O pastoreio como metáfora para liderança é uma expressão recorrente nas Escrituras. Javé é o pastor de Israel. Líderes políticos também receberam esse mesmo título, mas foram rejeitados porque permitiam que suas ovelhas se dispersassem (Ez 34). Jesus tomou sobre si a função de Bom Pastor, aquele que conhece, conduz, chama, ama, alimenta suas ovelhas e dá a vida por elas.“Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo;" Colossenses 2:8.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
UM APELO AOS PASTORES !
O pastoreio como metáfora para liderança é uma expressão recorrente nas Escrituras. Javé é o pastor de Israel. Líderes políticos também receberam esse mesmo título, mas foram rejeitados porque permitiam que suas ovelhas se dispersassem (Ez 34). Jesus tomou sobre si a função de Bom Pastor, aquele que conhece, conduz, chama, ama, alimenta suas ovelhas e dá a vida por elas.CONFUSÕES DE TERMOS, CONFUNDINDO A IGREJA.
sábado, 10 de julho de 2010
UM EVANGELHO VIRTUAL E A MENTIRA REAL
Devemos ser educados, porém firmes em não aceitar suas ofertas literárias ou material de divulgação, repelindo seus ensinos. O melhor a fazer é sempre consultar A PALAVRA DE DEUS, evitando assim dores para a sua alma.
Há poucos dias li em algum lugar e não me lembro onde que nunca aconteceram tantas conversões no Brasil como nos últimos anos, conversões porém, superficiais.
domingo, 20 de junho de 2010
REMENDO PIOR QUE O RASGADO.
sábado, 20 de março de 2010
ENSINO DISTORCIDO POR PRESSUPOSTO OU INTERPRETAÇÃO PARTICULAR GERANDO HERESIAS ?

Em comentário da revista de EBD. Das Ass. de Deus, COMANAD.
Produzido pelo Pr. Josué de A. Soares, membro da Ass. de Deus em Bangu, RJ – Ministro do Evangelho, conferencista, escritor, formado em Adm. de empresas, história, teologia, pedagogia e pós-graduado em docência de ensino superior.
É uma lástima, que com todos esses “méritos” alguém possa (deliberadamente ou não) distorcer a Verdade do Evangelho, e ao invés de aplicar a Hermenêutica e Exegese, aplique interpretação particular, levado por costumes e tradições religiosas (essas, que não tem mais que cem anos no Brasil) em detrimento do que é revelado nas Escrituras.
O comentário totalmente distorcido é sobre o Livro de Juízes, no episódio de Gideão, que aliás não utiliza o método ou a receita tão engenhosamente interpretada pelo “ilustre pastor” com tanta formação secular, o que prova que em matéria de Bíblia, todos podemos cometer vários enganos e varias distorções da Verdade.
Basta para isso estarmos pré-dispostos ou termos um preconceito (conceito anterior baseado em costumes ou tradições) e não termos o cuidado de sequer ler o texto e contexto para nos assegurar que não estamos levando milhões de discípulos a um ensino errôneo e que nada trará de bem ao Evangelho de Jesus Cristo.
A lição 9 – AS CARACTERISTICAS DO CRENTE VENCEDOR
Depois de comentar sobre a vitória nos diversos aspectos nos capítulos 1, 2 e 3, inicia o capitulo 4 – COMO SEGUIR O MODELO DE JESUS, e é aqui que começa a distorcer todo o texto quanto o contexto, fazendo uso de eisegese (insere no texto o que este jamais diz) ao invés da exegese (que é extrair do texto o que o texto diz).
O mais absurdo é que no tópico 4.1 – PERMANECER NA PALAVRA, ele cita a referência de Pedro (2 Pe 3:16) “...torcem as escrituras para sua própria condenação” e ainda cita: “O servo de Deus precisa conhecer bem a Bíblia, para não ser enganado”.
4.2 – PRATICAR O JEJUM.
O texto se refere a Mateus 4 – A tentação de Jesus no deserto.
Afirmações do comentarista (exatamente como está na revista de EBD):
“O ministério de Jesus começou com jejum, uma preparação espiritual para lutar contra o diabo”, (cita Mt 4:2 como fonte dessa “verdade” ou dessa afirmação como se fosse verdade).
Depois comenta: “Infelizmente, UM ATO DE FÉ, que muitas igrejas deixaram de ensinar devido à frieza espiritual ou INTERPRETAÇÕES ERRÔNEAS DAS ESCRITURAS” (nisso ele tem toda a razão). Continua o comentário dizendo:
“Na Bíblia Sagrada, vemos muitos servos de Deus que jejuaram. Dentre eles destacam-se Moisés (Ex. 34:28); Ana (1Sm. 1:7); Davi (2Sm.1:12 e 12:22); A nação de Israel (Lv.23:27); Jesus (Mt. 4:2);
Os discípulos de João Batista (Mc.2:18 e Lc.5:33)” – interessante que nessas duas passagens sobre os discípulos de João Batista, Jesus responde literalmente que seus discípulos não jejuam, porque o NOIVO ESTAVA COM ELES; cita ainda Paulo (At.9.9), e encerrando diz: “Todos receberam a benção que desejavam” (barganha explícita).
No caso específico de Davi, ele não recebe a "benção que desejava" ou seja em (2Sm.1:12) o jejum é por causa da morte de Saul (qual é a benção que Davi desejava?) e em (12:22); o seu filho recém nascido morreu mesmo com a sua desesperada tentativa de anular a profecia do profeta natã.
Após faz várias descrições (não sei de onde ele tirou, da Bíblia é que não foi) de espécies de jejuns: O típico – Não implicava em abstinência de líquidos.
O parcial ?? (afirma) – É caracterizado pelo que se come? (talvez para encaixar Daniel e seus amigos no episódio em que eles se recusaram a comer carne oferecida aos ídolos como se ao comer só legumes estivessem jejuando – é um absurdo tal interpretação, pior do que aquela que o leão fez jejum quando Daniel foi jogado em sua cova).
Comenta ainda sobre diferenças entre o jejum (segundo ele, SANTO OU MAGICO), e as greves de fome e da dieta (esqueceu do exame de sangue) que é para propósitos físicos e não espirituais ?? (Zacarias 7 e Isaias 58 desmentem essa versão).
Por fim vem o receituário em forma de mandamento (coisa que o Próprio JESUS JAMAIS MANDOU NINGUEM FAZER): “Devemos jejuar pelo nosso País, pelos nossos próprios problemas?? Nos períodos de aflição?? E nos momentos de tomarmos grandes decisões ??" (deve estar clonando a situação de Ester).
O que Mateus 4 NÃO DIZ:
O texto de Mateus 4 NÃO DIZ QUE JESUS INICIOU O SEU MINISTÉRIO COM JEJUM.
DIZ APENAS QUE JESUS FOI LEVADO PELO ESPÍRITO SANTO, AO DESERTO, PARA SER TENTADO PELO DIABO (E NÃO PARA JEJUAR. O JEJUM FOI APENAS CONSEQUÊNCIA DE ESTAR NO DESERTO PARA SER TENTADO PELO diabo).
O ministério de Jesus (como adulto) SE INICIA NO BATISMO EM AGUAS REALIZADO POR JOÃO BATISTA.
Jesus jamais planejou jejum algum (como hoje alguns fariseus modernos planejam e executam ordens aos fieis, numa rotina sem fim, tentando provar não sei o quê) assim como Moisés na referência citada também jamais planejara jejuar 40 dias e sim foi conseqüência da adoração real ao Deus Verdadeiro que o supriu e mesmo após tantos dias, não teve fome.
No caso de Jesus, o ficar sem comer e beber por 40 dias o levou a ficar com fome (não sabemos a intensidade) e isso VIROU ARMA na mão do diabo que a usou contra Jesus na primeira tentação: “Se tu és ..... transforme essas pedras em pão”. E nas outras duas tentativas o diabo usa como armas a cobiça e a sede de poder contra Jesus que o vence pela PALAVRA DE DEUS.
Outra coisa bem clara é que Jesus não vence o diabo por causa da “uma preparação espiritual para lutar contra o diabo” BASEADA NO JEJUM, pois esse, no contexto vemos que foi APENAS CONSEQUÊNCIA do fato dinâmico da tentação e não planejado e sim, o vence pela PALAVRA DE DEUS ( E NÃO PELO JEJUM).
Em EFESIOS 6:12-18 Paulo JAMAIS cita JEJUM COMO ARMA ESPIRITUAL na luta contra o diabo e suas potestades. Se ESTE FOSSE “A ARMA SUPER PODEROSA” Paulo, com certeza, o citaria em primeiro lugar nesta passagem completíssima da luta contra o diabo e suas hostes (Hermenêutica).
E sinceramente, se Jesus precisasse de uma doutrina, dogma, sacrifício ou receita para vencer o diabo ELE NÃO SERIA O JESUS BIBLICO, FILHO DE DEUS, CHEIO DE PODER, GRAÇA E AUTORIDADE, e o diabo, hoje, faria a festa, (como está fazendo em muitos lugares, que seguem essas receitas).
Esse, que usa desses métodos, é uma caricatura do JESUS VERDADEIRO, uma espécie de GEZUIS, parecido com aquele do Paraná, o “Inri chist”, totalmente alienado da realidade do Evangelho, mas incrivelmente mais sábio do que muitos lideres modernos.
Onde E QUANDO ABRAÃO JEJUOU ? Vou então facilitar. ISAQUE E JACÓ JEJUARAM? QUANDO ? ONDE ? PORQUE ?
As respostas geralmente mostram o CARÁTER de quem responde e qual o seu interesse na questão.
Já que essa receita é inserida como se fosse um DOS MÉTODOS USADOS e pedra mágica de vitória contra todos os argumentos biblicos referente a Gideão. ???
Outras perguntas bem pertinentes e desconcertantes estão NESTE BLOG em outros posts: " ERROS NAS TRADUÇÕES, AJUDANDO AOS FARISEUS MODERNOS." e "Perguntas ao Pr. Ciro".
sábado, 29 de agosto de 2009
A Perfeita Imperfeição da Igreja!

Por que pessoas as vezes te tratam mal quando você dá uma ideia boa para ajudar a mocidade? Por que o pastor trata mal os membros mais simples de sua igreja?
Por que tentam mudar o que esta escrito na bíblia?
Fonte : caiofabio.com
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Nem neste monte, nem em Jerusalém

Por Daniel Grubba
"E Salomão lhe edificou casa; Mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta: O céu é o meu trono, E a terra o estrado dos meus pés. Que casa me edificareis? diz o Senhor, Ou qual é o lugar do meu repouso? Porventura não fez a minha mão todas estas coisas?" Atos 7.47-50
Ainda pensando na velha noção, alguns voltaram-se para Jesus e disseram: "Olha mestre, que lugar maravilhoso construimos para Deus". Então, ele olhava tudo aquilo, a construção belíssima, e dizia: Não ficará pedra sobre pedra. (Lc. 21 : 6) Pois, em três dias eu reconstruirei um novo templo, não feito por mãos de homens. (Marcos 14 : 58).
E João em seu evangelho, posteriormente, interpretou a fala de Jesus explicando para nós que Ele se referia ao "templo do seu corpo". Ou seja, o local da adoração em espírito e em verdade não é um espaço construído por mãos de homens, mas seu eterno corpo.
Não é Jerusalém ou Gerizim. Nem ainda Templo Maior ou casinha de sapê. Jesus afirmou: Pois eu vos digo que está aqui quem é maior do que o templo." (Mateus 12 : 6) Por isso podemos dizer com convicção: onde dois ou mais estiveram reunidos em nome de Jesus, ali ele estará, e não importa o lugar. (Mt 18 : 20).
Posto isto, devemos dizer que Ele não é um deus limitado geograficamente e sua esfera de atuação transcende todas as nossas minúsculas concepções. Não é panteísmo (Deus em tudo e em todos). Trata-se antes da máxima de Jesus - tanto faz adorar a Deus em Jerusalém (local considerado o mais santo da terra) quanto em Gerizim (território considerado imundo pelos judeus de sua época) . Porque adora-se em espírito e em verdade (Jo 4 : 23)
Aliás, o Templo de Jerusalém foi destruído em 70 d.C. E os judeus continuaram a invocar a Javé, pois pouco tempo antes da destruição alguns judeus piedosos foram para Jamnia, liderados por Yachanan Ben Zakai, estudar a Torah e os profetas, centralizando a fé em torno das Escrituras, se desvinculando aos poucos da vida templária.Em virtude deste ato inovador, a cultura judaica perpetuou-se na história. E os cristãos de semelhante modo, continuaram a invocar seu Deus, pois estavam centralizados em Cristo - Pedra Viva (I Pe 2 : 4), e nada mais.
Em unidade e comunhão, adoravam o Pai, mediante o templo do corpo de Jesus. Os cristãos se tornaram, por assim dizer, em casa espiritual e sacerdócio santo (I Pe 2 : 5). Nós, imundos em virtude de nossa natureza caída, nos tornamos pela infinita misericórdia, em "morada do Espírito" (I Co 6 : 19). E aquele que podia escolher habitar em palácios indizíveis, escolheu morar em nós.
Portanto, não espere o "santo domingo" para adorar. Você é a Casa do Senhor. Faça como Jesus ensinou e deixe que a adoração pública de domingo seja extensão de uma vida íntima com o Pai. "Entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará"- (Mt. 6 : 6)
***Postado por Daniel Grubba, editor do Soli Deo Gloria e colaborador do Púlpito Cristão
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Por que obedecer é melhor do que sacrificar?
No Édem havia sacrifícios antes da desobediência de Adão e Eva?
Claro que não, tanto que logo apos desobedecerem desencadeou todo o processo de maldição em todas as direções e foi necessario haver pela primeira vez o sacrifício (possivelmente de uma ovelha ou cordeiro) para que pudessem ser vestidos.
O sacrifício somente se tornou necessário após a desobediência (ou pecado ser concebido).
Melhor sacrificar do que obedecer se torna uma receita maligna, que contraria o desejo de Deus.
Por isso Davi cita, iluminado pelo Espírito de Deus, que Deus não se agrada em sacrifícios ou holocaustos (Sl 40, 50, 51).
Coração quebrantado e contrito agradam a Deus e Ele não desprezará (Sl 51).
Já o religioso, cheio de receitas e mandingas (que considera sacrificio agradavel) é abominável a Deus.
Arrependimento sincero e humilhação não podem ser fingidos como os fariseus faziam (os modernos deixam os antigos no chinelo).
E não tem como enganar a Deus, que tudo sabe, vê e sonda.
Pastor é o Ungido do Senhor?

Quando o assunto é pastor há uma unanimidade quase insana da parte da massa evangélica ignara, de que o pastor é “o ungido do Senhor” e que sob nenhuma circunstância deve-se questionar a sua autoridade.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Pão e Circo
A antiga expressão latina, até hoje utilizada e musicada por Caetano e Gil, diz que se o povo tiver pão e circo (panis et circenses) tudo estará bem. Não importa se a vida política, religiosa e ética está capenga, claudicante... desde que haja um pouco de alimento e riso, tudo estará bem.
Há apenas duas opções:- Coração, sentimento, experiência ou;- Palavra, verdade, solidez.
Muita gente tem escolhido a primeira. O que importa hoje não é a verdade escrita, é a verdade sentida. Criaram até uma história de palavra logos e palavra rhema, o que é inexistente numa exegese simples do texto grego.
Se nossa argumentação estivesse baseada em sentimentos, o que diríamos: Amém?
Respondi-lhe tacitamente que o Padre Marcelo reuniu 650 mil pessoas no Aterro do Flamengo, que o Círio de Nazaré (maior procissão católica do mundo) realizado em Belém do Pará, reuniu 2.000.000 (isso mesmo: dois milhões!) de fiéis diante de uma imagem.
Comentario meu:
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Feridos em nome de Deus

Carentes de acolhimento são habilmente capturados pela manipulação emocional de líderes medíocres de plantão e ambos seguem de braços dados experimentando religiosidade fútil e meritória, barganhando a todo momento com Deus.
Por ser uma religiosidade descaracterizada da adoração sincera, mais cedo ou mais tarde o castelo de cartas desmorona deixando feridas abertas pelo caminho.
É esta relação doentia que a jornalista Marília Camargo desvenda em seu primeiro livro.
Uma reportagem que avança pelos meandros da igreja evangélica brasileira liderada em boa medida por pessoas embevecidas pelo próprio poder de manipular e escravizar aqueles pelos quais Cristo morreu.
Ao lidar com feridas não cicatrizadas, em seu debut literário, Marília revela a urgência de um novo tipo de liderança, não autocrática, e de um novo membro, mais confiante em Deus e menos dependente do pastor local, a fim de que o espaço da igreja seja saudável, criativo e curador.
Feridos em nome de Deus é leitura obrigatória para quem anseia por um cristianismo saudável e libertador.
Uma denúncia do falso evangelho pregado por falsos cristãos; um sopro dos bons ventos da graça de Deus, que definitivamente precisa triunfar entre nós.
ÉPOCA – Por que demora tanto tempo para a pessoa perceber que está sendo vítima?
Marília – Os abusos não acontecem da noite para o dia. No primeiro momento, o fiel idealiza a figura do líder como alguém maduro, bem preparado. É aquilo que fazemos quando estamos apaixonados: não vemos os defeitos. O pastor vai ganhando a confiança dele num crescendo. Esse líder, que acredita que Deus o usa para mandar recados para sua congregação, passa a ser uma referência na vida da pessoa. O fiel, por sua vez, sente uma grande gratidão por aquele que o ajudou a mudar sua vida para melhor. Ele quer abençoar o líder porque largou as drogas, ou parou de beber, ou parou de bater na mulher ou porque arrumou um emprego. E começa a dar presentes de acordo com suas posses. Se for um grande empresário, ele dá um carro importado para o pastor. Isso eu vi acontecer várias vezes. O pastor gosta de receber esses presentes. É quando a relação se contamina, se torna promíscua. E o pastor usa a Bíblia para legitimar essas práticas.
ÉPOCA – Você afirma que muitos dos pastores não agem por má-fé, mas por uma visão messiânica...
Marília – É uma visão messiânica para com seu rebanho. Lutero (teólogo alemão responsável pela reforma protestante no século XVI) deve estar dando voltas na tumba. O pastor evangélico virou um papa, a figura mais criticada pelos protestantes, porque não erra. Não existe essa figura, porque somos todos errantes, seres faltantes, como já dizia Freud. Pastor é gente. Mas é esse pastor messiânico que está crescendo no evangelismo. A reforma de Lutero veio para acabar com a figura intermediária e a partir dela veio a doutrina do sacerdócio universal. Todos têm acesso a Deus. Uma das fontes do livro disse que precisamos de uma nova reforma, e eu concordo com ela.
ÉPOCA – Se a igreja for questionada em seus dogmas, ela não deixará de ser igreja?
Marília – Eu não acho. A igreja tem mesmo de ser questionada, inclusive há pensadores cristãos contemporâneos que questionam o modelo de igreja que estamos vivendo e as teologias distorcidas, como a teologia da prosperidade, que são predominantemente neopentecostais e ensinam essa grande barganha. Se você não der o dízimo, Deus vai mandar o gafanhoto. Simbolicamente falando, Ele vai te amaldiçoar. Hoje o fiel se relaciona com o Divino para as coisas darem certo. Ele não se relaciona pelo amor. Essa é uma das grandes distorções.
ÉPOCA – No livro você dá alguns alertas para não cair no abuso religioso.
Marília – Desconfie de quem leva a glória para si. Uma boa dica é prestar atenção nas visões megalomaníacas. Uma das características de quem abusa é querer que a igreja se encaixe em suas visões, como querer ganhar o Brasil para Cristo e colocar metas para isso.
E aquele que não se encaixar é um rebelde, um feiticeiro. Tome cuidado com esse homem.
Outra estratégia é perguntar a si mesmo se tem medo do pastor ou se pode discordar dele.
A pessoa que tem potencial para abusar não aceita que se discorde dela, porque é autoritária.
Outra situação é observar se o pastor gosta de dinheiro e ver os sinais de enriquecimento ilícito. São esses geralmente os que adoram ser abençoados e ganhar presentes. Cuidado.
O pastor Ricardo Gondim, dirigente da Igreja Betesda em São Paulo, realizou um estudo expondo algumas características comuns aos pastores abusadores.
Entre estas, encontra-se a postura incontestável do líder, o qual passa a ter a palavra final para todas as questões, tornando-se dono da verdade, uma espécie de “porta-voz divino”.
“O medo na relação entre o fiel e seu pastor pode ser um sinal de problemas, pois essa relação deve ser permeada de amizade sincera, doação, afeto e solidariedade”, comenta Gondim.
Autoritarismo, manipulação e desrespeito. Autora do livro Feridos em nome de Deus, a jornalista Marília Camargo César falou sobre as dimensões que o abuso espiritual pode ter na vida de fiéis submetidos a lideranças eclesiásticas autoritárias. “Mas é possível identificar o problema e lidar com suas consequências”.
Assista vídeo com a autora. Clique aqui.
Acesse o blog da autora: http://www.feridosemnomededeus.com.br/.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
"DEUS ME REVELOU"

Certa vez, minha esposa contou-me que, alguns anos antes de nos conhecermos, um jovem crente lhe disse que Deus revelara a ele que ela era a moça com quem se casaria. Não preciso dizer que não era. Da mesma forma, em outra ocasião, um jovem me disse que Deus havia lhe revelado que o meu carro (que na época estava à venda) estava reservado para ele.Ele correu para me informar que não tinha o dinheiro para pagar o preço pedido, mas que apesar disso, Deus tinha lhe dito que o carro seria seu.
Para mim foi um tanto engraçado, e possivelmente um pouco desconcertante para ele, quando eu telefonei algumas semanas mais tarde para dizer-lhe que o carro havia sido vendido a outra pessoa que, na providência de Deus, possuía a quantia pedida.Em outra ocasião, eu estava em um debate teológico com um velho amigo missionário.
Enquanto trocávamos versículos e pontos de vistas em nossas cartas, meu amigo missionário finalmente me confidenciou que ele defendia o seu ponto de vista daquela maneira porque, como ele próprio disse:
“Foi como se Deus tivesse me dito”. Para reforçar ainda mais seu argumento, ele acrescentou que tal fato (como que uma aparente mensagem de Deus) havia acontecido somente umas vinte vezes em toda a sua vida cristã.
Naquele tempo, achei tal argumento difícil de refutar, embora eu continuasse pensando que a sua compreensão do assunto em questão estivesse em desacordo com a Bíblia.Há muitos outros exemplos. A maioria de nós os temos experimentado.
Pessoas se levantam na igreja e anunciam: “Eu tenho uma mensagem de Deus!”. Outros deixam seus empregos e vivem uma vida de ascetismo porque quando estavam presos no trânsito ouviram o locutor de rádio anunciar algum produto e entenderam isso como sendo uma palavra pessoal de Deus para eles.
O que devemos fazer com tudo isso?
Existe uma fonte inspirada de revelação à parte da Bíblia?
A revelação divina, como dizem alguns, ainda continua?
Esses que ouvem tais mensagens são mais santos do que o resto de nós?
E o que dizer daqueles que têm uma “mensagem do Senhor” que não se realiza?
Teria o Deus onisciente se enganado?
No Antigo Testamento a palavra do Senhor vinha pelo Espírito de Cristo (1 Pe. 1:11) que falava através dos profetas (Hb. 1:1).
Falsos profetas, aqueles que falavam por sua própria iniciativa, sem que o Senhor lhes ordenasse, eram condenados à morte (Dt. 18:20, Jr. 14:15, Zc. 13:3).
Esta era uma punição severa e definitiva para dissuadir aqueles que quisessem se jactanciar falando coisas vãs em nome do Senhor, com o intuito de serem seguidos pelos homens.
Isso também ajudou a preservar a verdadeira palavra de Deus, visto que as falsas profecias não foram mantidas como revelação divina, muito embora tenham sido registradas nas Escrituras pelos verdadeiros profetas de Deus.
No Novo Testamento, Deus falou ao seu povo através do próprio Senhor Jesus Cristo (Hb. 1:2), e subseqüentemente através dos apóstolos e profetas (Ef. 4:11,12).
O apóstolo Pedro reconheceu os escritos do apóstolo Paulo como Escritura (2 Pe. 3:15,16).
Paulo reconheceu os escritos de Lucas como Escritura (1Tm. 5:18, cfe Lc. 10:7), e assim por diante.
Entretanto, nem todo aquele que reivindicava o apostolado era apóstolo. Paulo reconhecia que havia falsos apóstolos (2 Co. 11:13), e João advertiu seus leitores contra muitos falsos profetas que já haviam começado a aparecer (1 Jo. 4:1).
Finalmente, o Espírito Santo nos atesta a autenticidade das Escrituras (1 Co. 2:11,12).
A Bíblia é um livro completo; um livro terminado, não um caderno daqueles que se pode adicionar mais páginas.
Nós não continuamos a receber páginas adicionais para inseri-las em novos capítulos à medida que são impressas.
A Bíblia é o registro da revelação específica de Deus para o homem.
A natureza é uma revelação de Deus para o homem (Rm. 1:20) e ela ainda continua a revelar, mas é insuficiente como uma base para se conhecer a vontade específica de Deus.
Por exemplo, quem poderia inferir da natureza a monogamia, a queda do homem ou a nossa necessidade de fé em Cristo? E devido à natureza soberana de Deus, Ele, na Sua providência, preserva a Sua palavra através da história (Mt. 5:18).
Deus entregou a Sua palavra aos judeus, não somente àqueles que creram, mas aos judeus como uma raça, um povo (Rm. 3:1,2). Os judeus eram o povo escolhido de Deus (Dt. 7:6). Mas essa condição especial mudou, visto que eles rejeitaram o Senhor Jesus Cristo como seu Messias (Jo. 19:15, Mt. 21:33-45).
A transição completou-se no ano 70 depois de Cristo, quando os romanos destruíram o templo junto com o resto de Jerusalém. Esse foi o sinal definitivo de que Jesus estava reinando dos céus e de que os judeus não eram mais, como nação, o povo escolhido de Deus (Mt. 24:2-30; Mc. 12:1-9; Lc. 20:9-16; Rm. 2:28,29).
Por conseguinte, não havia mais um sistema estabelecido de escrituração da palavra revelada de Deus.Tanto Daniel como Paulo profetizaram que a revelação haveria de cessar (Dn. 9:24; 1 Co. 13:8). De fato, Daniel indicou que a revelação de Deus seria encerrada com a destruição do templo que existia na época de Cristo (Dn. 9:26).
Mas, por que Deus não concederia uma palavra de revelação para o Seu povo, a igreja, nos dois mil anos depois da encarnação de Cristo? Simplesmente porque Ele já havia revelado o que é necessário à vida e à piedade (Dt. 29:29; 2Pe.1:3).
Deus várias vezes advertiu severamente o Seu povo a não acrescentar nada à Sua palavra (Dt. 4:2, 12:32; Pv. 30:6; Ap. 22:18,19).
Acrescentar qualquer coisa ao que Deus já disse é negar a auto-suficiência da Bíblia (e assim dizer que Deus é mentiroso) e exaltar a vã imaginação humana a um nível divino, contrário às Escrituras (Is.55:8,9).
"Deus me revelou" pode ser aceitável se for seguido por um capítulo e versículo da Bíblia.
Certamente ir além disso é arrogância humana da pior espécie e deve ser chamada do que realmente é — heresia.
Como povo de Deus, nós devemos humildemente nos limitar àquela palavra que Deus tem revelado a todo o Seu povo desde os tempos dos apóstolos, aos sessenta e seis livros da Bíblia e a nada mais.
“Deus me revelou” isso? Não!
“God Told Me” – Credenda & Agenda Volume 9, number 2
Fonte: Revista Os Puritanos, ANO V – N° 7 – Novembro/Dezembro - 1997.
Via: [ Monergismo ]
terça-feira, 16 de junho de 2009
CRENTE TEM MEDO E PAVOR DA MORTE?
Não deve se desesperar (ficar com medo, perder as esperanças).
Nossa fé deve ser inabalável, e não podemos ficar recorrendo a mandingas santas, ou formulas mágicas, seja de que espécie for.
E se morrer? Ora, pois, ele ira para Deus.
Devemos saber quem de fato é o nosso dono.
O maior contraste hoje nas igrejas que pregam so vitórias, é que muitos lideres esquecem que o mundo jaz no maligno e que o crente apesar de ser guardado do mal, ainda esta sujeito a acidentes, doenças, problemas financeiros e outros e principalmente morte física.
Tive um colega que estava internado no CTI do Hospital da Forca aérea (HFAG). Todos os parentes e amigos já o haviam visitado. O medico já havia retirado as esperanças de todos, dizendo que a morte viria, seria so uma questão de tempo.
O horário de visitas estava terminando, e fui o ultimo a colocar o jaleco para ir vê-lo. Ao entrar, um sobrinho dele saiu rapidamente chorando muito.
Fiquei ao lado do leito, observando tudo. Aparelhos iluminados ao redor monitorando os sinais de vida, tubos de oxigênio, e ali deitado, o colega muito chegado. Falei com ele (tenho certeza que me escutava). Comecei a orar por ele entregando tudo a Deus e a Sua vontade.
Enfermeiras vieram correndo e ao entrarem constataram a morte dele e o desligamento dos aparelhos. A resposta de Deus foi não. E ele foi para Deus.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Quem oferece o mundo em troca de adoração?
O que Paulo estava dizendo era que mesmo um obreiro pregando para sua própria glória, quando ele anunciava o Evangelho, este era eficaz, independentemente dos defeitos morais do comunicador.
Por analogia: um médico que fuma não mente quando diz que fumar é prejudicial a saúde. Porém, um medico que cria uma teoria sobre os benefícios do fumo...
O sermão expositivo tem perdido a importancia nas igrejas e nossos altares tem sido literalmente profanados.
O púlpito agora virou palco para apresentação dos auto-denominados “levitas” e suas músicas de auto ajuda que mais exaltam ao homem que a Deus. Basta prestar atenção na letra dos supostos “hinos” para perceber que o foco central não é Cristo, e sim o crente “forte, corajoso, destemido, ungido, protegido”, etc.
Embora ainda não tenha visto nenhum pastor vestido literalmente de palhaço, tenho visto muita gente fazendo palhaçada na igreja.
Parece que o requisito para ser um bom pregador mudou: agora a vida de oração e o conhecimento das Escrituras não são o fator preponderante na ordenação de um ministro; é o carisma, a capacidade de interagir com o auditório e de arrecadar grana.
Fico realmente absorto com a cara-de-pau desses pseudo-pregadores avivalistas, que são capazes de passar uma hora completa sem citar nenhum texto bíblico.
Eles usam frases como “levanta a mão e dá glória”, “profetiza pro teu irmão”, "bate no ombro do teu irmão e diga que o ama", e o famoso chavão “quem tem promessa não morre”, dissimulando assim a sua falta de conteúdo.
Passar duas horas sentado ouvindo um pregador imitando um leão: a cada cinco ou dez minutos dando uma “roncada” no microfone – com que finalidade, não sei. O mais triste de tudo ver muitos obreiros de casa compromissados com a ortodoxia, com bom conhecimento bíblico e bom testemunho entre os irmãos, sentados na tribuna como se fossem uma peça sem valor, enquanto o pregador (que ninguém sabia de onde era, caido de para-quedas sabe-se la de onde), faz a festa na “nossa casa”.
O que seria uma ótima oportunidade para apresentar o Cristo crucificado, ressurreto, glorioso e Salvador, mas o “pregador” passa todo o tempo repetindo chavões, de modo que quando feito o apelo, ninguém vai a frente receber a Cristo.
Também é verdade que as regras para se avaliar um bom pregador foram alteradas. E radicalmente! Hoje ele precisa ter na 'performance' linguas extranhas, gritos, piruetas, palavras de ordem.
E no curriculo, é bom que tenha relatos de exorcísmos milaborantes; vida anterior como drogado, ladrão, estrupador, satanista. Se tiver ressucitado alguém, ou feito uma visitinha no Inferno também ajuda bastante; mesmo que biblicamente, o Inferno não esteja sendo povoado por ninguém, ainda... (tem um monte de candidato).
Pregar pra esses também é dificil pois, obrigatoriamente, somos forçados a RESPEITAR O TEXTO. Excelente observação! Mas o que se esperar de mim quando subo no púlpito? Que desrespeite o texto? As vezes tenho um nó no estomago ao ler algumas obras sobre homilética.
Alguns autores parecem bem dispostos a listar as 'desvantagens' de pregar expositivamente!! Mas, amados, que desvantagem pode haver em expor a Bíblia? Toda luta, sofrer ou perseguição que vier deveria ser tido como dádiva, e não como desantagem!Sermões temáticos e textuais possuem seu lugar; não nego e nem me abstenho totalmente se usá-los.
Imagine pregar expositivamente em cada velório ou aniversário... Possível? Sim, mas fora de 'senso' as vezes, não?
Quem oferece o mundo em troca de adoração é o diabo.
Comentario do blog pupito cristao.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
EU TENHO A FORMULA
Sou evangélica...: Como posso evangelizar o povo judeu?
Resposta:Em primeiro lugar, não cremos que a igreja evangélica tenha qualquer condição de "evangelizar" o povo judeu.
Antes de tudo, é preciso que vc compreenda a razão da Nova Aliança e a missão do Mashiach para com o Seu povo.
Segundo nos relata o Profeta Jeremias, a Nova Aliança veio para trazer a lei para dentro do nosso coração e nos fazer chegar aos mandamentos de D-us (Jr 31:31-35) .
A Igreja Evangélica crê que a lei foi abolida e que a chamada “Graça”, é o que nos dá direito à salvação, sem que seja necessário cumprir a Torah (lei), o que não é bem assim.
Já Yeshua (Jesus) disse não ter vindo acabar ou abolir a lei, tendo vindo antes para cumpri-la, ou seja, dar o seu sentido completo (Mt. 5:17 - BLH).
Quando um evangélico diz querer evangelizar o povo judeu, o que nos vem à mente é que o desejo deste indivíduo seja o de fazer com que o judeu creia no Mashiach, como sendo ele Yeshua, batize-se em uma igreja evangélica e passe a crer que, em Yeshua, ele não mais precisa cumprir a lei ou continuar a viver como um judeu.
Devo ser sincero com vc, se me permite, com todo o respeito:
Quem precisa ser evangelizado, são os evangélicos, protestantes, católicos, muçulmanos, budistas e outras religiões e seitas, que nada tem a ver com o verdadeiro plano de D-us para a humanidade.
Quanto a levar o conhecimento de Yeshua ao nosso povo, isto vc pode deixar conosco.
Não precisamos de abordagem, nem de metodologia.
Não usamos de iscas religiosas para os atrair, não fazemos uso de elementos artificialmente compostos para, retoricamente, tentarmos convencê-los disto ou daquilo.
Quem convence o homem da Nova Aliança é o Ruach HaKodesh (O Espírito Santo de D-us).
Nós apenas servimos de instrumentos para que, como um Shofar (Instrumento feito de chifre de carneiro) sejamos usados por D-us e através de seu Sopro (Espírito), possamos emitir o som da salvação. Perdoe-me se pareci hostil ou agressivo.
Não foi minha intenção.Estou aberto a suas perguntas e indagações e ficaria feliz em lhe ajudar a compreender mais a cerca do que tentei, em poucas palavras dizer.
Rosh - Périclis
fonte:
http://www.israelitas.com.br/perguntas


