Mostrando postagens com marcador biblia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador biblia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

UM APELO AOS PASTORES !

Por: Pr. Marcello de Oliveira

“Pastoreiem o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente, não por torpe ganância, mas de boa vontade” (1 Pe 5.2)

O pastoreio como metáfora para liderança é uma expressão recorrente nas Escrituras. Javé é o pastor de Israel. Líderes políticos também receberam esse mesmo título, mas foram rejeitados porque permitiam que suas ovelhas se dispersassem (Ez 34). Jesus tomou sobre si a função de Bom Pastor, aquele que conhece, conduz, chama, ama, alimenta suas ovelhas e dá a vida por elas.

É comovente a maneira com que Pedro se dirige aos líderes da igreja.

Ele faz um apelo para que eles pastoreiem o rebanho de Deus, no entanto, esse era o seu ministério ("cuide das minhas ovelhas" [Jo 21.18]) quando o Senhor o chamou pela segunda vez, à beira do lago da Galiléia. É provável que Pedro estivesse pensando nisso quando fez o apelo para que os líderes da igreja pastoreassem o rebanho de Deus. Seu apelo inclui três antíteses:

Em primeiro lugar, os pastores devem ter um espírito voluntário.

Devem servir "não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer" (1 Pe 5.2). A simples idéia de servir a Deus por obrigação é grotesca.

Em segundo lugar, a motivação deles deve ser livre de qualquer interesse.

"Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir" (v. 2). No entanto, ao longo da história, têm surgido muitos interesseiros tentando ganhar dinheiro com o ministério. No mundo antigo, havia um grande número de impostores que ganhavam a vida se fazendo passar por mestres itinerantes. Paulo, entretanto, abriu mão de seu direito de receber ajuda (ex: a igreja de Corinto) e trabalhou para se sustentar, demonstrando assim que a sua motivação era sincera. Infelizmente, ainda vemos muitos evangelistas (?) mal intencionados buscando enriquecer por meio de apelos financeiros.

Em terceiro lugar, a conduta dos pastores deve ser humilde.

"Não ajam como dominadores dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho" (v. 3). Será que os pastores nunca leram este texto das Escrituras?

Deus nunca nos deu uma procuração transferindo a igreja para nós. A igreja é Dele! Nós não somos donos de nada! Infelizmente, existem nos nossos meios verdadeiros coronéis da fé, caciques espirituais, que são chefes de tribos, e não pastores de ovelhas!

Jesus advertiu seus discípulos claramente sobre isso. "Os governantes das nações as dominam", ele disse, e "exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês" (Mc 10.42,43). Ao contrário, os líderes cristãos devem exercer seu ministério com humildade. Eles devem liderar não pela força, mas pelo exemplo.

Ó Deus, conceda-nos pastores segundo o teu coração (Jr 3.15)!

CONFUSÕES DE TERMOS, CONFUNDINDO A IGREJA.


Não estará havendo uma confusão de termos?

Entre igreja (pessoas) e templos (construção de alvernaria) ?



Ou entre igreja (pessoas) e CNPJ (denominações)?



Jesus vem buscar templos? Jesus é O Cabeça de templos ou CNPJs?



Igreja verdadeira é somente a que se constitui sob o carimbo de um CNPJ ou outro tipo de "convenção"?



Dois ou tres reunidos em nome de Jesus Cristo não é igreja?

Seria o templo denominacional a "casa de Deus"?



E o pastor seria o sacerdote da igreja? E teria uma UNÇÃO ESPECIAL para entregar a outros, mesmo na Nova Aliança?



O que Pedro quis dizer afinal em : "MAS Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo. "  1 Pe 2: 4



Será que Pedro enganou-se ao afirmar que "Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;" 1 Pe 2: 8



Teria Pedro se referido a uma classe super especial de lideres ou pastores nos textos acima?

O pastor de uma denominação qualquer teria mais unção do que um crente comum que "apenas ousou crer" que Jesus é O Senhor e principalmente O Salvador de todos quanto creem Nele?



Se Jesus é o Cabeça da Igreja (pessoas genuinamente convertidas) e que É O UNGIDO POR EXCELENCIA, o corpo receberia uma unção distinta? A UNÇÃO DO CABEÇA não teria EFEITO sobre o CORPO? Partes diferentes do corpo recebem UNÇÃO ESPECIAL OU DIFERENTE DO RESTANTE DO MESMO CORPO?



É necessário receber o batismo (em águas, se possível, realizado por um pastor ) em um templo com CNPJ e sob uma "convenção" qualquer para que sejamos salvos? Mesmo tendo crido em Jesus como Salvador?



1 Pedro 1:8  - Ao qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso;

Não estou querendo desprezar a posição do pastor. Este deve ter chamada, carisma, saber servir e não ser servido, cuidar do rebanho e não se assenhorar dele como se este lhe pertencesse, lhe consumindo a lã, o leite e por fim a carne.

Deve ter consciência de que terá que dar conta desse rebanho ao Sumo Pastor.

Ou seja, o trabalho de pastor é abnegação e compaixão e não estrelismo, é renuncia e não cobiça, é sofrer pela obra de Deus e não "se dar bem" em função de explorar financeiramente os fiéis.

Quem não puder se enquadrar nesses parâmetros, por favor
PEDE PRA SAIR!

O REINO DE DEUS AGRADECE.

sábado, 10 de julho de 2010

UM EVANGELHO VIRTUAL E A MENTIRA REAL


“Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema.

Assim como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema” (Gálatas 1.8,9)

A advertência de Paulo aos crentes da Galácia nunca se torna obsoleta. Se houve necessidade de alertar a Igreja sobre os desvios doutrinários naquela época, hoje muito mais. Paulo havia trabalhado entre os gálatas, pregando-lhes o evangelho da graça.  Foi um trabalho profícuo.

Depois que Paulo se ausentou da Galácia, cristãos judaizantes infiltraram-se na igreja e transtornaram a paz e a doutrina ali ensinada. Um dos alvos desses judeus era levar os gálatas de volta às práticas da lei do Antigo Testamento.

Paulo, inconformado com tal atitude, vociferou contra ela, exortando a Igreja para que permanecesse firme na graça do evangelho.
As circunstâncias atuais são mais alarmantes ainda.

Não há apenas o perigo de algum grupo judaizante propondo a guarda do sábado, outros promovendo as festas judaicas do Antigo Testamento, além de uma infinidade de distorções sobre a Bíblia, a pessoa de Cristo e a salvação.

Há até aqueles que denominam as pessoas envolvidas com a música cristã como levitas, algo que não reflete uma interpretação adequada deste termo.

A mídia, no seu todo, explora com sucesso o fascínio constante do ser humano pelo místico ou sobrenatural. E sabemos que ela não tem discernimento espiritual e nem compromisso com a verdade da Palavra de Deus.

Além de tudo isso, existe sempre uma propaganda religiosa, digamos, até proselitista, de ensinos contrários ao cristianismo bíblico. Muitos até batem à porta de nossas casas, tentando nos convencer.


Devemos ser educados, porém firmes em não aceitar suas ofertas literárias ou material de divulgação, repelindo seus ensinos. O melhor a fazer é sempre consultar A PALAVRA DE DEUS, evitando assim dores para a sua alma.

Lembre-se de que a Bíblia Sagrada é a nossa única regra de fé e prática e tudo fora dela deve ser rejeitado, ainda que um anjo do céu nos diga o contrário.


Há poucos dias li em algum lugar e não me lembro onde que nunca aconteceram tantas conversões no Brasil como nos últimos anos, conversões porém, superficiais.

Quanto mais as pessoas se “convertem”, pior o Brasil se torna em termos de violência e corrupção. Aliás, tais flagelos sociais já fugiram do controle do governo. Esse quadro é preocupante.

Ele constata que o evangelho pregado hoje em muitos púlpitos não transforma pecadores em santos, revelando a crise de conversão que afeta uma boa parte da Igreja Evangélica.

Ao oferecer soluções de problemas em detrimento da mensagem salvífica, muitas igrejas evangélicas atraíram multidões que buscam apenas bênçãos materiais e passageiras.

Até o dízimo, muitas vezes, é dado por interesse e não por fé. O próprio Jesus verificou a mesma situação e reagiu com as seguintes palavras: “A verdade é que vocês estão me procurando, não porque viram os sinais miraculosos, mas porque comeram os pães e ficam satisfeitos.

Não trabalhem pela comida que se estraga, mas pela comida que permanece para a vida eterna” (João 6.26-27).

Assim, muitas pessoas que freqüentam as igrejas nunca tiveram um encontro de salvação com Deus através de Jesus Cristo, nunca nasceram de novo.

Não existe tragédia maior do que essa: o perdido achar que está salvo. Jesus mesmo disse que esse engano é possível de acordo com suas palavras em Mateus 7.21-23: “nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.

Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?

Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal”.

"Quando nós nos encontramos deficientes em sabedoria, não é porque a Palavra de Deus está faltando algumas páginas, mas, porque nós ainda não vimos tudo que há nas páginas que já temos.

Não é outro livro que precisamos, mas, mais atenção ao livro que já temos; não é mais conhecimento que requeremos, mas, visão para enxergar o que já temos revelado em Jesus Cristo."

- Eugene Peterson

domingo, 20 de junho de 2010

REMENDO PIOR QUE O RASGADO.

Mateus 9:14
Vieram, depois, os discípulos de João e lhe perguntaram: Por que jejuamos nós, e os fariseus {muitas vezes}, e teus discípulos não jejuam?

15 Respondeu-lhes Jesus: Podem, acaso, estar tristes os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo, e nesses dias hão de jejuar.

16 Ninguém põe remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo tira parte da veste, e fica maior a rotura.

17 Nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho, e os odres se perdem. Mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam.

Dentro do contexto, feito por Jesus, sobre a prática do "jejum", Ele diz que seus discipulos não o fazem (figura da presença do NOIVO com os convidados gerando alegria) como REGRA, e abre uma EXCEÇÃO (quando o NOIVO FOR TIRADO então jejuarão) que se daria em uma dinâmica de acontecimentos (da Sua prisão, julgamento e morte na cruz) e que se cumpriu como predisse.

A distorção do contexto, hoje, é feita sutilmente, sempre querendo preservar (alguns anos de prática contrária as Escrituras) costumes e doutrinas de homens.

Dizem os defensores da prática que Jesus disse que os seus discípulos o fariam mediante a sua ausência FÍSICA (Isso faz lembrar Tomé).  Jesus não está conosco, hoje? Estamos sem Ele ?

Não é absolutamente isso que Jesus falou.

Ele disse textualmente: ”Meus discípulos NÃO JEJUAM, pois O NOIVO está com eles” e depois acrescenta, dizendo “Haverá DIAS porém” (isso é EXCESSÃO E NÃO REGRA) “em que o NOIVO LHES será tirado” (COM VIOLENCIA) "e NESSES DIAS então jejuarão". Está JESUS se referindo a fatos que ocorrerão bem próximo e em uma dinâmica, que introduzirão uma Exceção a esta REGRA GERAL (de que MEUS DISCIPULOS NÃO JEJUAM) e que não seria um “jejum” planejado (religiosidade por imposição) e sim algo que ocorreria como conseqüência dos fatos muito constrangedores e porque não dizer horrorosos que os levariam a se acovardar (como Pedro, que nega conhecer a Jesus) e a se esconderem por estarem com grande medo de serem mortos também.

O contexto que se liga a esse fato de forma explicativa ou elucidativa é o de João 16.

Há um contraste entre as idéias de Alegria e Tristeza, entre jejum e festejos de casamento, etc.

PRA QUEM GOSTA DE LER AS ESCRITURAS, É SÓ DAR UMA OLHADINHA E VAI ENTENDER QUE TODO O CONTEXTO APONTA PARA O TEMA.

E para não deixar nenhuma dúvida, Jesus menciona a figura dos ODRES NOVOS E VELHOS e do VINHO NOVO que deve ser posto em ODRES NOVOS e também do vestido VELHO sendo remendado por pano NOVO, que não dá certo, POIS O BURACO OU RASGADO SE FARÁ MAIOR.

Então está claro que neste caso, o REMENDO É PIOR QUE O RASGADO.

Jesus jamais teve o interesse ou idéias de introduzir novas práticas ou receitas de sacrifícios, principalmente de tolos, visto que o Seu Sacrifício na cruz seria supremo e consumaria tudo.

Ele sempre chamou a atenção dos fariseus e hipócritas religiosos que o cercavam, devido a suas práticas religiosas vãs, que quando aplicadas ao povo sem entendimento, eram transformadas em jugo e em fardo pesado e que eles não ajudavam o povo nem com um dedo. Mateus 15.

O novo nascido, tem vestes novas (que não tem nenhum rasgado) e não precisa de remendo (nem que o remendo seja novo) ou de novas “revelações ou unções”. João 3.

Outra distorção do contexto : Novas denominações.

Não devemos confundir odres novos com novas formas de igreja. O odre novo capaz de conter o vinho novo do evangelho é a nova mentalidade, gerada pela experiência da graça de Deus, e não uma nova instituição ou nova forma de organização de pessoas. Qualquer forma e sistema que se pretenda oferecer para conter o vinho novo do Evangelho da graça será um odre velho, pois o vinho novo está derramado sobre todos os que foram feitos livres pelo sopro do Espírito de Deus, que sopra onde quer. O vinho novo, portanto, está presente em, e por meio de, todos os que nasceram da água e do Espírito, e se manifesta em todo lugar, todo tempo, por meio de tudo o que fazem, qualquer que seja a instituição, estrutura eclesiástica ou forma organizacional em que estejam. (do Blog considerações a cerca da vida)

Essa forma de tentar encaixar instituições como se fossem o container do verdadeiro adorador é muito triste. É pior do que a aplicação dos mesmos containers como cela para presos por falta de presídios decentes.

sábado, 20 de março de 2010

ENSINO DISTORCIDO POR PRESSUPOSTO OU INTERPRETAÇÃO PARTICULAR GERANDO HERESIAS ?



Em comentário da revista de EBD. Das Ass. de Deus, COMANAD.


Produzido pelo Pr. Josué de A. Soares, membro da Ass. de Deus em Bangu, RJ – Ministro do Evangelho, conferencista, escritor, formado em Adm. de empresas, história, teologia, pedagogia e pós-graduado em docência de ensino superior.


É uma lástima, que com todos esses “méritos” alguém possa (deliberadamente ou não) distorcer a Verdade do Evangelho, e ao invés de aplicar a Hermenêutica e Exegese, aplique interpretação particular, levado por costumes e tradições religiosas (essas, que não tem mais que cem anos no Brasil) em detrimento do que é revelado nas Escrituras.


O comentário totalmente distorcido é sobre o Livro de Juízes, no episódio de Gideão, que aliás não utiliza o método ou a receita tão engenhosamente interpretada pelo “ilustre pastor” com tanta formação secular, o que prova que em matéria de Bíblia, todos podemos cometer vários enganos e varias distorções da Verdade.

Basta para isso estarmos pré-dispostos ou termos um preconceito (conceito anterior baseado em costumes ou tradições) e não termos o cuidado de sequer ler o texto e contexto para nos assegurar que não estamos levando milhões de discípulos a um ensino errôneo e que nada trará de bem ao Evangelho de Jesus Cristo.


A lição 9 – AS CARACTERISTICAS DO CRENTE VENCEDOR


Depois de comentar sobre a vitória nos diversos aspectos nos capítulos 1, 2 e 3, inicia o capitulo 4 – COMO SEGUIR O MODELO DE JESUS, e é aqui que começa a distorcer todo o texto quanto o contexto, fazendo uso de eisegese (insere no texto o que este jamais diz) ao invés da exegese (que é extrair do texto o que o texto diz).


O mais absurdo é que no tópico 4.1 – PERMANECER NA PALAVRA, ele cita a referência de Pedro (2 Pe 3:16) “...torcem as escrituras para sua própria condenação” e ainda cita: “O servo de Deus precisa conhecer bem a Bíblia, para não ser enganado”.

4.2 – PRATICAR O JEJUM.
O texto se refere a Mateus 4 – A tentação de Jesus no deserto.
Afirmações do comentarista (exatamente como está na revista de EBD):
“O ministério de Jesus começou com jejum, uma preparação espiritual para lutar contra o diabo”, (cita Mt 4:2 como fonte dessa “verdade” ou dessa afirmação como se fosse verdade).

Depois comenta: “Infelizmente, UM ATO DE FÉ, que muitas igrejas deixaram de ensinar devido à frieza espiritual ou INTERPRETAÇÕES ERRÔNEAS DAS ESCRITURAS” (nisso ele tem toda a razão). Continua o comentário dizendo:


“Na Bíblia Sagrada, vemos muitos servos de Deus que jejuaram. Dentre eles destacam-se Moisés (Ex. 34:28); Ana (1Sm. 1:7); Davi (2Sm.1:12 e 12:22); A nação de Israel (Lv.23:27); Jesus (Mt. 4:2);

Os discípulos de João Batista (Mc.2:18 e Lc.5:33)” – interessante que nessas duas passagens sobre os discípulos de João Batista, Jesus responde literalmente que seus discípulos não jejuam, porque o NOIVO ESTAVA COM ELES; cita ainda Paulo (At.9.9), e encerrando diz: “Todos receberam a benção que desejavam” (barganha explícita).
Se ler-mos cada uma dessas referências veremos que várias não se aplicam a jejum como conhecemos hoje, e em outros casos não há intenção alguma (planejamento anterior) como é o caso de Jesus e Moisés.

No caso específico de Davi, ele não recebe a "benção que desejava" ou seja em (2Sm.1:12) o jejum é por causa da morte de Saul (qual é a benção que Davi desejava?) e em (12:22); o seu filho recém nascido morreu mesmo com a sua desesperada tentativa de anular a profecia do profeta natã.
Será que Davi introduziu novas e maravilhosas doutrinas tais como jejuar quando morre alguém que amamos e jejum para cura de terceiros (mesmo que haja pecado envolvido, como foi o de Davi?).
No caso de Paulo, a confusão é maior ainda, já que este também não estava nem de longe com essa idéia (só os interpretes desvairados pensam assim) e sim ainda aturdido pelo impacto do encontro com Jesus no caminho para Damasco.


Após faz várias descrições (não sei de onde ele tirou, da Bíblia é que não foi) de espécies de jejuns: O típico – Não implicava em abstinência de líquidos.

O parcial ?? (afirma) – É caracterizado pelo que se come? (talvez para encaixar Daniel e seus amigos no episódio em que eles se recusaram a comer carne oferecida aos ídolos como se ao comer só legumes estivessem jejuando – é um absurdo tal interpretação, pior do que aquela que o leão fez jejum quando Daniel foi jogado em sua cova).
O jejum total – também conhecido (por ele e outros religiosos modernos, porque nas Escrituras não temos nada descrito nesses termos) como completo ou absoluto (alimento e água).


Comenta ainda sobre diferenças entre o jejum (segundo ele, SANTO OU MAGICO), e as greves de fome e da dieta (esqueceu do exame de sangue) que é para propósitos físicos e não espirituais ?? (Zacarias 7 e Isaias 58 desmentem essa versão).


Por fim vem o receituário em forma de mandamento (coisa que o Próprio JESUS JAMAIS MANDOU NINGUEM FAZER): “Devemos jejuar pelo nosso País, pelos nossos próprios problemas?? Nos períodos de aflição?? E nos momentos de tomarmos grandes decisões ??" (deve estar clonando a situação de Ester).


O que Mateus 4 NÃO DIZ:


O texto de Mateus 4 NÃO DIZ QUE JESUS INICIOU O SEU MINISTÉRIO COM JEJUM.

DIZ APENAS QUE JESUS FOI LEVADO PELO ESPÍRITO SANTO, AO DESERTO, PARA SER TENTADO PELO DIABO (E NÃO PARA JEJUAR. O JEJUM FOI APENAS CONSEQUÊNCIA DE ESTAR NO DESERTO PARA SER TENTADO PELO diabo).


O ministério de Jesus (como adulto) SE INICIA NO BATISMO EM AGUAS REALIZADO POR JOÃO BATISTA.


Jesus jamais planejou jejum algum (como hoje alguns fariseus modernos planejam e executam ordens aos fieis, numa rotina sem fim, tentando provar não sei o quê) assim como Moisés na referência citada também jamais planejara jejuar 40 dias e sim foi conseqüência da adoração real ao Deus Verdadeiro que o supriu e mesmo após tantos dias, não teve fome.

No caso de Jesus, o ficar sem comer e beber por 40 dias o levou a ficar com fome (não sabemos a intensidade) e isso VIROU ARMA na mão do diabo que a usou contra Jesus na primeira tentação: “Se tu és ..... transforme essas pedras em pão”. E nas outras duas tentativas o diabo usa como armas a cobiça e a sede de poder contra Jesus que o vence pela PALAVRA DE DEUS.

Outra coisa bem clara é que Jesus não vence o diabo por causa da “uma preparação espiritual para lutar contra o diabo” BASEADA NO JEJUM, pois esse, no contexto vemos que foi APENAS CONSEQUÊNCIA do fato dinâmico da tentação e não planejado e sim, o vence pela PALAVRA DE DEUS ( E NÃO PELO JEJUM).

Em EFESIOS 6:12-18 Paulo JAMAIS cita JEJUM COMO ARMA ESPIRITUAL na luta contra o diabo e suas potestades. Se ESTE FOSSE “A ARMA SUPER PODEROSA” Paulo, com certeza, o citaria em primeiro lugar nesta passagem completíssima da luta contra o diabo e suas hostes (Hermenêutica).


E sinceramente, se Jesus precisasse de uma doutrina, dogma, sacrifício ou receita para vencer o diabo ELE NÃO SERIA O JESUS BIBLICO, FILHO DE DEUS, CHEIO DE PODER, GRAÇA E AUTORIDADE, e o diabo, hoje, faria a festa, (como está fazendo em muitos lugares, que seguem essas receitas).


Esse, que usa desses métodos, é uma caricatura do JESUS VERDADEIRO, uma espécie de GEZUIS, parecido com aquele do Paraná, o “Inri chist”, totalmente alienado da realidade do Evangelho, mas incrivelmente mais sábio do que muitos lideres modernos.
A profecia sobre o MESSIAS não fora compreendida até o surgimento de Jesus, que os maiores modelos de religiosos contemporâneos seus foram colocados por Ele como os piores exemplos a serem seguidos. Tamanha era miopia que havia tomado conta da mentalidade religiosa da época. A cultura religiosa (a “religiosidade”) já havia sufocado a mensagem essencial de Deus para os homens que é o amor a Ele e ao próximo.
Quanto ao comentario do texto da EBD: “Infelizmente, UM ATO DE FÉ, (se referindo diretamente a prática do jejum).
Pergunto: Ora, Abraão não é o PAI DA FÉ??

Onde E QUANDO ABRAÃO JEJUOU ? Vou então facilitar. ISAQUE E JACÓ JEJUARAM? QUANDO ? ONDE ? PORQUE ?
SERÁ QUE É PORQUE O JEJUM AINDA NÃO TINHA SIDO INVENTADO POR NENHUM RELIGIOSO DESVAIRADO?
Um dos métodos práticos para se aprender é aplicar perguntas e através das respostas aprender duplamente, um em relação a Verdade e outra em relação as respostas de quem responde (como respondeu, em relação a Verdade das Escrituras).

As respostas geralmente mostram o CARÁTER de quem responde e qual o seu interesse na questão.
Uma pergunta que não quer calar: Onde é que GIDEÃO FAZ JEJUM PARA OBTER A VITÓRIA SOBRE OS MIDIANITAS ?

Já que essa receita é inserida como se fosse um DOS MÉTODOS USADOS e pedra mágica de vitória contra todos os argumentos biblicos referente a Gideão. ???


Outras perguntas bem pertinentes e desconcertantes estão NESTE BLOG em outros posts: " ERROS NAS TRADUÇÕES, AJUDANDO AOS FARISEUS MODERNOS." e "Perguntas ao Pr. Ciro".
Faça uma visita, leia e comente respondendo algumas, se puder e conseguir.
Não é um desafio, é para conhecer o pensamento daqueles que se dizem discipulos de Jesus.

sábado, 29 de agosto de 2009

A Perfeita Imperfeição da Igreja!


Bem, esses dias tenho pensado muito na questão da igreja, por que as coisas são estranhas?
Por que pessoas as vezes te tratam mal quando você dá uma ideia boa para ajudar a mocidade? Por que o pastor trata mal os membros mais simples de sua igreja?

Por que tentam mudar o que esta escrito na bíblia?

As coisas andam muito estranhas, pessoas fazendo coisas que não combinam com um caráter cristão e todos acham isso normal. As pessoas não fazem mais as coisas de coração, só fazem porque o "nosso pastor mandou", ou para ter seu nome falado lá na frente, o interessante é que quem faz coisas pequenas mas que ajudam a igreja nunca são lembradas, só as que fazem coisas super mega power grandes que são lembradas, enfim, a situação me entristece a cada dia.Segunda-feira li um texto que achei muito bom, que é o título desse post, portanto leiam ai, você entenderá a perfeita imperfeição da igreja!

Leitura: Mateus 18

Tem gente que ainda não entendeu que quando Jesus disse “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, eu aí estou no meio deles”, Ele estava ensinando qual é o vértice espiritual e histórico que dá significado à Igreja; ou seja: Ele ensina o que “realiza a verdade” da Igreja, como encontro humano.

E o contexto fala de reconciliação. Um irmão “ofendido” tem que procurar o “ofensor” e tentar ganhá-lo. E isto deve ser feito insistentemente, até que o próprio ofensor rejeite toda conciliação.

A palavra grega que designa essa “reunião” é mesma que fala de harmonia, como se o que estivesse em curso fosse uma “afinação de instrumentos”.

O outro pólo mais adulto dessa proposta está em Lucas, quando Jesus diz que se deve perdoar ao irmão até setenta vezes sete num único dia. Ou seja: a proposta de Jesus nos põe a todos de calça curta, e necessitados de dizer: “Senhor, aumenta-nos a fé; pois ainda não somos cristãos”.

Até o quarto século o que impressionou os “pagãos” que observavam os cristãos não era a “perfeição” deles, mas o amor e a graça com a qual se tratavam e tratavam o mundo.“Olhem como se amam!”—era a estupefação que ecoava nas palavras de gente que olhava os cristãos de fora, conforme vários testemunhos encontrados em antigos textos históricos.

Portanto, a perfeição da igreja é não se “vender como perfeita”, mas sim se revelar, sem ensaio e performance, como lugar de misericórdia e graça.
Não é possível esperar perfeição de nenhum de nós. Somos caídos e maus...o melhor de nós ainda é mau.

O que nos faz diferentes é nossa atitude, se é honesta com a nossa própria Queda, e, sobretudo, sincera com a Graça que todos nós temos recebidos.

Daí a perfeição do discípulo ser sua humildade... humildade para ser, sem ser ainda o que deseja; humildade para viver com misericórdia, pois ele mesmo carece dela, todos os dias, nos céus e na terra.

Repito: o problema da “igreja” nunca foram os seus erros humanos, mas sim a sua arrogância em relação a não se enxergar, e oferecer-se como a Representante de Deus na terra.

Quem desejar, que tente!

Mas no dia em que deixarmos de lado toda essa empáfia e formos apenas gente da Graça, então, assustados veremos o respeito que o mundo nos terá; conforme aconteceu até o ano 332 da presente era, ainda que algumas vezes o lugar do testemunho tenham sido cruzes e arenas...E havia problemas antes disso? Sim, sempre houve muitos problemas!

Quem conhece a História sabe deles. E quem lê os textos produzidos nos dois primeiros séculos, sabe da quantidade de dificuldades internas que os vários grupos cristãos tiveram. Todavia, tais problemas não foram problemas reais enquanto o sentido de “irmandade na Graça” esteve presente.

Não foi a perfeição da Igreja que abalou o Império Romano. Foi a sua perfeita-imperfeição; ou seja: sua humanidade vivida sob a graça; e que falava da Boa Nova em Jesus, não nela mesma. Nela havia humildade, serviço, confissão, comunhão e coragem sem empáfia.
Me sinto um bobo escrevendo coisas tão BÁSICAS, mas é que fico assustado quando vejo que os crentes de hoje não têm umbigo, e pensam que estão inventando a “igreja” agora.

E pior: dói-me ver que alguns dizem: “É assim mesmo...temos que nos acostumar...quando é que já foi diferente?”Bem, foi diferente apenas enquanto todos se sabiam filhos da misericórdia e buscavam renovar a mente conforme o entendimento na Graça; e que só se manifesta no nível horizontal como amor e simplicidade no trato humano, o que acontece naturalmente quando a arrogância dá lugar à gratidão em razão da consciência acerca do perdão recebido.

Jesus não pede perfeição —mesmo quando diz “Sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai...”—, pois a única perfeição humana é assumir sua própria imperfeição, e, assim, imitar o Pai, não em sua Perfeita-Perfeição, mas em Sua Graça, que Ele derrama sobre justos em injustos.

A perfeição da Igreja é ser humildemente filha desse Pai que a todos trata com misericórdia!Quem não for cego, que veja; quem não for surdo, que ouça; quem tiver entendimento, não o feche; e quem tiver sido objeto da Graça, que a sirva aos outros.

Nossa perfeição é a Justiça de Cristo!

Fonte : caiofabio.com

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Nem neste monte, nem em Jerusalém


Por Daniel Grubba


"E Salomão lhe edificou casa; Mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta: O céu é o meu trono, E a terra o estrado dos meus pés. Que casa me edificareis? diz o Senhor, Ou qual é o lugar do meu repouso? Porventura não fez a minha mão todas estas coisas?" Atos 7.47-50
No sermão que selou seu martírio, Estevão ousou questionar a milenar "noção espacial" da morada divina (Deus limitado em alguma localidade). Neste trecho acima o primeiro mártir da fé cristã estava dizendo para os judeus religiosos que centralizavam a totalidade de suas vidas no Templo que "Deus não morava ali e que nunca estará confinado em nenhuma morada construída pelo homem".
Era como se hoje falasse nos dias de hoje: "Amigos judeus, o Deus Altíssimo pode ser invocado em Israel, em suas sinagogas, e também na Palestina que vocês tanto odeiam".
Ou se dissesse para alguns religiosos modernos: Queridos, a igreja-templo que vocês construiram não é a casa do Senhor, Deus não mora ali.
E naquele momento, o mesmo elemento que serviu para construir o templo, foi usado para matar Estevão. Pedras.


Não queremos dizer com isso que não é importante frequentar a igreja-templo. Não é essa a questão em pauta. Alias, você pode ir para qualquer lugar desde que seu coração seja um altar e sua vida uma morada do Espírito, posto que Jesus nos ensinou que ninguém se purifica ao participar de um evento religioso, como não se torna imundo por assentar-se na mesa com um publicano pecador.
Por sinal, Jesus era tão absolutamente livre desta "noção espacial-geográfica" que podia ia ao Templo em Jerusalém com a mesma disposição com que sentava-se numa mesa com pessoas de má fama.
Ele procurava a imagem de Deus nas pessoas e não em lugares ou coisas. Foi por isso que foi tão odiado pelos religiosos de pedigree. Ele reduziu ao pó a noção de que lugares, pessoas ou objetos podem tornar imundo (espiritualmente) o nosso ser - Toda sujeira que pode contaminar nosso ser, não está fora de nós, mas dentro.


"O que sai da pessoa é o que a faz ficar impura. Porque é de dentro do coração que vêm os maus pensamentos, a imoralidade sexual, os roubos, os crimes de morte, os adultérios, a avareza, as maldades, as mentiras, as imoralidades, a inveja, calúnia, o orgulho e o falar e agir sem pensar nas consequências. Tudo isto vem de dentro e faz com que as pessoas fiquem impuras." (Marcos 7.21-22) - NTLH.

Ainda pensando na velha noção, alguns voltaram-se para Jesus e disseram: "Olha mestre, que lugar maravilhoso construimos para Deus". Então, ele olhava tudo aquilo, a construção belíssima, e dizia: Não ficará pedra sobre pedra. (Lc. 21 : 6) Pois, em três dias eu reconstruirei um novo templo, não feito por mãos de homens. (Marcos 14 : 58).

E João em seu evangelho, posteriormente, interpretou a fala de Jesus explicando para nós que Ele se referia ao "templo do seu corpo". Ou seja, o local da adoração em espírito e em verdade não é um espaço construído por mãos de homens, mas seu eterno corpo.

Não é Jerusalém ou Gerizim. Nem ainda Templo Maior ou casinha de sapê. Jesus afirmou: Pois eu vos digo que está aqui quem é maior do que o templo." (Mateus 12 : 6) Por isso podemos dizer com convicção: onde dois ou mais estiveram reunidos em nome de Jesus, ali ele estará, e não importa o lugar. (Mt 18 : 20).

Posto isto, devemos dizer que Ele não é um deus limitado geograficamente e sua esfera de atuação transcende todas as nossas minúsculas concepções. Não é panteísmo (Deus em tudo e em todos). Trata-se antes da máxima de Jesus - tanto faz adorar a Deus em Jerusalém (local considerado o mais santo da terra) quanto em Gerizim (território considerado imundo pelos judeus de sua época) . Porque adora-se em espírito e em verdade (Jo 4 : 23)

Aliás, o Templo de Jerusalém foi destruído em 70 d.C. E os judeus continuaram a invocar a Javé, pois pouco tempo antes da destruição alguns judeus piedosos foram para Jamnia, liderados por Yachanan Ben Zakai, estudar a Torah e os profetas, centralizando a fé em torno das Escrituras, se desvinculando aos poucos da vida templária.

Em virtude deste ato inovador, a cultura judaica perpetuou-se na história. E os cristãos de semelhante modo, continuaram a invocar seu Deus, pois estavam centralizados em Cristo - Pedra Viva (I Pe 2 : 4), e nada mais.

Em unidade e comunhão, adoravam o Pai, mediante o templo do corpo de Jesus. Os cristãos se tornaram, por assim dizer, em casa espiritual e sacerdócio santo (I Pe 2 : 5). Nós, imundos em virtude de nossa natureza caída, nos tornamos pela infinita misericórdia, em "morada do Espírito" (I Co 6 : 19). E aquele que podia escolher habitar em palácios indizíveis, escolheu morar em nós.

Portanto, não espere o "santo domingo" para adorar. Você é a Casa do Senhor. Faça como Jesus ensinou e deixe que a adoração pública de domingo seja extensão de uma vida íntima com o Pai. "Entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará"- (Mt. 6 : 6)

***Postado por Daniel Grubba, editor do Soli Deo Gloria e colaborador do Púlpito Cristão

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Por que obedecer é melhor do que sacrificar?

Para entendermos melhor devemos voltar ao Édem.

No Édem havia sacrifícios antes da desobediência de Adão e Eva?

Claro que não, tanto que logo apos desobedecerem desencadeou todo o processo de maldição em todas as direções e foi necessario haver pela primeira vez o sacrifício (possivelmente de uma ovelha ou cordeiro) para que pudessem ser vestidos.

O sacrifício somente se tornou necessário após a desobediência (ou pecado ser concebido).

Melhor sacrificar do que obedecer se torna uma receita maligna, que contraria o desejo de Deus.

Por isso Davi cita, iluminado pelo Espírito de Deus, que Deus não se agrada em sacrifícios ou holocaustos (Sl 40, 50, 51).

Coração quebrantado e contrito agradam a Deus e Ele não desprezará (Sl 51).

Já o religioso, cheio de receitas e mandingas (que considera sacrificio agradavel) é abominável a Deus.

Arrependimento sincero e humilhação não podem ser fingidos como os fariseus faziam (os modernos deixam os antigos no chinelo).

E não tem como enganar a Deus, que tudo sabe, vê e sonda.

Pastor é o Ungido do Senhor?



Por Jesser Medeiros

Quando o assunto é pastor há uma unanimidade quase insana da parte da massa evangélica ignara, de que o pastor é “o ungido do Senhor” e que sob nenhuma circunstância deve-se questionar a sua autoridade.

Mas o que é unção?

No Velho Testamento a unção era um ato específico dado por Deus a uma pessoa escolhida para a execução de uma determinada missão, e podia ser retirada a qualquer momento, assim como foi com Saul, quando o Espírito de Deus afastou-se dele, e sobre ele veio um espírito maligno. 1 Sm. 16:14 “Tendo-se retirado de Saul o Espírito do SENHOR, da parte deste um espírito maligno o atormentava.”

Em Is. 45:1 está escrito: “Assim diz o SENHOR ao seu Ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações ante a sua face, e para descingir os lombos dos reis, e para abrir diante dele as portas, que não se fecharão”.

A unção era dada a quem era e a quem não era servo de Deus, conforme vimos no texto de Isaias. Deus ungia quem bem queria para que sua vontade fosse realizada e a história da salvação seguisse seu curso normal.

Ciro era um rei pagão e nunca adorou ao Senhor. Entretanto foi ungido por Deus para libertar o povo de Israel para voltarem para sua terra.

Ungir, segundo o Dicionário da Bíblia de Almeida, é: “Pôr azeite na cabeça de uma pessoa.

Profetas foram ungidos{#1Rs 19.16},”Também a Jeú, filho de Ninsi, ungirás rei de Israel; e também a Eliseu, filho de Safate de Abel-Meolá, ungirás profeta em teu lugar.”

Sacerdotes também o foram {#Êx 30.30}”Também ungirás a Arão e seus filhos, e os santificarás para me administrarem o sacerdócio.”

E reis também tiveram o óleo derramado sobre suas cabeças para serem ungidos {#1Sm 16.1-13}”ENTÃO disse o SENHOR a Samuel: Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel?

Enche um chifre de azeite, e vem, enviar-te-ei a Jessé o belemita; porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei.(1)… (13)Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Ramá.”Eram ungidos, portanto, quem Deus bem queria e entendia.

Tanto “o Cristo” (grego) como “o Messias” (hebraico) querem dizer “o Ungido”, um dos títulos de Jesus, a quem Deus escolheu para ser o Salvador da humanidade {#Jo 1.41;}”

Este achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo).

{At 4.26-27}.”Levantaram-se os reis da terra, E os príncipes se ajuntaram à uma, Contra o Senhor e contra o seu Ungido. Porque verdadeiramente contra o teu santo Filho Jesus, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel;” O Ungido do Senhor não é outro, senão Jesus Cristo o filho de Deus.

O Dicionário da Bíblia de Jonh Davis reafirma que as palavras Messias e Cristo significam “o ungido”.No texto de Lucas 4:18 assim está escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos.”

O texto em epígrafe não se aplica ao pastor e sim exclusivamente a Jesus Cristo conforme citação do Novo Dicionário de teologia do Novo Testamento, vol. IV, pg. 677 onde se lê: “Em passagens como Is 61:1″ O ESPÍRITO do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; ” e Ez 16:9, “Então te lavei com água, e te enxuguei do teu sangue, e te ungi com óleo,” a unção deve ser entendida metaforicamente, sendo que, em Israel, a unção ritual era apenas disponível para reis e sacerdotes.

Is 61:1 deve ser entendido como autoridade. No NovoTestamento (Lc 4:18) este texto é aplicado a Jesus: Ele foi o ungido por Deus para ser o profeta prometido.”Atos 4:26 “Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram-se à uma contra o Senhor e contra o seu Ungido;”

Comentando este versículo, I. Howard Marshall em seu comentário ao livro de Atos p104, afirma que,”O emprego do termo ungido (i.é Messias) tornou inescapável à aplicação a Jesus”.

Então, como fica o pastor nesta história?A unção de Deus é universal, ou seja, recai sobre todos. Em I João 2:20 lemos: ” E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento.”

No versículo 27 assim escreve o apóstolo:” Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou.”

O texto é mais do que explícito. Todos somos ungidos e todos nós somos sacerdotes do Senhor conforme está escrito na 1 de Pedro 2:5 “também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo.”

No verso :9: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;”

Portanto, Pastor, Bispo, Presbítero e etc, não é unção com a conotação dada pelos reverendíssimos e, sim, dom do Espírito Santo de Deus. É comissionamento, é chamado. Diante do exposto, não vejo onde está esta unção especial defendida e requerida pela maioria dos pastores, principalmente os da linha pentecostal e neopentecostal.

Na carta escrita aos Efésios 4:11 o apóstolo Paulo diz que “ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.”

Notaram no início do versículo o “ele mesmo concedeu”? Em Mateus 22:29, Jesus diz: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus.” e ainda em Marcos 12:24 “Respondeu-lhes Jesus: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?”

Defender portanto esta doutrina esdrúxula de que o pastor é o ungido do Senhor, e que é um ser inatacável, e intocável é induzir o irmão ao erro.

Não defendo aqui a desobediência ou rebeldia contra o pastor. Não é esse o objetivo deste artigo, mas sim o de demonstrar que nós os cristãos devemos seguir o exemplo dos crentes de Beréia que conferiam se tudo que lhes estava sendo ensinado, se coadunava com os ensinos bíblicos.

A palavra de Deus nos ensina que qualquer um que comete erro é digno de repreensão. Paulo em sua carta aos Gálatas no capítulo 2:11-14 repreendeu a Pedro publicamente por estar se portando de maneira errada.”

E, chegando Pedro à Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível. Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi retirando, e se apartou deles, temendo os que eram da circuncisão.

E os outros judeus também dissimulavam com ele, de maneira que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação. Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?”

O ensino bíblico coloca a todos em pé de igualdade. Ninguém é superior a ninguém. Jesus ensinou que aquele que quisesse ser o maior, fosse o menor.

Não permitamos que teologias canhestras venham minar o nosso relacionamento com Deus, a igreja e nossos irmãos.

Todo pastor que anda consoante os ensinos neotestamentário é digno de honra bem como qualquer membro comum da igreja. Todos são dignos de honra. O membro não pode nem deve se colocar contra o pastor por discordar de algum pensamento seu, pois o pensar é livre e direito de todos. De igual modo o pastor não pode e nem deve perseguir o membro de sua congregação, chegando às vezes a expulsa-lo por discordar de um pensamento seu. Somos livres para tomar nossas decisões e libertos por Jesus para sermos realmente livres com o conhecimento da verdade.

”E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”(Jo 8:32)

Há que se ter bom senso, tolerância e acima de tudo amor uns com os outros.

Em sua primeira carta aos Coríntios o apóstolo Paulo afirma:”AINDA que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.”

O amor é a solução para toda sorte de problemas que enfrentamos nas nossas igrejas. O apóstolo Paulo em sua I carta aos Coríntios 13:13 diz:” Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.”

Recomendo a leitura de todo o capítulo 13 desta carta com o firme desejo de que essa leitura surta efeito na vida de , todos nós.Certamente que este assunto não se esgota nestas poucas linhas, mas com certeza servirá para trazer um pouco de luz sobre o assunto.
Assim espero! E Deus me ajude que eu não seja excomungado pelo que escrevi!

***Fonte: Poimenia
Se voce acha que é "ungido" especial, intocavel, apesar de inventar um monte de heresias, pode comentar a vontade! Mas com certeza, sera questionado a altura.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Pão e Circo

Por José Barbosa Júnior.

Na Antiga Roma, os Imperadores providenciavam para a satisfação do povo romano que nunca faltasse pão e circo.

A antiga expressão latina, até hoje utilizada e musicada por Caetano e Gil, diz que se o povo tiver pão e circo (panis et circenses) tudo estará bem. Não importa se a vida política, religiosa e ética está capenga, claudicante... desde que haja um pouco de alimento e riso, tudo estará bem.

Nos nossos dias, vendo a igreja evangélica atravessando mares já antes navegados (pois nenhuma heresia é nova) e que causaram naufrágios terríveis, essa expressão me veio à mente, e decidi acrescentar um outro aspecto: culto (cultus).

Quero interpretar como cultus tudo aquilo que é extático, tudo que se refere ao sentimento, ou melhor, à enfase dada aos sentimentos.

Vivemos a era dos mega-eventos, shows, cultos lotados de pessoas vazias, não vazias de fé – é bom deixar isso bem claro – mas vazias de conteúdo, o que me faz lembrar do texto sagrado onde Paulo afirma: “Porque lhes dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, porém não com entendimento” .

Note bem: não estou querendo julgar a intenção. Essas pessoas tem zelo, são sinceras, fiéis, crentes mesmo, salvas, mas sem entendimento. Vão atrás das emoções, sentimentos. É bom deixar bem claro também que não sou contra as atitudes emotivas, as experiências extáticas, gosto de um louvor alegre, de erguer minhas mãos em adoração, fechar os olhos, adorar em espírito e em verdade, mas não posso fazer de minha experiência a regra, pois o problema maior está aí: a experiência como regra.

Muita gente acha que o que vale é o que você está sentindo. Conheço um rapaz, ex-membro de uma Igreja Batista, que inclusive pregava na ausência do pastor, etc. que agora é Mórmon, e você quer saber por quê? Simplesmente porque ele sentiu (pois é assim que os mórmons explicam suas experiências) algo novo, diferente.

Esse rapaz se deixava levar pelo sentimento e não pela Palavra, que é base sólida para qualquer que nela busque a verdade.“Enganoso é o coração...” e “Santifica-os na verdade, a Tua Palavra é a Verdade”.

Há apenas duas opções:- Coração, sentimento, experiência ou;- Palavra, verdade, solidez.

Muita gente tem escolhido a primeira. O que importa hoje não é a verdade escrita, é a verdade sentida. Criaram até uma história de palavra logos e palavra rhema, o que é inexistente numa exegese simples do texto grego.

A argumentação da igreja hoje é fraca. Baseia-se no que se sente e quando o argumento é baseado no que se sente, se o oponente tiver a mesma argumentação, então estamos “fritos”. Recentemente passei por uma experiência interessante ao estar evangelizando com um grupo da Igreja Metodista do Jardim Botânico, na Avenida Atlântica (Copacabana - Rio de Janeiro), point de prostitutas, travestis, etc. Numa madrugada encontramos um rapaz que contou sua experiência: largou as drogas e a vida pesada que levava após entrar para o espiritismo.

Se nossa argumentação estivesse baseada em sentimentos, o que diríamos: Amém?

Ontem mesmo recebi um e-mail de um irmão que fazia críticas a um texto meu, e sua argumentação era que determinada igreja da qual ele faz parte e que tem o ministério “levítico”, tinha reunido recentemente 210 mil pessoas num estádio.

Respondi-lhe tacitamente que o Padre Marcelo reuniu 650 mil pessoas no Aterro do Flamengo, que o Círio de Nazaré (maior procissão católica do mundo) realizado em Belém do Pará, reuniu 2.000.000 (isso mesmo: dois milhões!) de fiéis diante de uma imagem.

Minha pergunta: Esse fato legitimiza a idolatria? Lógico que não! Uma regra básica de argumentação é que o mesmo tipo de argumento aniquila o outro, logo se o número de pessoas que a igreja do amado irmão reuniu foi de 210 mil, e ele se utilizou desse argumento para defender seu ponto de vista, logo, o maior número de pessoas nos eventos católicos daria a estes a supremacia do argumento. Cuidado então com os argumentos.

Nossa pregação e nossa vida devem estar pautadas na Palavra, ela é inerrante. Se os meus sentimentos me dizem algo e a Palavra diz outra coisa, fico com a Palavra.

Comentario meu:

Anestesiados, os crentes sem conhecimento, não se apercebem que vão tendo mais circo e cada vez menos pão.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Feridos em nome de Deus


Quando a fé se deixa manipular, pessoas viram presas fáceis de toda sorte de abuso. A confiança autêntica e sincera em Deus é gradualmente substituída pela submissão acrítica aos desmandos de lideranças despreparadas.

Carentes de acolhimento são habilmente capturados pela manipulação emocional de líderes medíocres de plantão e ambos seguem de braços dados experimentando religiosidade fútil e meritória, barganhando a todo momento com Deus.

Por ser uma religiosidade descaracterizada da adoração sincera, mais cedo ou mais tarde o castelo de cartas desmorona deixando feridas abertas pelo caminho.
É esta relação doentia que a jornalista Marília Camargo desvenda em seu primeiro livro.

Uma reportagem que avança pelos meandros da igreja evangélica brasileira liderada em boa medida por pessoas embevecidas pelo próprio poder de manipular e escravizar aqueles pelos quais Cristo morreu.

Ao lidar com feridas não cicatrizadas, em seu debut literário, Marília revela a urgência de um novo tipo de liderança, não autocrática, e de um novo membro, mais confiante em Deus e menos dependente do pastor local, a fim de que o espaço da igreja seja saudável, criativo e curador.

Feridos em nome de Deus é leitura obrigatória para quem anseia por um cristianismo saudável e libertador.

Uma denúncia do falso evangelho pregado por falsos cristãos; um sopro dos bons ventos da graça de Deus, que definitivamente precisa triunfar entre nós.

ÉPOCA – Por que demora tanto tempo para a pessoa perceber que está sendo vítima?

Marília – Os abusos não acontecem da noite para o dia. No primeiro momento, o fiel idealiza a figura do líder como alguém maduro, bem preparado. É aquilo que fazemos quando estamos apaixonados: não vemos os defeitos. O pastor vai ganhando a confiança dele num crescendo. Esse líder, que acredita que Deus o usa para mandar recados para sua congregação, passa a ser uma referência na vida da pessoa. O fiel, por sua vez, sente uma grande gratidão por aquele que o ajudou a mudar sua vida para melhor. Ele quer abençoar o líder porque largou as drogas, ou parou de beber, ou parou de bater na mulher ou porque arrumou um emprego. E começa a dar presentes de acordo com suas posses. Se for um grande empresário, ele dá um carro importado para o pastor. Isso eu vi acontecer várias vezes. O pastor gosta de receber esses presentes. É quando a relação se contamina, se torna promíscua. E o pastor usa a Bíblia para legitimar essas práticas.

ÉPOCA – Você afirma que muitos dos pastores não agem por má-fé, mas por uma visão messiânica...

Marília – É uma visão messiânica para com seu rebanho. Lutero (teólogo alemão responsável pela reforma protestante no século XVI) deve estar dando voltas na tumba. O pastor evangélico virou um papa, a figura mais criticada pelos protestantes, porque não erra. Não existe essa figura, porque somos todos errantes, seres faltantes, como já dizia Freud. Pastor é gente. Mas é esse pastor messiânico que está crescendo no evangelismo. A reforma de Lutero veio para acabar com a figura intermediária e a partir dela veio a doutrina do sacerdócio universal. Todos têm acesso a Deus. Uma das fontes do livro disse que precisamos de uma nova reforma, e eu concordo com ela.

ÉPOCA – Se a igreja for questionada em seus dogmas, ela não deixará de ser igreja?

Marília – Eu não acho. A igreja tem mesmo de ser questionada, inclusive há pensadores cristãos contemporâneos que questionam o modelo de igreja que estamos vivendo e as teologias distorcidas, como a teologia da prosperidade, que são predominantemente neopentecostais e ensinam essa grande barganha. Se você não der o dízimo, Deus vai mandar o gafanhoto. Simbolicamente falando, Ele vai te amaldiçoar. Hoje o fiel se relaciona com o Divino para as coisas darem certo. Ele não se relaciona pelo amor. Essa é uma das grandes distorções.

ÉPOCA – No livro você dá alguns alertas para não cair no abuso religioso.

Marília – Desconfie de quem leva a glória para si. Uma boa dica é prestar atenção nas visões megalomaníacas. Uma das características de quem abusa é querer que a igreja se encaixe em suas visões, como querer ganhar o Brasil para Cristo e colocar metas para isso.
E aquele que não se encaixar é um rebelde, um feiticeiro. Tome cuidado com esse homem.

Outra estratégia é perguntar a si mesmo se tem medo do pastor ou se pode discordar dele.

A pessoa que tem potencial para abusar não aceita que se discorde dela, porque é autoritária.

Outra situação é observar se o pastor gosta de dinheiro e ver os sinais de enriquecimento ilícito. São esses geralmente os que adoram ser abençoados e ganhar presentes. Cuidado.

O pastor Ricardo Gondim, dirigente da Igreja Betesda em São Paulo, realizou um estudo expondo algumas características comuns aos pastores abusadores.

Entre estas, encontra-se a postura incontestável do líder, o qual passa a ter a palavra final para todas as questões, tornando-se dono da verdade, uma espécie de “porta-voz divino”.

“O medo na relação entre o fiel e seu pastor pode ser um sinal de problemas, pois essa relação deve ser permeada de amizade sincera, doação, afeto e solidariedade”, comenta Gondim.

Autoritarismo, manipulação e desrespeito. Autora do livro Feridos em nome de Deus, a jornalista Marília Camargo César falou sobre as dimensões que o abuso espiritual pode ter na vida de fiéis submetidos a lideranças eclesiásticas autoritárias. “Mas é possível identificar o problema e lidar com suas consequências”.

Assista vídeo com a autora. Clique aqui.

Acesse o blog da autora: http://www.feridosemnomededeus.com.br/.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

"DEUS ME REVELOU"


Por toda a minha vida cristã eu tenho ouvido outros crentes usarem a expressão “Deus me revelou”, ou alguma coisa parecida.

Certa vez, minha esposa contou-me que, alguns anos antes de nos conhecermos, um jovem crente lhe disse que Deus revelara a ele que ela era a moça com quem se casaria. Não preciso dizer que não era. Da mesma forma, em outra ocasião, um jovem me disse que Deus havia lhe revelado que o meu carro (que na época estava à venda) estava reservado para ele.Ele correu para me informar que não tinha o dinheiro para pagar o preço pedido, mas que apesar disso, Deus tinha lhe dito que o carro seria seu.

Para mim foi um tanto engraçado, e possivelmente um pouco desconcertante para ele, quando eu telefonei algumas semanas mais tarde para dizer-lhe que o carro havia sido vendido a outra pessoa que, na providência de Deus, possuía a quantia pedida.Em outra ocasião, eu estava em um debate teológico com um velho amigo missionário.

Enquanto trocávamos versículos e pontos de vistas em nossas cartas, meu amigo missionário finalmente me confidenciou que ele defendia o seu ponto de vista daquela maneira porque, como ele próprio disse:
“Foi como se Deus tivesse me dito”. Para reforçar ainda mais seu argumento, ele acrescentou que tal fato (como que uma aparente mensagem de Deus) havia acontecido somente umas vinte vezes em toda a sua vida cristã.

Naquele tempo, achei tal argumento difícil de refutar, embora eu continuasse pensando que a sua compreensão do assunto em questão estivesse em desacordo com a Bíblia.Há muitos outros exemplos. A maioria de nós os temos experimentado.

Pessoas se levantam na igreja e anunciam: “Eu tenho uma mensagem de Deus!”. Outros deixam seus empregos e vivem uma vida de ascetismo porque quando estavam presos no trânsito ouviram o locutor de rádio anunciar algum produto e entenderam isso como sendo uma palavra pessoal de Deus para eles.

O que devemos fazer com tudo isso?
Existe uma fonte inspirada de revelação à parte da Bíblia?
A revelação divina, como dizem alguns, ainda continua?
Esses que ouvem tais mensagens são mais santos do que o resto de nós?
E o que dizer daqueles que têm uma “mensagem do Senhor” que não se realiza?
Teria o Deus onisciente se enganado?

No Antigo Testamento a palavra do Senhor vinha pelo Espírito de Cristo (1 Pe. 1:11) que falava através dos profetas (Hb. 1:1).

Falsos profetas, aqueles que falavam por sua própria iniciativa, sem que o Senhor lhes ordenasse, eram condenados à morte (Dt. 18:20, Jr. 14:15, Zc. 13:3).

Esta era uma punição severa e definitiva para dissuadir aqueles que quisessem se jactanciar falando coisas vãs em nome do Senhor, com o intuito de serem seguidos pelos homens.

Isso também ajudou a preservar a verdadeira palavra de Deus, visto que as falsas profecias não foram mantidas como revelação divina, muito embora tenham sido registradas nas Escrituras pelos verdadeiros profetas de Deus.

No Novo Testamento, Deus falou ao seu povo através do próprio Senhor Jesus Cristo (Hb. 1:2), e subseqüentemente através dos apóstolos e profetas (Ef. 4:11,12).

O apóstolo Pedro reconheceu os escritos do apóstolo Paulo como Escritura (2 Pe. 3:15,16).
Paulo reconheceu os escritos de Lucas como Escritura (1Tm. 5:18, cfe Lc. 10:7), e assim por diante.

Entretanto, nem todo aquele que reivindicava o apostolado era apóstolo. Paulo reconhecia que havia falsos apóstolos (2 Co. 11:13), e João advertiu seus leitores contra muitos falsos profetas que já haviam começado a aparecer (1 Jo. 4:1).

Finalmente, o Espírito Santo nos atesta a autenticidade das Escrituras (1 Co. 2:11,12).

A Bíblia é um livro completo; um livro terminado, não um caderno daqueles que se pode adicionar mais páginas.

Nós não continuamos a receber páginas adicionais para inseri-las em novos capítulos à medida que são impressas.

A Bíblia é o registro da revelação específica de Deus para o homem.

A natureza é uma revelação de Deus para o homem (Rm. 1:20) e ela ainda continua a revelar, mas é insuficiente como uma base para se conhecer a vontade específica de Deus.

Por exemplo, quem poderia inferir da natureza a monogamia, a queda do homem ou a nossa necessidade de fé em Cristo? E devido à natureza soberana de Deus, Ele, na Sua providência, preserva a Sua palavra através da história (Mt. 5:18).

Deus entregou a Sua palavra aos judeus, não somente àqueles que creram, mas aos judeus como uma raça, um povo (Rm. 3:1,2). Os judeus eram o povo escolhido de Deus (Dt. 7:6). Mas essa condição especial mudou, visto que eles rejeitaram o Senhor Jesus Cristo como seu Messias (Jo. 19:15, Mt. 21:33-45).

A transição completou-se no ano 70 depois de Cristo, quando os romanos destruíram o templo junto com o resto de Jerusalém. Esse foi o sinal definitivo de que Jesus estava reinando dos céus e de que os judeus não eram mais, como nação, o povo escolhido de Deus (Mt. 24:2-30; Mc. 12:1-9; Lc. 20:9-16; Rm. 2:28,29).

Por conseguinte, não havia mais um sistema estabelecido de escrituração da palavra revelada de Deus.Tanto Daniel como Paulo profetizaram que a revelação haveria de cessar (Dn. 9:24; 1 Co. 13:8). De fato, Daniel indicou que a revelação de Deus seria encerrada com a destruição do templo que existia na época de Cristo (Dn. 9:26).

Mas, por que Deus não concederia uma palavra de revelação para o Seu povo, a igreja, nos dois mil anos depois da encarnação de Cristo? Simplesmente porque Ele já havia revelado o que é necessário à vida e à piedade (Dt. 29:29; 2Pe.1:3).

Deus várias vezes advertiu severamente o Seu povo a não acrescentar nada à Sua palavra (Dt. 4:2, 12:32; Pv. 30:6; Ap. 22:18,19).

Acrescentar qualquer coisa ao que Deus já disse é negar a auto-suficiência da Bíblia (e assim dizer que Deus é mentiroso) e exaltar a vã imaginação humana a um nível divino, contrário às Escrituras (Is.55:8,9).

"Deus me revelou" pode ser aceitável se for seguido por um capítulo e versículo da Bíblia.

Certamente ir além disso é arrogância humana da pior espécie e deve ser chamada do que realmente é — heresia.

Como povo de Deus, nós devemos humildemente nos limitar àquela palavra que Deus tem revelado a todo o Seu povo desde os tempos dos apóstolos, aos sessenta e seis livros da Bíblia e a nada mais.

“Deus me revelou” isso? Não!

“God Told Me” – Credenda & Agenda Volume 9, number 2

Fonte: Revista Os Puritanos, ANO V – N° 7 – Novembro/Dezembro - 1997.

Via: [ Monergismo ]

terça-feira, 16 de junho de 2009

CRENTE TEM MEDO E PAVOR DA MORTE?

Quando o cristão genuíno sofre, com uma doença terminal, ou em perigo de morte iminente, ele deve continuar crendo em Deus pela sua palavra, em suas promessas (contidas nessa mesma palavra).
Não deve se desesperar (ficar com medo, perder as esperanças).

Nossa fé deve ser inabalável, e não podemos ficar recorrendo a mandingas santas, ou formulas mágicas, seja de que espécie for.

E se morrer? Ora, pois, ele ira para Deus.
Devemos saber quem de fato é o nosso dono.

O maior contraste hoje nas igrejas que pregam so vitórias, é que muitos lideres esquecem que o mundo jaz no maligno e que o crente apesar de ser guardado do mal, ainda esta sujeito a acidentes, doenças, problemas financeiros e outros e principalmente morte física.

Tive um colega que estava internado no CTI do Hospital da Forca aérea (HFAG). Todos os parentes e amigos já o haviam visitado. O medico já havia retirado as esperanças de todos, dizendo que a morte viria, seria so uma questão de tempo.
Haviam duas semanas que estava ali internado recebendo enormes quantidades de plaquetas, havia contraído uma meningite de alto grau.
O horário de visitas estava terminando, e fui o ultimo a colocar o jaleco para ir vê-lo. Ao entrar, um sobrinho dele saiu rapidamente chorando muito.

Fiquei ao lado do leito, observando tudo. Aparelhos iluminados ao redor monitorando os sinais de vida, tubos de oxigênio, e ali deitado, o colega muito chegado. Falei com ele (tenho certeza que me escutava). Comecei a orar por ele entregando tudo a Deus e a Sua vontade.
Coloquei as mãos sobre ele e disse: Senhor, sei que sua resposta pode se constituir em Sim, Não, ou espera. Se for Sim, Senhor, que ele fique curado agora e se levante. Se for qualquer uma das outras, ficarei sabendo. Despedi-me, e quando cruzei a porta do quarto, os aparelhos dispararam em vários apitos.

Enfermeiras vieram correndo e ao entrarem constataram a morte dele e o desligamento dos aparelhos. A resposta de Deus foi não. E ele foi para Deus.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Quem oferece o mundo em troca de adoração?

Usar a expressão de Paulo sobre o que importa é o Evangelho ser pregado não se justifica. No caso, Paulo se referia a pregação do Evangelho por motivos errados; e não a pregação de um falso evangelho por obreiros apóstatas e fraudulentos.

O que Paulo estava dizendo era que mesmo um obreiro pregando para sua própria glória, quando ele anunciava o Evangelho, este era eficaz, independentemente dos defeitos morais do comunicador.

Por analogia: um médico que fuma não mente quando diz que fumar é prejudicial a saúde. Porém, um medico que cria uma teoria sobre os benefícios do fumo...

O sermão expositivo tem perdido a importancia nas igrejas e nossos altares tem sido literalmente profanados.

O púlpito agora virou palco para apresentação dos auto-denominados “levitas” e suas músicas de auto ajuda que mais exaltam ao homem que a Deus. Basta prestar atenção na letra dos supostos “hinos” para perceber que o foco central não é Cristo, e sim o crente “forte, corajoso, destemido, ungido, protegido”, etc.

Embora ainda não tenha visto nenhum pastor vestido literalmente de palhaço, tenho visto muita gente fazendo palhaçada na igreja.

Parece que o requisito para ser um bom pregador mudou: agora a vida de oração e o conhecimento das Escrituras não são o fator preponderante na ordenação de um ministro; é o carisma, a capacidade de interagir com o auditório e de arrecadar grana.

Fico realmente absorto com a cara-de-pau desses pseudo-pregadores avivalistas, que são capazes de passar uma hora completa sem citar nenhum texto bíblico.

Eles usam frases como “levanta a mão e dá glória”, “profetiza pro teu irmão”, "bate no ombro do teu irmão e diga que o ama", e o famoso chavão “quem tem promessa não morre”, dissimulando assim a sua falta de conteúdo.

Passar duas horas sentado ouvindo um pregador imitando um leão: a cada cinco ou dez minutos dando uma “roncada” no microfone – com que finalidade, não sei. O mais triste de tudo ver muitos obreiros de casa compromissados com a ortodoxia, com bom conhecimento bíblico e bom testemunho entre os irmãos, sentados na tribuna como se fossem uma peça sem valor, enquanto o pregador (que ninguém sabia de onde era, caido de para-quedas sabe-se la de onde), faz a festa na “nossa casa”.

O que seria uma ótima oportunidade para apresentar o Cristo crucificado, ressurreto, glorioso e Salvador, mas o “pregador” passa todo o tempo repetindo chavões, de modo que quando feito o apelo, ninguém vai a frente receber a Cristo.

Também é verdade que as regras para se avaliar um bom pregador foram alteradas. E radicalmente! Hoje ele precisa ter na 'performance' linguas extranhas, gritos, piruetas, palavras de ordem.

E no curriculo, é bom que tenha relatos de exorcísmos milaborantes; vida anterior como drogado, ladrão, estrupador, satanista. Se tiver ressucitado alguém, ou feito uma visitinha no Inferno também ajuda bastante; mesmo que biblicamente, o Inferno não esteja sendo povoado por ninguém, ainda... (tem um monte de candidato).

Pregar pra esses também é dificil pois, obrigatoriamente, somos forçados a RESPEITAR O TEXTO. Excelente observação! Mas o que se esperar de mim quando subo no púlpito? Que desrespeite o texto? As vezes tenho um nó no estomago ao ler algumas obras sobre homilética.

Alguns autores parecem bem dispostos a listar as 'desvantagens' de pregar expositivamente!! Mas, amados, que desvantagem pode haver em expor a Bíblia? Toda luta, sofrer ou perseguição que vier deveria ser tido como dádiva, e não como desantagem!Sermões temáticos e textuais possuem seu lugar; não nego e nem me abstenho totalmente se usá-los.

Imagine pregar expositivamente em cada velório ou aniversário... Possível? Sim, mas fora de 'senso' as vezes, não?

Quem oferece o mundo em troca de adoração é o diabo.

Comentario do blog pupito cristao.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

EU TENHO A FORMULA


Quem deseja saber formulas ...

Sou evangélica...: Como posso evangelizar o povo judeu?

Resposta:Em primeiro lugar, não cremos que a igreja evangélica tenha qualquer condição de "evangelizar" o povo judeu.
Antes de tudo, é preciso que vc compreenda a razão da Nova Aliança e a missão do Mashiach para com o Seu povo.
Segundo nos relata o Profeta Jeremias, a Nova Aliança veio para trazer a lei para dentro do nosso coração e nos fazer chegar aos mandamentos de D-us (Jr 31:31-35) .
A Igreja Evangélica crê que a lei foi abolida e que a chamada “Graça”, é o que nos dá direito à salvação, sem que seja necessário cumprir a Torah (lei), o que não é bem assim.

Já Yeshua (Jesus) disse não ter vindo acabar ou abolir a lei, tendo vindo antes para cumpri-la, ou seja, dar o seu sentido completo (Mt. 5:17 - BLH).

Quando um evangélico diz querer evangelizar o povo judeu, o que nos vem à mente é que o desejo deste indivíduo seja o de fazer com que o judeu creia no Mashiach, como sendo ele Yeshua, batize-se em uma igreja evangélica e passe a crer que, em Yeshua, ele não mais precisa cumprir a lei ou continuar a viver como um judeu.

Devo ser sincero com vc, se me permite, com todo o respeito:
Quem precisa ser evangelizado, são os evangélicos, protestantes, católicos, muçulmanos, budistas e outras religiões e seitas, que nada tem a ver com o verdadeiro plano de D-us para a humanidade.

Quanto a levar o conhecimento de Yeshua ao nosso povo, isto vc pode deixar conosco.
Não precisamos de abordagem, nem de metodologia.
Não usamos de iscas religiosas para os atrair, não fazemos uso de elementos artificialmente compostos para, retoricamente, tentarmos convencê-los disto ou daquilo.
Quem convence o homem da Nova Aliança é o Ruach HaKodesh (O Espírito Santo de D-us).

Nós apenas servimos de instrumentos para que, como um Shofar (Instrumento feito de chifre de carneiro) sejamos usados por D-us e através de seu Sopro (Espírito), possamos emitir o som da salvação. Perdoe-me se pareci hostil ou agressivo.

Não foi minha intenção.Estou aberto a suas perguntas e indagações e ficaria feliz em lhe ajudar a compreender mais a cerca do que tentei, em poucas palavras dizer.

Rosh - Périclis

fonte:
http://www.israelitas.com.br/perguntas