Cristianismo, embora exista também dentro do ambiente do Cristianismo.

Entretanto, ainda assim não se está falando do ideal a ser buscado, o qual nada tem a ver com o Cristianismo. O lugar do povo de Deus é na Igreja e não no Cristianismo.

Pode haver cristãos no Cristianismo, mas não deve haver uma gota de Cristianismo no verdadeiro cristão, visto que o cristão deve ser como Cristo, mas jamais como o Cristianismo, posto que o Cristianismo seja um filho de proveta do Imperador Constantino.

É por isto que eu jamais buscaria fazer e me tornar uma subdivisão do Cristianismo. Portanto, minha viagem no tempo não pára no Cristianismo!...

Afinal, quero deitar no berço do amor, não na cama do Imperador!

Meu mundo apenas “roda” entre a manjedoura e a elevação do Rei ao Trono eterno após a Ressurreição.

Constantino no entanto, é um constantino... É uma constância insistente, um zumbi que não morre nunca...
Desse modo, mesmo querendo viajar para o lugar primitivo da simplicidade do Evangelho, tentam parar-me pela interpretação que julga que ...
a)...estou criando um povo;
b)...estou criando uma subdivisão do Cristianismo; o que é pior do que botar remendo de pano novo em vestes velhas, ou ainda vinho novo em odres velhos.

Na realidade não tenho a intenção de criar nada, pois, de fato, creio que tudo o que se busca criar em nome de Deus já nasce fracassado...

Quem cria é Deus. E cria pela Palavra do Seu poder. Eu apenas prego. Mas não olho para frente e vejo um povo, um movimento, um grande poder humano, uma grande influencia na Terra...
Não! Não vejo nada além dos que vejo agora, bem diante de mim... Vejo hoje. Vejo agora. Hoje me basta.

Para o futuro, tudo o que vejo no mundo é a morte da fé e a luta indômita de todos os que desejarem se manter em Jesus e no amor de Deus.

No entanto, meu mano, não dá para dizer que sofro de Síndrome de Perseguição aos Cristãos nominais... Primeiro porque eu não “sofro”... De fato, sofro mesmo, mas não é de síndrome persecutória... E por que sofro? Ora, sofro porque amo. Amo a toda gente deste mundo. Por isto, pergunto: Como não amaria o povo humano em meio ao qual nasci e que é todo ele cristão?

Não é fácil amar tanta gente e viver em freqüente antagonismo contra muitas práticas dessas mesmas pessoas exatamente por amá-las.
O que eu ganho buscando tal enfrentamento?

Sim, se não creio que acontecerá nada além do que está acontecendo com pessoas hoje, mas sem grandes viradas históricas massivas!?...

Tudo o que não sou é paranóico. Se fosse teria ficado mesmo... Rsrsrs. Mas é porque não sou paranóico que não valorizo as agressões que recebo, as quais agora estão virando até “paranóia minha”... Sim, justamente apenas porque os que antes faziam ostensivamente a perseguição agora temem fazê-la, pois, antes, me julgavam morto e sozinho, e hoje me pensam vivo e muito bem

acompanhado... Então, agora, a coisa está assim:... virando “sutil paranóia” minha... Acho tudo muito engraçado!...

Alguém pode negar que antes os evangélicos me “amavam”?...
Alguém pode negar que meu único agravo aos evangélicos tenha sido apenas o que decidi acerca de minha própria existência, não importando se estava certo ou errado?

Alguém pode negar que fui considerado morto e que como tal fui tratado, sem que ninguém perguntasse se eu ainda vivia?
Alguém pode negar o fato de que em tais circunstancias minha melhor ajuda aos evangélicos seja ser exatamente o que para eles eu me tornei?

A história é a seguinte:
Você está morrendo... Mas eles batem em você até a morte. Então, como você não morre e nem fica “caído” no chão..., mas levanta e parte para cima dos agressores... indagando acerca de tal loucura... , sendo eles frouxos, correm...; e, por isto, você se torne o agressivo aos olhos dos mesmos que viram você caído na estrada, ferido de morte, e nada fizeram...

Desse modo, em tal meio, você se torna culpado até de ter sobrevivido muito bem em Deus!

Sim, se você passa adiante... e segue seu caminho, mas não deseja mais a companhia deles... mais adiante escrevem a você e dizem que você sofre de uma “sutil síndrome de perseguição”... ou que você está amargurado... Amargurado eu estive, mas não hoje... Mas quando eu estava amargurado eles nem notavam, pois estavam ocupados demais tentando me matar de vez...

Ora, hoje, quando me acusam de qualquer coisa, sinto muita misericórdia do engano auto-imposto..., em razão do qual algumas pessoas têm a coragem de me acusar sei lá do quê.

Eu não persigo os evangélicos...
Afinal, que poder teria eu para efetivamente fazer isto mesmo que desejasse?... [e nunca foi e nem será o caso!]

Não! Não é nada disso!...
Afinal, apenas sigo pregando o Evangelho...

Todavia, pergunto: será que a tal perseguição minha aos evangélicos não seria apenas a entregação dos próprios evangélicos acerca do fato que o Evangelho se lhes tornou antagônico?

Quanto à ovelha vestida de lobo, creio que seja apenas o vício religioso de ver lobo nas aparências e de ver ovelhas nas aparências...
Eu não vejo nada assim...
Vejo como Jesus mandou que víssemos..., não importando a cara, o cabelo, a imagem, o lugar, o modo, o jeito, as palavras, os sinais de milagres, profecias, curas, prodígios ou a ausência deles!

“João Batista nunca fez nenhum sinal, mas tudo quanto disse acerca de Jesus era verdade!”

Portanto, vejo apenas o conteúdo, o fruto.

Jesus disse que era apenas pelo fruto da vida, do amor, da paz, da graça, da misericórdia, da sinceridade com Deus e com a Palavra, que se poderia ver, discernir e provar o fruto da existência de um homem.

A usar o critério das aparências como chamaríamos Elias e João Batista? De lobos vestidos de peles de cabras? Ou de ovelhas vestidas de cabras?

Mano, eu sei que você escreveu com todo amor deste mundo, mas precisava dizer a você que sou muito menos do que você imagina, e que minhas intenções nem existem como intenções, pois, minha confiança no Senhor é tanta que não planejo nada... Não uso nenhum sentido de posicionamento estratégico, não tenho nenhuma agenda oculta ou sonho grandioso.

Quanto ao sentido escatológico do tencionamento que você detecta em minha existência, peço ao Senhor que jamais o deixe morrer em mim, pois, no dia em que acontecer tudo morrerá em meu ser.
Andar com Jesus é um caminho de expectação escatológico/existencial todos os dias...
Quem não carrega esse surto de expectativa e de significação em sua existência histórica, existirá sem saber o que seja de fato andar com Jesus estando no mundo sem ser do mundo.

Agora pense:
Se você olha para essa porcariazinha aqui que sou eu, e vê essas coisas grandiosas que você viu, ou mesmo as “contraditórias” que você mencionou — como cara de lobo em natureza real de ovelha —, o que você acha que Jesus suscitou nos dias Dele?
“Este menino será objeto de contradição, a fim de que se manifestem os pensamentos ocultos de muitos corações” — decretou Simeão.

Se eu me tornar apenas um chaveirinho dessa contradição já me sentirei galardoado pelo simples fato de assim poder viver e significar as coisas aos sentidos do mundo.

O fato é que sinto que os cristãos ficaram tão pedrados pelo culto moral à imagem e pela estética da “santificação religiosa” [bem à moda dos fariseus], que, hoje, eu poderia dizer tudo o que digo, sem perseguições, se apenas algumas coisas fossem feitas por mim..., a saber:
1ª – me tornar membro de um conselho de pastores;

2ª aceitar pregar em eventos de “líderes”, dizendo sempre: “Nós”, “nosso povo”, “nosso lado”, “nosso crescimento”, “nossos interesses”...;

3ª cortar o cabelo, a barba, vestir gravata, falar de modo a carregar o sotaque do gueto, e, sobretudo, exaltar o fato de que “se está crescendo é porque está bem”...

Pronto! Basta fazer isto e tudo volta a ser como dantes no Quartel de Abrantes...

Entretanto..., digo que enquanto os evangélicos ficam buscando sinais de lobos em roupas, cabelos, barbas, ou formas pessoais de personalidade não clonada pela “igreja” — os verdadeiros lobos botam paletó e gravata, arrumam o cabelo com gel, botam um anel de bispo no dedo, evocam um título qualquer, contratam “seguranças”, levantam dinheiro, organizam eventos, representam a “igreja” junto às autoridades, e falam em nome de Deus sob os améns do povo abençoadamente cego...

Quanto a mim, creia: sou apenas uma ovelha com cara de homem!
Receba meu amor e meu carinho; e mais: meu desejo de poder conhecer você em breve.
Achei o título do seu livro muito sugestivo e gostaria de lê-lo. Como posso encontrá-lo?

Nele, em Quem somos apenas quem Ele nos designou para ser, isso se nosso coração não tiver medo de ser,

Caio Fabio.
http://www.caiofabio.com/2009/conteudo.asp?codigo=04973