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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

UM APELO AOS PASTORES !

Por: Pr. Marcello de Oliveira

“Pastoreiem o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente, não por torpe ganância, mas de boa vontade” (1 Pe 5.2)

O pastoreio como metáfora para liderança é uma expressão recorrente nas Escrituras. Javé é o pastor de Israel. Líderes políticos também receberam esse mesmo título, mas foram rejeitados porque permitiam que suas ovelhas se dispersassem (Ez 34). Jesus tomou sobre si a função de Bom Pastor, aquele que conhece, conduz, chama, ama, alimenta suas ovelhas e dá a vida por elas.

É comovente a maneira com que Pedro se dirige aos líderes da igreja.

Ele faz um apelo para que eles pastoreiem o rebanho de Deus, no entanto, esse era o seu ministério ("cuide das minhas ovelhas" [Jo 21.18]) quando o Senhor o chamou pela segunda vez, à beira do lago da Galiléia. É provável que Pedro estivesse pensando nisso quando fez o apelo para que os líderes da igreja pastoreassem o rebanho de Deus. Seu apelo inclui três antíteses:

Em primeiro lugar, os pastores devem ter um espírito voluntário.

Devem servir "não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer" (1 Pe 5.2). A simples idéia de servir a Deus por obrigação é grotesca.

Em segundo lugar, a motivação deles deve ser livre de qualquer interesse.

"Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir" (v. 2). No entanto, ao longo da história, têm surgido muitos interesseiros tentando ganhar dinheiro com o ministério. No mundo antigo, havia um grande número de impostores que ganhavam a vida se fazendo passar por mestres itinerantes. Paulo, entretanto, abriu mão de seu direito de receber ajuda (ex: a igreja de Corinto) e trabalhou para se sustentar, demonstrando assim que a sua motivação era sincera. Infelizmente, ainda vemos muitos evangelistas (?) mal intencionados buscando enriquecer por meio de apelos financeiros.

Em terceiro lugar, a conduta dos pastores deve ser humilde.

"Não ajam como dominadores dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho" (v. 3). Será que os pastores nunca leram este texto das Escrituras?

Deus nunca nos deu uma procuração transferindo a igreja para nós. A igreja é Dele! Nós não somos donos de nada! Infelizmente, existem nos nossos meios verdadeiros coronéis da fé, caciques espirituais, que são chefes de tribos, e não pastores de ovelhas!

Jesus advertiu seus discípulos claramente sobre isso. "Os governantes das nações as dominam", ele disse, e "exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês" (Mc 10.42,43). Ao contrário, os líderes cristãos devem exercer seu ministério com humildade. Eles devem liderar não pela força, mas pelo exemplo.

Ó Deus, conceda-nos pastores segundo o teu coração (Jr 3.15)!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Quatro maldições na igreja de hoje


Alan Brizotti


"Agora, ó sacerdotes, este mandamento é para vós. Se não ouvirdes, e se não propuserdes no vosso coração dar honra ao meu nome, diz o Senhor dos exércitos, enviarei a maldição contra vós, e amaldiçoarei as vossas bênçãos; e já as tenho amaldiçoado, porque não aplicais a isso o vosso coração" (Malaquias 2. 1, 2).

Na igreja da atualidade parece existir somente maldição financeira. É como se toda a atenção do inferno fosse canalizada para o nosso bolso. Outras áreas são simplesmente preteridas. Na teologia monetária dos agentes bancários de deus, maldição é sinônimo de pobreza. O livro de Malaquias, por exemplo, só é lembrado em questões de dízimos e ofertas, e sempre para enfatizar o "fato" de que se você doar até o último centavo de sua violentada carteira, deus (é minúsculo mesmo!) vai encher sua casa de grana!

Esses investidores da bolsa de valores da fé esquecem do texto acima! Principalmente da promessa que poucos percebem: "... amaldiçoarei as vossas bênçãos". Pense por um momento: se Deus amaldiçoar as bênçãos, então tudo é maldito! Isso é muito sério! A bênção de um falso profeta é uma maldição completa! Deus não tem compromisso com todo esse charlatanismo religioso dos vendedores de promessas.

Resolvi pensar um pouco mais sobre quatro maldições que assolam a igreja da atualidade, e que Deus nos guarde desse mal (João 17. 15):

A maldição da politicagem: isso é visto como bênção, naquelas frases do tipo: "temos que ter um irmão para nos representar"; "fulano é um grande homem que Deus levantou na política", e por aí vai... Uma pergunta: você comeria uma maçã que estivesse dentro de um saco de lixo, mesmo sabendo que ela é limpa? O cristão, na política, é uma maçã no meio do lixão. É uma pérola no meio dos porcos. Acredito que um ou outro homem ou mulher de Deus possa ser levantado como uma espécie de estadista, gente séria que ame a Deus e trabalhe pelo reino, contudo, são "agulhas no palheiro", e não servem como desculpa para que qualquer um, de quatro em quatro anos, venha encher nossos púlpitos de hipocrisia, mentiras e ilusões.

A maldição do imediatismo: gente que confunde Deus com uma máquina qualquer respondendo a comandos e senhas divinas. Gente que não consegue mais andar no abençoado caminho da paciência, principalmente porque não passa por lutas e tribulações, que segundo a Bíblia, produzem-na (Rm. 5. 3). O imediatismo é o grande vício da igreja de hoje. Essa espiritualidade drogada não suporta um dia normal, um culto sem carnavalizações folclóricas e pirotécnicas, muito menos a bendita espera. São filhos mimados de uma divindade exibicionista. Quando aprendemos a esperar no Senhor, trabalhamos a glória da dependência e abrimos mão de sermos controlados pela sociedade da pressa.

A maldição do analfabetismo bíblico: pastores e pregadores que adulteram textos bíblicos ao sabor de suas neuroses. Gente que faz aplicações levianas dos textos bíblicos. O efeito colateral dessa doença hermenêutica é o surgimento de tanta teologia destruidora: teologia da confissão positiva, da prosperidade, do profetismo visionário das "mães dinás de deus", dos milagreiros da religiosidade de mídia e massa. Essas Meduzas teológicas são heranças malditas do nanismo bíblico. Para curar essa anomalia só há um jeito: dedicação à Palavra, sem reservas! E isso, sim, é possível!

A maldição da hereditariedade obrigatória dos cargos: que existem filhos de pastores com chamado divino não posso negar, contudo o que vejo é um percentual alarmante de aproveitadores e malandros, que usam o ministério como saída para sua falta de talento na vida. Gente que, se não fosse o pai ser alguém, não seria absolutamente nada! Gente que faz do púlpito sua empresa, da igreja seu curral, e da fé sua "galinha dos ovos de ouro". Esse nepotismo eclesiástico atropela a verdade do evangelho. Quantos homens de Deus são deixados de lado porque o "filho do dono" herdou o trono!

Que Deus nos ajude a permanecer igreja, lutando contra essas demonizações travestidas de bênçãos que invadem o arraial dos santos. Deus dará um basta em tudo isso! A Obra é Dele! Ele amaldiçoará as bênçãos dos falsos cristos que se amontoam como praga infestando a "lavoura de Deus" (I Co.3:9).

domingo, 20 de junho de 2010

REMENDO PIOR QUE O RASGADO.

Mateus 9:14
Vieram, depois, os discípulos de João e lhe perguntaram: Por que jejuamos nós, e os fariseus {muitas vezes}, e teus discípulos não jejuam?

15 Respondeu-lhes Jesus: Podem, acaso, estar tristes os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo, e nesses dias hão de jejuar.

16 Ninguém põe remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo tira parte da veste, e fica maior a rotura.

17 Nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho, e os odres se perdem. Mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam.

Dentro do contexto, feito por Jesus, sobre a prática do "jejum", Ele diz que seus discipulos não o fazem (figura da presença do NOIVO com os convidados gerando alegria) como REGRA, e abre uma EXCEÇÃO (quando o NOIVO FOR TIRADO então jejuarão) que se daria em uma dinâmica de acontecimentos (da Sua prisão, julgamento e morte na cruz) e que se cumpriu como predisse.

A distorção do contexto, hoje, é feita sutilmente, sempre querendo preservar (alguns anos de prática contrária as Escrituras) costumes e doutrinas de homens.

Dizem os defensores da prática que Jesus disse que os seus discípulos o fariam mediante a sua ausência FÍSICA (Isso faz lembrar Tomé).  Jesus não está conosco, hoje? Estamos sem Ele ?

Não é absolutamente isso que Jesus falou.

Ele disse textualmente: ”Meus discípulos NÃO JEJUAM, pois O NOIVO está com eles” e depois acrescenta, dizendo “Haverá DIAS porém” (isso é EXCESSÃO E NÃO REGRA) “em que o NOIVO LHES será tirado” (COM VIOLENCIA) "e NESSES DIAS então jejuarão". Está JESUS se referindo a fatos que ocorrerão bem próximo e em uma dinâmica, que introduzirão uma Exceção a esta REGRA GERAL (de que MEUS DISCIPULOS NÃO JEJUAM) e que não seria um “jejum” planejado (religiosidade por imposição) e sim algo que ocorreria como conseqüência dos fatos muito constrangedores e porque não dizer horrorosos que os levariam a se acovardar (como Pedro, que nega conhecer a Jesus) e a se esconderem por estarem com grande medo de serem mortos também.

O contexto que se liga a esse fato de forma explicativa ou elucidativa é o de João 16.

Há um contraste entre as idéias de Alegria e Tristeza, entre jejum e festejos de casamento, etc.

PRA QUEM GOSTA DE LER AS ESCRITURAS, É SÓ DAR UMA OLHADINHA E VAI ENTENDER QUE TODO O CONTEXTO APONTA PARA O TEMA.

E para não deixar nenhuma dúvida, Jesus menciona a figura dos ODRES NOVOS E VELHOS e do VINHO NOVO que deve ser posto em ODRES NOVOS e também do vestido VELHO sendo remendado por pano NOVO, que não dá certo, POIS O BURACO OU RASGADO SE FARÁ MAIOR.

Então está claro que neste caso, o REMENDO É PIOR QUE O RASGADO.

Jesus jamais teve o interesse ou idéias de introduzir novas práticas ou receitas de sacrifícios, principalmente de tolos, visto que o Seu Sacrifício na cruz seria supremo e consumaria tudo.

Ele sempre chamou a atenção dos fariseus e hipócritas religiosos que o cercavam, devido a suas práticas religiosas vãs, que quando aplicadas ao povo sem entendimento, eram transformadas em jugo e em fardo pesado e que eles não ajudavam o povo nem com um dedo. Mateus 15.

O novo nascido, tem vestes novas (que não tem nenhum rasgado) e não precisa de remendo (nem que o remendo seja novo) ou de novas “revelações ou unções”. João 3.

Outra distorção do contexto : Novas denominações.

Não devemos confundir odres novos com novas formas de igreja. O odre novo capaz de conter o vinho novo do evangelho é a nova mentalidade, gerada pela experiência da graça de Deus, e não uma nova instituição ou nova forma de organização de pessoas. Qualquer forma e sistema que se pretenda oferecer para conter o vinho novo do Evangelho da graça será um odre velho, pois o vinho novo está derramado sobre todos os que foram feitos livres pelo sopro do Espírito de Deus, que sopra onde quer. O vinho novo, portanto, está presente em, e por meio de, todos os que nasceram da água e do Espírito, e se manifesta em todo lugar, todo tempo, por meio de tudo o que fazem, qualquer que seja a instituição, estrutura eclesiástica ou forma organizacional em que estejam. (do Blog considerações a cerca da vida)

Essa forma de tentar encaixar instituições como se fossem o container do verdadeiro adorador é muito triste. É pior do que a aplicação dos mesmos containers como cela para presos por falta de presídios decentes.

domingo, 6 de setembro de 2009

JESUS x GEZUZ



Apresento agora um texto que considero excelente, pois relata perfeitamente as divergências entre algumas das características de Jesus Cristo na Bíblia e as características do nome que muitas igrejas têm usado.

Até parece que estão falando de um Jesus meio desconhecido por aí.

Um Jesus um pouco (aliás, muito) diferente dos Evangelhos.

Vamos fazer um rápido comparativo entre o Jesus da Bíblia e o Jesus das religiões.

O Jesus da Bíblia será chamado de Jesus e o Jesus das religiões será chamado de Gezuz (pois ele é diferente do Jesus histórico):

JESUS - Aceitava pessoas pobres e ricas, sem tratá-las de forma diferente por este quesito.

Ficou irritado ao ver pessoas vendendo coisas no templo e transformando a casa de oração em comércio.

Não deixava os demônios falarem.

Disse que o amor é muito mais importante do
que o dízimo.

Revelou com detalhes a vida da mulher samaritana.

Soprou o Espírito Santo em seus discípulos.

Teve medo no jardim do Getsêmani.

Chamou pessoas que usavam a religião como causa de ganho financeiro e status de hipócritas, mentirosas, raças de víboras e filhas do inferno.



GEZUZ -Só abençoa quem deixa a contribuição financeira no seu altar.

Adora ver a igreja ser um comércio, pois assim, com o dinheiro, ele pode ter novas filiais de suas empresas-igrejas para mais pessoas conhecerem seu lindo nome: Gezuz!

Adora ver os demônios falar, dar entrevistas e fazer espetáculos para impressionar as pessoas e prendê-las na religião pelo medo.

Até entende se você não amar, afinal, a carne é fraca, mas se você não der o dízimo, ele deixa o devorador comer o teu salário.

Não conhecendo muito bem as coisas, chega numa platéia com mil pessoas e chuta: “Tem 10 aqui com dor de cabeça, 8 com reumatismo, 3 com causa na justiça, 40 desempregados...”

Só dá o Espírito Santo se você falar meio enrolado.

Diz que o medo vem do diabo.

Chama pessoas que usam a religião como causa de ganho financeiro e status para se assentarem no púlpito da igreja e darem uma palavra.

Fonte: Teófilo Noturno

Extraído do post: Absurdário Gospel

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Erros imperdoáveis do Apóstolo Paulo!


Por: Henri Magé

Percebemos muitos erros e citaremos alguns poucos por enquanto. Muitos outros podem ser encontrados se pegarmos a Bíblia para conferir o que ele escreveu.

O Apóstolo errou feio quando não orientou corretamente em suas cartas sobre o melhor desempenho do grupo de coreografia, quais os momentos e onde poderiam atuar e quantas pessoas poderiam participar do grupo!

E o Apóstolo que mais escreveu e orientou a Igreja jamais poderia ter sido relapso com esse assunto importantíssimo!

Ele escreveu tantas outras coisas sem tamanha importância, ou pelo menos que algumas igrejas não consideram importantes, ocupando as páginas da Bíblia com essas coisas, quando poderia ter gasto melhor o seu tempo com essas orientações.

Ficou perdendo o tempo dele e o nosso com bobagens qual a valorização de um Evangelho, dizendo que é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, considerando que não temos mais nenhuma preocupação tola com esse assunto sobre salvação ou perdição, porque isso não faz mais parte dos nossos propósitos atuais porque o que queremos é o aumento dos membros e das finanças.

Além do mais, quem é que está se importando com esse assunto? Ele até nos atrapalha, porque ninguém mais quer ser confrontado com o pecado e suas conseqüências. E esse tipo de coisa, falar sobre pecado, constrange e acaba afastando as pessoas de dentro das igrejas. E sem elas não conseguiremos executar os nossos planos e atingir as nossas metas de crescimento.

Errou ao não evidenciar e orientar sobre o "ministério profético de dança" e suas funções! E sem esse ministério importantíssimo, como é que poderíamos atrair as pessoas para os "shows gospel" proporcionando as vendas de Cds, camisas, bonés, fitas adesivas e outras quinquilharias? Está nessa falta de orientação uma prova da falta de capacidade de avaliação e fé para com a igreja do futuro. Ele não foi capaz de projetar isso para aquelas igrejas.

Errou ainda por evidenciar a possibilidade de alguém pregar outro evangelho! Esse erro é considerado hoje com um dos mais grotescos do Apóstolo Paulo.

Como os espertalhões farão para enganar os desatentos ou aqueles que desejam as práticas carnais participando de uma igreja, se não for com um evangelho falso, com fábulas, visões e outras coisas que cativem as pessoas?

Também errou ao cantar um hino, ao invés de cantar uma coisa qualquer que servisse para sacudir os ossos e animar a galera na hora do "momento de louvor". Perdeu o seu tempo enquanto poderia deixar algo para os jovens, além de orientar mal os jovens, impedindo-os de aproveitar a sua sexualidade, normal entre os jovens. Disse um monte de bobagens sem entender nada sobre psicologia e necessidades natas do ser humano.

Parece que faltou visão ao Apóstolo Paulo para que visse além do seu tempo! Além das suas convicções pessoais e que deixasse de ser presunçoso, com uma mente fechada e retrógrada!

O cara (Apóstolo Paulo) não orientou direito ao Timóteo para que ele fizesse um projeto de crescimento da igreja para que alcançasse os dez mil membros.

Que animasse as mulheres para que assumissem o pastorado de uma igreja e que deixassem os gregos praticarem seus costumes de ensinar os meninos, recebendo deles o pagamento que estavam acostumados a receber como mestres, que era o "carinho" dos meninos.

E o que tinha esse Paulo com a vida sexual do camarada que dormia com a sua madrasta? Preconceituoso demais ele foi **censurado**-se numa situação que não tem nada a ver com a igreja por ser um problema do lar e do pai com a madrasta. Ele queria se **censurado** em tudo.

Convencido e inconveniente esse que se dizia ser Apóstolo!

E nem era tanta coisa assim porque não conseguia nem prosperar. Não tinha nem uma carruagem e quando não conseguia algumas esmolas tinha de trabalhar.

Já naquela época ele era deixado de lado. Por que iríamos dar crédito ao que ele escreveu? Só porque está na Bíblia?

Qualquer um poderia escrever e arrumar um jeito de fazer constar na Bíblia naquela época. E ele escreveu umas cartinhas medíocres para amedrontar algumas igrejas e aqueles que não conheciam o poder da mente e a força do pensamento positivo, coitados!

E aquelas igrejinhas (talvez já cantassem felizes "somos um pequeno povo mui feliz...") sem saber dos excelentes métodos de crescimento de igrejas, pobres gentes infelizes, ficavam esperando que as pessoas aparecessem do nada, apenas com o testemunho ridículo quando eram jogados às feras ou queimadas vivas.

Para que tanto sacrifício se poderiam viver muito mais tranqüilas e crescerem através de uma boa estratégia de marketing e tomando posse do que era deles porque eram príncipes e princesas, cabeças e jamais caudas?!

Talvez seja por isso que alguns se dizem e são considerados apóstolos em algumas igrejas enormes; para corrigir tamanho equívoco provocado pela displicência do Apóstolo Paulo. Consideram, por certo, que o tal Apóstolo verdadeiramente caiu do cavalo pouco antes de morrer porque estava tonto com tantas exortações sem sentido.

Ainda há muitos erros que podem ser apontados por aqueles que querem acabar com a Igreja e serem usados pelo inimigo da Igreja para que a Igreja deixe de cumprir o propósito pelo qual existe.

Se a liderança da Igreja que você é membro está pensando assim é hora de agir e mostrar o erro enquanto é tempo.

Reúna-se com outros membros para conversar e agir, senão vocês experimentarão o que significa "uma abismo chama outro abismo!"

sábado, 29 de agosto de 2009

A Perfeita Imperfeição da Igreja!


Bem, esses dias tenho pensado muito na questão da igreja, por que as coisas são estranhas?
Por que pessoas as vezes te tratam mal quando você dá uma ideia boa para ajudar a mocidade? Por que o pastor trata mal os membros mais simples de sua igreja?

Por que tentam mudar o que esta escrito na bíblia?

As coisas andam muito estranhas, pessoas fazendo coisas que não combinam com um caráter cristão e todos acham isso normal. As pessoas não fazem mais as coisas de coração, só fazem porque o "nosso pastor mandou", ou para ter seu nome falado lá na frente, o interessante é que quem faz coisas pequenas mas que ajudam a igreja nunca são lembradas, só as que fazem coisas super mega power grandes que são lembradas, enfim, a situação me entristece a cada dia.Segunda-feira li um texto que achei muito bom, que é o título desse post, portanto leiam ai, você entenderá a perfeita imperfeição da igreja!

Leitura: Mateus 18

Tem gente que ainda não entendeu que quando Jesus disse “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, eu aí estou no meio deles”, Ele estava ensinando qual é o vértice espiritual e histórico que dá significado à Igreja; ou seja: Ele ensina o que “realiza a verdade” da Igreja, como encontro humano.

E o contexto fala de reconciliação. Um irmão “ofendido” tem que procurar o “ofensor” e tentar ganhá-lo. E isto deve ser feito insistentemente, até que o próprio ofensor rejeite toda conciliação.

A palavra grega que designa essa “reunião” é mesma que fala de harmonia, como se o que estivesse em curso fosse uma “afinação de instrumentos”.

O outro pólo mais adulto dessa proposta está em Lucas, quando Jesus diz que se deve perdoar ao irmão até setenta vezes sete num único dia. Ou seja: a proposta de Jesus nos põe a todos de calça curta, e necessitados de dizer: “Senhor, aumenta-nos a fé; pois ainda não somos cristãos”.

Até o quarto século o que impressionou os “pagãos” que observavam os cristãos não era a “perfeição” deles, mas o amor e a graça com a qual se tratavam e tratavam o mundo.“Olhem como se amam!”—era a estupefação que ecoava nas palavras de gente que olhava os cristãos de fora, conforme vários testemunhos encontrados em antigos textos históricos.

Portanto, a perfeição da igreja é não se “vender como perfeita”, mas sim se revelar, sem ensaio e performance, como lugar de misericórdia e graça.
Não é possível esperar perfeição de nenhum de nós. Somos caídos e maus...o melhor de nós ainda é mau.

O que nos faz diferentes é nossa atitude, se é honesta com a nossa própria Queda, e, sobretudo, sincera com a Graça que todos nós temos recebidos.

Daí a perfeição do discípulo ser sua humildade... humildade para ser, sem ser ainda o que deseja; humildade para viver com misericórdia, pois ele mesmo carece dela, todos os dias, nos céus e na terra.

Repito: o problema da “igreja” nunca foram os seus erros humanos, mas sim a sua arrogância em relação a não se enxergar, e oferecer-se como a Representante de Deus na terra.

Quem desejar, que tente!

Mas no dia em que deixarmos de lado toda essa empáfia e formos apenas gente da Graça, então, assustados veremos o respeito que o mundo nos terá; conforme aconteceu até o ano 332 da presente era, ainda que algumas vezes o lugar do testemunho tenham sido cruzes e arenas...E havia problemas antes disso? Sim, sempre houve muitos problemas!

Quem conhece a História sabe deles. E quem lê os textos produzidos nos dois primeiros séculos, sabe da quantidade de dificuldades internas que os vários grupos cristãos tiveram. Todavia, tais problemas não foram problemas reais enquanto o sentido de “irmandade na Graça” esteve presente.

Não foi a perfeição da Igreja que abalou o Império Romano. Foi a sua perfeita-imperfeição; ou seja: sua humanidade vivida sob a graça; e que falava da Boa Nova em Jesus, não nela mesma. Nela havia humildade, serviço, confissão, comunhão e coragem sem empáfia.
Me sinto um bobo escrevendo coisas tão BÁSICAS, mas é que fico assustado quando vejo que os crentes de hoje não têm umbigo, e pensam que estão inventando a “igreja” agora.

E pior: dói-me ver que alguns dizem: “É assim mesmo...temos que nos acostumar...quando é que já foi diferente?”Bem, foi diferente apenas enquanto todos se sabiam filhos da misericórdia e buscavam renovar a mente conforme o entendimento na Graça; e que só se manifesta no nível horizontal como amor e simplicidade no trato humano, o que acontece naturalmente quando a arrogância dá lugar à gratidão em razão da consciência acerca do perdão recebido.

Jesus não pede perfeição —mesmo quando diz “Sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai...”—, pois a única perfeição humana é assumir sua própria imperfeição, e, assim, imitar o Pai, não em sua Perfeita-Perfeição, mas em Sua Graça, que Ele derrama sobre justos em injustos.

A perfeição da Igreja é ser humildemente filha desse Pai que a todos trata com misericórdia!Quem não for cego, que veja; quem não for surdo, que ouça; quem tiver entendimento, não o feche; e quem tiver sido objeto da Graça, que a sirva aos outros.

Nossa perfeição é a Justiça de Cristo!

Fonte : caiofabio.com

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Nem neste monte, nem em Jerusalém


Por Daniel Grubba


"E Salomão lhe edificou casa; Mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta: O céu é o meu trono, E a terra o estrado dos meus pés. Que casa me edificareis? diz o Senhor, Ou qual é o lugar do meu repouso? Porventura não fez a minha mão todas estas coisas?" Atos 7.47-50
No sermão que selou seu martírio, Estevão ousou questionar a milenar "noção espacial" da morada divina (Deus limitado em alguma localidade). Neste trecho acima o primeiro mártir da fé cristã estava dizendo para os judeus religiosos que centralizavam a totalidade de suas vidas no Templo que "Deus não morava ali e que nunca estará confinado em nenhuma morada construída pelo homem".
Era como se hoje falasse nos dias de hoje: "Amigos judeus, o Deus Altíssimo pode ser invocado em Israel, em suas sinagogas, e também na Palestina que vocês tanto odeiam".
Ou se dissesse para alguns religiosos modernos: Queridos, a igreja-templo que vocês construiram não é a casa do Senhor, Deus não mora ali.
E naquele momento, o mesmo elemento que serviu para construir o templo, foi usado para matar Estevão. Pedras.


Não queremos dizer com isso que não é importante frequentar a igreja-templo. Não é essa a questão em pauta. Alias, você pode ir para qualquer lugar desde que seu coração seja um altar e sua vida uma morada do Espírito, posto que Jesus nos ensinou que ninguém se purifica ao participar de um evento religioso, como não se torna imundo por assentar-se na mesa com um publicano pecador.
Por sinal, Jesus era tão absolutamente livre desta "noção espacial-geográfica" que podia ia ao Templo em Jerusalém com a mesma disposição com que sentava-se numa mesa com pessoas de má fama.
Ele procurava a imagem de Deus nas pessoas e não em lugares ou coisas. Foi por isso que foi tão odiado pelos religiosos de pedigree. Ele reduziu ao pó a noção de que lugares, pessoas ou objetos podem tornar imundo (espiritualmente) o nosso ser - Toda sujeira que pode contaminar nosso ser, não está fora de nós, mas dentro.


"O que sai da pessoa é o que a faz ficar impura. Porque é de dentro do coração que vêm os maus pensamentos, a imoralidade sexual, os roubos, os crimes de morte, os adultérios, a avareza, as maldades, as mentiras, as imoralidades, a inveja, calúnia, o orgulho e o falar e agir sem pensar nas consequências. Tudo isto vem de dentro e faz com que as pessoas fiquem impuras." (Marcos 7.21-22) - NTLH.

Ainda pensando na velha noção, alguns voltaram-se para Jesus e disseram: "Olha mestre, que lugar maravilhoso construimos para Deus". Então, ele olhava tudo aquilo, a construção belíssima, e dizia: Não ficará pedra sobre pedra. (Lc. 21 : 6) Pois, em três dias eu reconstruirei um novo templo, não feito por mãos de homens. (Marcos 14 : 58).

E João em seu evangelho, posteriormente, interpretou a fala de Jesus explicando para nós que Ele se referia ao "templo do seu corpo". Ou seja, o local da adoração em espírito e em verdade não é um espaço construído por mãos de homens, mas seu eterno corpo.

Não é Jerusalém ou Gerizim. Nem ainda Templo Maior ou casinha de sapê. Jesus afirmou: Pois eu vos digo que está aqui quem é maior do que o templo." (Mateus 12 : 6) Por isso podemos dizer com convicção: onde dois ou mais estiveram reunidos em nome de Jesus, ali ele estará, e não importa o lugar. (Mt 18 : 20).

Posto isto, devemos dizer que Ele não é um deus limitado geograficamente e sua esfera de atuação transcende todas as nossas minúsculas concepções. Não é panteísmo (Deus em tudo e em todos). Trata-se antes da máxima de Jesus - tanto faz adorar a Deus em Jerusalém (local considerado o mais santo da terra) quanto em Gerizim (território considerado imundo pelos judeus de sua época) . Porque adora-se em espírito e em verdade (Jo 4 : 23)

Aliás, o Templo de Jerusalém foi destruído em 70 d.C. E os judeus continuaram a invocar a Javé, pois pouco tempo antes da destruição alguns judeus piedosos foram para Jamnia, liderados por Yachanan Ben Zakai, estudar a Torah e os profetas, centralizando a fé em torno das Escrituras, se desvinculando aos poucos da vida templária.

Em virtude deste ato inovador, a cultura judaica perpetuou-se na história. E os cristãos de semelhante modo, continuaram a invocar seu Deus, pois estavam centralizados em Cristo - Pedra Viva (I Pe 2 : 4), e nada mais.

Em unidade e comunhão, adoravam o Pai, mediante o templo do corpo de Jesus. Os cristãos se tornaram, por assim dizer, em casa espiritual e sacerdócio santo (I Pe 2 : 5). Nós, imundos em virtude de nossa natureza caída, nos tornamos pela infinita misericórdia, em "morada do Espírito" (I Co 6 : 19). E aquele que podia escolher habitar em palácios indizíveis, escolheu morar em nós.

Portanto, não espere o "santo domingo" para adorar. Você é a Casa do Senhor. Faça como Jesus ensinou e deixe que a adoração pública de domingo seja extensão de uma vida íntima com o Pai. "Entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará"- (Mt. 6 : 6)

***Postado por Daniel Grubba, editor do Soli Deo Gloria e colaborador do Púlpito Cristão

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Por que obedecer é melhor do que sacrificar?

Para entendermos melhor devemos voltar ao Édem.

No Édem havia sacrifícios antes da desobediência de Adão e Eva?

Claro que não, tanto que logo apos desobedecerem desencadeou todo o processo de maldição em todas as direções e foi necessario haver pela primeira vez o sacrifício (possivelmente de uma ovelha ou cordeiro) para que pudessem ser vestidos.

O sacrifício somente se tornou necessário após a desobediência (ou pecado ser concebido).

Melhor sacrificar do que obedecer se torna uma receita maligna, que contraria o desejo de Deus.

Por isso Davi cita, iluminado pelo Espírito de Deus, que Deus não se agrada em sacrifícios ou holocaustos (Sl 40, 50, 51).

Coração quebrantado e contrito agradam a Deus e Ele não desprezará (Sl 51).

Já o religioso, cheio de receitas e mandingas (que considera sacrificio agradavel) é abominável a Deus.

Arrependimento sincero e humilhação não podem ser fingidos como os fariseus faziam (os modernos deixam os antigos no chinelo).

E não tem como enganar a Deus, que tudo sabe, vê e sonda.

Pastor é o Ungido do Senhor?



Por Jesser Medeiros

Quando o assunto é pastor há uma unanimidade quase insana da parte da massa evangélica ignara, de que o pastor é “o ungido do Senhor” e que sob nenhuma circunstância deve-se questionar a sua autoridade.

Mas o que é unção?

No Velho Testamento a unção era um ato específico dado por Deus a uma pessoa escolhida para a execução de uma determinada missão, e podia ser retirada a qualquer momento, assim como foi com Saul, quando o Espírito de Deus afastou-se dele, e sobre ele veio um espírito maligno. 1 Sm. 16:14 “Tendo-se retirado de Saul o Espírito do SENHOR, da parte deste um espírito maligno o atormentava.”

Em Is. 45:1 está escrito: “Assim diz o SENHOR ao seu Ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações ante a sua face, e para descingir os lombos dos reis, e para abrir diante dele as portas, que não se fecharão”.

A unção era dada a quem era e a quem não era servo de Deus, conforme vimos no texto de Isaias. Deus ungia quem bem queria para que sua vontade fosse realizada e a história da salvação seguisse seu curso normal.

Ciro era um rei pagão e nunca adorou ao Senhor. Entretanto foi ungido por Deus para libertar o povo de Israel para voltarem para sua terra.

Ungir, segundo o Dicionário da Bíblia de Almeida, é: “Pôr azeite na cabeça de uma pessoa.

Profetas foram ungidos{#1Rs 19.16},”Também a Jeú, filho de Ninsi, ungirás rei de Israel; e também a Eliseu, filho de Safate de Abel-Meolá, ungirás profeta em teu lugar.”

Sacerdotes também o foram {#Êx 30.30}”Também ungirás a Arão e seus filhos, e os santificarás para me administrarem o sacerdócio.”

E reis também tiveram o óleo derramado sobre suas cabeças para serem ungidos {#1Sm 16.1-13}”ENTÃO disse o SENHOR a Samuel: Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel?

Enche um chifre de azeite, e vem, enviar-te-ei a Jessé o belemita; porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei.(1)… (13)Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Ramá.”Eram ungidos, portanto, quem Deus bem queria e entendia.

Tanto “o Cristo” (grego) como “o Messias” (hebraico) querem dizer “o Ungido”, um dos títulos de Jesus, a quem Deus escolheu para ser o Salvador da humanidade {#Jo 1.41;}”

Este achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo).

{At 4.26-27}.”Levantaram-se os reis da terra, E os príncipes se ajuntaram à uma, Contra o Senhor e contra o seu Ungido. Porque verdadeiramente contra o teu santo Filho Jesus, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel;” O Ungido do Senhor não é outro, senão Jesus Cristo o filho de Deus.

O Dicionário da Bíblia de Jonh Davis reafirma que as palavras Messias e Cristo significam “o ungido”.No texto de Lucas 4:18 assim está escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos.”

O texto em epígrafe não se aplica ao pastor e sim exclusivamente a Jesus Cristo conforme citação do Novo Dicionário de teologia do Novo Testamento, vol. IV, pg. 677 onde se lê: “Em passagens como Is 61:1″ O ESPÍRITO do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; ” e Ez 16:9, “Então te lavei com água, e te enxuguei do teu sangue, e te ungi com óleo,” a unção deve ser entendida metaforicamente, sendo que, em Israel, a unção ritual era apenas disponível para reis e sacerdotes.

Is 61:1 deve ser entendido como autoridade. No NovoTestamento (Lc 4:18) este texto é aplicado a Jesus: Ele foi o ungido por Deus para ser o profeta prometido.”Atos 4:26 “Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram-se à uma contra o Senhor e contra o seu Ungido;”

Comentando este versículo, I. Howard Marshall em seu comentário ao livro de Atos p104, afirma que,”O emprego do termo ungido (i.é Messias) tornou inescapável à aplicação a Jesus”.

Então, como fica o pastor nesta história?A unção de Deus é universal, ou seja, recai sobre todos. Em I João 2:20 lemos: ” E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento.”

No versículo 27 assim escreve o apóstolo:” Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou.”

O texto é mais do que explícito. Todos somos ungidos e todos nós somos sacerdotes do Senhor conforme está escrito na 1 de Pedro 2:5 “também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo.”

No verso :9: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;”

Portanto, Pastor, Bispo, Presbítero e etc, não é unção com a conotação dada pelos reverendíssimos e, sim, dom do Espírito Santo de Deus. É comissionamento, é chamado. Diante do exposto, não vejo onde está esta unção especial defendida e requerida pela maioria dos pastores, principalmente os da linha pentecostal e neopentecostal.

Na carta escrita aos Efésios 4:11 o apóstolo Paulo diz que “ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.”

Notaram no início do versículo o “ele mesmo concedeu”? Em Mateus 22:29, Jesus diz: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus.” e ainda em Marcos 12:24 “Respondeu-lhes Jesus: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?”

Defender portanto esta doutrina esdrúxula de que o pastor é o ungido do Senhor, e que é um ser inatacável, e intocável é induzir o irmão ao erro.

Não defendo aqui a desobediência ou rebeldia contra o pastor. Não é esse o objetivo deste artigo, mas sim o de demonstrar que nós os cristãos devemos seguir o exemplo dos crentes de Beréia que conferiam se tudo que lhes estava sendo ensinado, se coadunava com os ensinos bíblicos.

A palavra de Deus nos ensina que qualquer um que comete erro é digno de repreensão. Paulo em sua carta aos Gálatas no capítulo 2:11-14 repreendeu a Pedro publicamente por estar se portando de maneira errada.”

E, chegando Pedro à Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível. Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi retirando, e se apartou deles, temendo os que eram da circuncisão.

E os outros judeus também dissimulavam com ele, de maneira que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação. Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?”

O ensino bíblico coloca a todos em pé de igualdade. Ninguém é superior a ninguém. Jesus ensinou que aquele que quisesse ser o maior, fosse o menor.

Não permitamos que teologias canhestras venham minar o nosso relacionamento com Deus, a igreja e nossos irmãos.

Todo pastor que anda consoante os ensinos neotestamentário é digno de honra bem como qualquer membro comum da igreja. Todos são dignos de honra. O membro não pode nem deve se colocar contra o pastor por discordar de algum pensamento seu, pois o pensar é livre e direito de todos. De igual modo o pastor não pode e nem deve perseguir o membro de sua congregação, chegando às vezes a expulsa-lo por discordar de um pensamento seu. Somos livres para tomar nossas decisões e libertos por Jesus para sermos realmente livres com o conhecimento da verdade.

”E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”(Jo 8:32)

Há que se ter bom senso, tolerância e acima de tudo amor uns com os outros.

Em sua primeira carta aos Coríntios o apóstolo Paulo afirma:”AINDA que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.”

O amor é a solução para toda sorte de problemas que enfrentamos nas nossas igrejas. O apóstolo Paulo em sua I carta aos Coríntios 13:13 diz:” Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.”

Recomendo a leitura de todo o capítulo 13 desta carta com o firme desejo de que essa leitura surta efeito na vida de , todos nós.Certamente que este assunto não se esgota nestas poucas linhas, mas com certeza servirá para trazer um pouco de luz sobre o assunto.
Assim espero! E Deus me ajude que eu não seja excomungado pelo que escrevi!

***Fonte: Poimenia
Se voce acha que é "ungido" especial, intocavel, apesar de inventar um monte de heresias, pode comentar a vontade! Mas com certeza, sera questionado a altura.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Pão e Circo

Por José Barbosa Júnior.

Na Antiga Roma, os Imperadores providenciavam para a satisfação do povo romano que nunca faltasse pão e circo.

A antiga expressão latina, até hoje utilizada e musicada por Caetano e Gil, diz que se o povo tiver pão e circo (panis et circenses) tudo estará bem. Não importa se a vida política, religiosa e ética está capenga, claudicante... desde que haja um pouco de alimento e riso, tudo estará bem.

Nos nossos dias, vendo a igreja evangélica atravessando mares já antes navegados (pois nenhuma heresia é nova) e que causaram naufrágios terríveis, essa expressão me veio à mente, e decidi acrescentar um outro aspecto: culto (cultus).

Quero interpretar como cultus tudo aquilo que é extático, tudo que se refere ao sentimento, ou melhor, à enfase dada aos sentimentos.

Vivemos a era dos mega-eventos, shows, cultos lotados de pessoas vazias, não vazias de fé – é bom deixar isso bem claro – mas vazias de conteúdo, o que me faz lembrar do texto sagrado onde Paulo afirma: “Porque lhes dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, porém não com entendimento” .

Note bem: não estou querendo julgar a intenção. Essas pessoas tem zelo, são sinceras, fiéis, crentes mesmo, salvas, mas sem entendimento. Vão atrás das emoções, sentimentos. É bom deixar bem claro também que não sou contra as atitudes emotivas, as experiências extáticas, gosto de um louvor alegre, de erguer minhas mãos em adoração, fechar os olhos, adorar em espírito e em verdade, mas não posso fazer de minha experiência a regra, pois o problema maior está aí: a experiência como regra.

Muita gente acha que o que vale é o que você está sentindo. Conheço um rapaz, ex-membro de uma Igreja Batista, que inclusive pregava na ausência do pastor, etc. que agora é Mórmon, e você quer saber por quê? Simplesmente porque ele sentiu (pois é assim que os mórmons explicam suas experiências) algo novo, diferente.

Esse rapaz se deixava levar pelo sentimento e não pela Palavra, que é base sólida para qualquer que nela busque a verdade.“Enganoso é o coração...” e “Santifica-os na verdade, a Tua Palavra é a Verdade”.

Há apenas duas opções:- Coração, sentimento, experiência ou;- Palavra, verdade, solidez.

Muita gente tem escolhido a primeira. O que importa hoje não é a verdade escrita, é a verdade sentida. Criaram até uma história de palavra logos e palavra rhema, o que é inexistente numa exegese simples do texto grego.

A argumentação da igreja hoje é fraca. Baseia-se no que se sente e quando o argumento é baseado no que se sente, se o oponente tiver a mesma argumentação, então estamos “fritos”. Recentemente passei por uma experiência interessante ao estar evangelizando com um grupo da Igreja Metodista do Jardim Botânico, na Avenida Atlântica (Copacabana - Rio de Janeiro), point de prostitutas, travestis, etc. Numa madrugada encontramos um rapaz que contou sua experiência: largou as drogas e a vida pesada que levava após entrar para o espiritismo.

Se nossa argumentação estivesse baseada em sentimentos, o que diríamos: Amém?

Ontem mesmo recebi um e-mail de um irmão que fazia críticas a um texto meu, e sua argumentação era que determinada igreja da qual ele faz parte e que tem o ministério “levítico”, tinha reunido recentemente 210 mil pessoas num estádio.

Respondi-lhe tacitamente que o Padre Marcelo reuniu 650 mil pessoas no Aterro do Flamengo, que o Círio de Nazaré (maior procissão católica do mundo) realizado em Belém do Pará, reuniu 2.000.000 (isso mesmo: dois milhões!) de fiéis diante de uma imagem.

Minha pergunta: Esse fato legitimiza a idolatria? Lógico que não! Uma regra básica de argumentação é que o mesmo tipo de argumento aniquila o outro, logo se o número de pessoas que a igreja do amado irmão reuniu foi de 210 mil, e ele se utilizou desse argumento para defender seu ponto de vista, logo, o maior número de pessoas nos eventos católicos daria a estes a supremacia do argumento. Cuidado então com os argumentos.

Nossa pregação e nossa vida devem estar pautadas na Palavra, ela é inerrante. Se os meus sentimentos me dizem algo e a Palavra diz outra coisa, fico com a Palavra.

Comentario meu:

Anestesiados, os crentes sem conhecimento, não se apercebem que vão tendo mais circo e cada vez menos pão.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

GARIMPADAS

FRASES GARIMPADAS DE COMENTARIOS EM BLOGS.

A Bíblia é nossa regra de fé e de prática. Qualquer acréscimo deve ser desconsiderado, assim como retirar partes dela. Ainda mais quando contraria ou distorce o que a Palavra de Deus diz.

Pior do que a mentira é a perversão da verdade.

Geralmente é gente de pouca experiência com a modernidade tecnológica, ou curiosos, que desconfiguram computadores.

O mesmo acontece ao cristianismo no Brasil, os meninos curiosos, colocaram o evangelho de cabeça para baixo.

Malinações intermináveis, criam toda diversidade de confusão. A Igreja não possui mais identidade, é difícil saber o que é seita ou o que não é.

Os doutores possuem suas crises de consciência; quem dirá os leigos!(...) A teologia é de prosperidade, ou não? Os dons Espirituais, são todos contemporâneos ou não? Existe uma hierarquia eclesiástica, ou não?

A bíblia é a única regra de fé, ou não? Os modelos, templista e denominacionalista impostos, são bíblicos, ou não?...

O fato é que qualquer congregação que procure se aproximar dos valores da igreja primitiva será de imediato taxada por separatista e antiquada.

Quebrar os paradigmas é importante; mas, quebrar os valores do verdadeiro cristianismo, é suicídio.

Na atualidade o modelo ideal tem que seguir o padrão da secularização, não dá pra dançar um ritmo ultrapassado. Os “apóstolos e bispos” de nossa era, ditam os modelos; as inovações que eles fazem hoje, serão tradições amanhã; mas devem ser seguidas cegamente!

O laicato (irmãos sem conhecimento das doutrinas) segue desorientado, expondo-se a toda sorte de perigos religiosos, pensa que é cristianismo; mas, é apenas religiosidade doentia.

Sou batizado apenas com o Espírito Santo.

O batismo com fogo como uma benção para o crente é produto de uma má exegese.

Note que o fogo, em inúmeras passagens, aparece na Bíblia como símbolo do juízo de Deus [*]. Além disso, o contexto imediato de tal batismo deixa claro que o fogo é para a palha, ou seja - ímpios (Mt 3.10 e 12), e não para os servos de Deus.

O batismo com fogo é o batismo em que serão batizados os falsos profetas que não se arrependerem de seus abomináveis presságios.

Busco observar a Palavra, embora eu mesmo seja um transgressor dela. Não confessá-lo seria passar uma falsa aparência de santidade, e acusar a Deus de mentira (1Jo 1.10). Mas dou graças ao Senhor pela sua maravilhosa Graça, que me faz aceitável, no amado.

Sim pastor, eu sei como é: "Aí daqueles por quem vier o escândalo...", e por esta mesmíssima razão, exorto e desejo do fundo do meu coração, que o Marco Feliciano deixe de vender milagres por 7 reais, de dirigir-se a anjos em oração, e volte-se para as Escrituras.

Discordo quando o Senhor diz que nós e os curandeiros-milagreiros de 7 merréis somos irmãos e membros de um mesmo corpo. Quem vende a Cristo, a grosso e a retalho, não pode ser chamado de irmão.

"Se alguém não persevera na doutrina, não tem a Deus"! Assim como em um copo físico há muitas coisas que não pertencem a ele (piolhos, por exemplo), no nosso corpo espiritual, a igreja, também.

No entanto, sigo orando pelo Marco Feliciano, e desejando que ele morra! rs... Calma, eu explico: desejo que morra o velho Marco, o mascate da fé, e nasça um novo homem, regenerado, santo, zeloso de Deus e da verdade.
Loucura! Não há maldição na vida de um convertido que não tenha sido consumida na cruz! Estamos livres em Jesus, ou condenados sem Ele. Não há salvação “meia boca”, apenas condenação total para crente “meia boca”!
Pobres destes crentes convencidos e pouco convertidos que ficam vivendo uma vida de medo e prisão nas mãos destes exploradores da fé! Atos proféticos por regiões do Brasil? Um mapa, pedaços de pedras e paus, representações iconográficas...
Isto é pajelança de terceira categoria! Ocultismo! Disparate!

[*] - Quanto ao fogo como símbolo do juízo: Gn 19.24, Ex 9.23, Nm 3.4, Nm 11.1, Nm 16.34-35, Jó 15.34, Sl 97.3, 105.32,140.10, Is 66.16, Jr 15.4, Jl 2.3, Am 7.4, Ob 1.18, Na 1.6, Sf 3.8, Mt 3.10, 3.12, 5.22, 7.19, 13.10, 18.8-9, 25.41, Mc 9.43-48, Lc 3.9, 3.17, 9.54, 12.49, 17.29, Jo 15.6, 2Ts 1.18, Hb 10.27, 12.29, 2Pe 3.7, Jd 7, 23, Ap 8.5, 9.18, 20.9-10,20.14-15, 21.8.

- Referências em HORTON, Stanley: A doutrina do Espírito Santo, CPAD

E A MOSCA AZUL CAIU NO LEITE ESPIRITUAL

Algum tempo atrás assisti a um filme, “O advogado do diabo”, cujo enredo se concluía com uma afirmativa do “danado” revelando sua isca mais eficiente: a vaidade. Arrepiei!

Embora não tenha visto naquela afirmativa qualquer novidade, confesso que após o término da sessão, pensei um pouco mais sobre a vida, o ministério, as novidades e, por que não dizer, dos besteiróis inseridos no atual cenário eclesiástico? Lamentei!

Prego o Evangelho de Jesus, em Brasília, desde 1976, ininterruptamente. Nesse período, já fiz coisas que até eu mesmo duvido, e não sei se faria novamente.

Estudei a história da cidade; fui a todos os pontos importantes para orar junto com algumas pessoas; jejuei incontáveis vezes; orei na posse dos presidentes eleitos; entrei em todos os buracos espirituais, como por exemplo em terreiros e Vale do Amanhecer; andei com a bandeira do Brasil dentro de meu carro e orava, diariamente, em frente ao Palácio da Alvorada, até ser coagido pelos seguranças a deixar aquela prática; fiz vigílias; sofri ameaças e outras tantas coisas que, por falta de espaço, não arrolarei aqui.

Todo este relato, apenas para dizer sobre um fato acorrido comigo.Certa vez, juntamente com alguns pastores, reuníamos com uma líder nacional, que embora nunca tivesse morado em Brasília, nos contou de um feito praticado por ela que me deixou boquiaberto.

Contou-nos que Deus a orientou a sair de seu estado para vir à Brasília orar, ordem essa que cumpriu a risca. E o melhor de tudo: testemunhou que a partir daquele dia, havia caído um demônio que dominava a cidade e o Brasil.

Pensei: Uau! Que tremendo! Estou aqui a trinta e três anos me gastando e deixado-me gastar e, de repente, vem uma pessoa de outra cidade e faz uma oração e... buumm! Tudo resolvido. Preciso aprender muito com essa pessoa.

Em outra ocasião, participei de um evento liderado por outro líder de projeção nacional. Naquela ocasião, ouvimos muitas profecias que nos deixaram animados. A partir daquele Congresso a Nação seria outra! Pensei novamente: Que maravilha, porque não fizeram isto antes?

Lembrei dos muitos missionários que vieram para esta pátria no passado, entre eles meus avôs, oriundos da Inglaterra. Muitos derramaram seu sangue em nosso solo, outros perderam filhos, foram perseguidos, apanharam em praça pública, abriram mão do conforto de sua pátria-mãe, andaram no lombo de burros, moraram em casebres, na beira de rios, tudo por um sonho: Ver esta nação resgatada para Deus.

Quando vi aqueles líderes falando com suas unhas bem feitas, pulseiras e relógios de ouro, viajando em vôos de primeira classe, hospedando nos melhores hotéis, ganhando bons lucros e, finalmente, pegando o microfone e orando para que o Brasil mudasse, pronto, estava feito tudo que precisava: O Brasil mudou! Quem dera!!!

O mais interessante de tudo, é que não ouvi nenhum deles fazer qualquer referência àqueles “missionários otários”, que não souberam uma maneira melhor de promover a redenção da Nação. Que dor!!!

Alguns dias atrás perguntei a minha esposa se ela me via como pastor, porque as vezes não consigo mais me ver como tal. A bem da verdade, não quero, e não poderia, ser melhor do que qualquer outra pessoa, pois, talvez, eu seja até pior! Não sou juiz de ninguém, mas me incomoda muito suportar tantos comentários que tenho ouvido nestes dias, como: “é..., o pastor fulano mudou muito hein, parece que foi picado pela mosca azul”.

“A Mosca Azul” é um título de um poema de Machado de Assis, onde ele associa, ao inseto, algumas características modernas, infelizmente, presente no meio da liderança evangélica.

A imagem danosa do inseto está relacionada a tudo aquilo que o Apostolo Paulo advertiu que Timóteo deveria fugir, isto é, fugir ao apego ao poder, à vaidade.No poema mencionado, os que eram picados pela mosca azul, adquiriam características associadas à vaidade, à soberba, às alucinações, em que a “vítima” perdia a noção da realidade tomada pela embriaguez do poder.

As atuais vítimas do inseto, como as do poema, passaram a ver na mosca o próprio rosto e a sonhar com o poder, com a riqueza, projetando sua própria vaidade ao apego às posições, à utilização da estrutura do poder e ao assédio espiritual.

Em resumo, a maldita mosca conseguia, e vem conseguindo, assim como no filme (Advogado do Diabo), corromper o propósito do Evangelho da Graça.

Quantos testemunhos terríveis tenho ouvido, que aqui os chamaria de: “As conquistas da vaidade”.Pessoas que cuidaram em não se embriagar com vinho, mas não tiveram o mesmo cuidado com sua pobre alma e embriagaram-se com a fama e a vaidade.

Eu choro!Talvez, eu tenha participação nisso tudo, quando uma ovelha, com ar de decepção, se aproxima e relata algum fato do tipo:- “Pastor, fui à igreja “tal” e tentei chegar perto do ministrante (pastor, bispo, etc), mas seus seguranças não permitiram! Eu queria apenas tocar em sua mão!”O que eu respondo? Nada! Dou um sorriso amarelo, não azul, e continuo a chorar em meu interior e dizer para mim mesmo: Preciso continuar. Não posso parar.

Haverá uma nova reforma. Precisa haver! Digo a mim mesmo: não posso desesperar! Afinal, só porque alguns usam o ministério como trampolim para conseguir poder, cargos políticos, riquezas e favores?

Só porque pastores e cantores demonstram ter trocado o amor por valor? Só porque o orgulho e a vaidade tomaram assentos nos púlpitos?

Só porque sei que se Jesus vivesse em nossos dias não se comportaria desta maneira e nem andaria com seguranças para repelirem as pessoas?Eu, terceira geração de pastores na minha família, que vi meus antepassados darem suas vidas e trocarem o poder pela humilhação, a riqueza material pela fortuna espiritual, sinto-me muito mal ao ver a larva da mosca azul proliferar nas novas gerações de pastores.

Esses já não têm mais o cheiro de ovelhas, perderam o contato com o rebanho, seu cheiro hoje é de pecúnia, fama e poder, trocaram o Lírio do Vale, pelos entulhos da vaidade.Quero encerrar este texto com um alerta e um consolo:

1. O Alerta: Colegas pastores, deixem o Sol da Glória de Deus entrar pela janela de suas almas e destruir o mofo da vaidade, que é promíscuo e que tantos males tem causado; não se esqueçam que, não somos dono do cargo que ocupamos hoje;

2. O Consolo: Talvez, tudo isso seja uma epidemia causada pela maldita mosca azul, mas, também, pode ser simplesmente o cumprimento da profecia final de Jesus em Mateus 24:15 que deixa a entender sobre o mercantilismo da fé: "Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê, que entenda)”

Termino dizendo que creio que podemos amarrar o diabo sim, como também resgatar a Nação, mas isso, só ocorrerá depois que retirarmos a danada da “mosca azul” que caiu no “genuíno leite espiritual” e, por fim, voltarmos à pureza do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.

Que o Senhor nos guarde!Será que não sou eu quem está errado? Orem por mim.

(P.S. – Se você concorda com este texto, sinta-se a vontade para reenviá-lo a alguém, caso contrário, delete-o de sua máquina).


Por Ibi Batista

sexta-feira, 29 de maio de 2009

QUANTO AO USO DOS DONS ESPIRITUAIS.

PRECAUÇÕES QUANTO AO USO.
1. Em primeiro lugar, tenhamos cuidado com o que a Bíblia afirma e não acrescentemos nada ao que ela não afirma. É incorreto mencionar dom de expulsar demônios, dom de visão, dom de cantar, etc., porque a Bíblia jamais os menciona.

2. Os dons não são de nossa propriedade. O fruto do Espírito permanece conosco e em nós, mas os dons são MANIFESTADOS para a ocasião em que se fazem necessários. Os dons não são nossos, são do Espírito Santo.

3. Os dons não são um atestado de santidade. A Bíblia não diz PELOS DONS, mas PELOS FRUTOS os conhecereis, Mt 7.16,17. 4.

O espírito do profeta está sujeito ao profeta. Devemos ser prudentes, humildes, moderados, submissos e cautelosos no exercício dos dons espirituais, 1Co 14.32; Mt 25.14,15. 5.

Os dons não são concedidos para proveito pessoal e egoístico. São para glorificar a Cristo e não ao homem, 1Co 12.4,11; Lc 9.51-55; 1Co 14.23. 6.

Os dons não substituem a Palavra de Deus. A Palavra é inspirada pelo Espírito e o Espírito confirma a Palavra, Jr 1.12.

Jesus lutou contra Satanás, no poder do Espírito, usando a palavra de Deus, Mt 4.1-11. O Espírito e a palavra estão sempre em perfeita harmonia. Homens cheios do Espírito são homens cheios da Palavra, Ef 5.18,19; Cl 3.16.


- ATUALIDADE DOS DONS ESPIRITUAIS.
1. A dispensação do Espírito não chegou ao seu fim. Por isso, todos os sinais e evidencias que começaram a se manifestar no Dia de Pentecoste continuarão até o Dia do Arrebatamento. Se somos a mesma Igreja, temos de experimentar o mesmo poder.

2. Os dons são necessários até o fim. É verdade que um dia os dons cessarão, 1Co 13.8. Mas esse dia ainda não chegou. Até que chegue, busquemos com zelo os melhores dons, 1Co14.

Que os pastores recebam o dom de sabedoria; os mestres recebam o dom da ciência; os intercessores recebam a fé; os evangelistas recebam a operação de maravilhas e os dons de curar e a igreja profetize, fale e interprete as línguas!

3. O arrebatamento será o limite. Esperamos a Jesus todos os dias. E o esperamos trabalhando, usando os dons, como um poderoso equipamento. E quando ele vier, prestaremos contas de tudo quando fizermos, na graça do Senhor, no amor de Deus e nos dons do Espírito Santo. Assim seja.


Postado por Pr João Luiz Marques

Meus comentarios:

E a formula para conseguir ter os dons? Ja que não se pode comprar com dinheiro, como Simão, o mágico quis em atos 8.

Será que seria com "muita" oração e "muitos" jejuns, Deus faz essa barganha? Sera que Mt 6:7 incentiva isso? E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.

Mt 7:7 Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. 8Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á.

Os religiosos denominacionais atuais com seus "costumes" torcem o texto acima da seguinte forma (sutil): Pedi, Pedi e dar-se-vos-á; buscai, buscai e achareis; batei, batei, e abrir-se-vos-á.

Que tal umas campanhas para receber todo esse poder? Orar "muito" de madrugada, quem sabe? Afinal a fila é menor, como dizem, com grande ar de sabedoria.

E para que serve então os dons do Espirito Santo se temos o "maravilhoso costume" de jejuar para Deus curar fulano ou ciclano. Tem ate pastor que afirma, tem hora que nao adianta so orar, temos que fazer um jejum para Ele agir. Sera? Deus se alimenta disso?

E se a primeira campanha de jejum nao der resultado, faz-se mais sete, (afinal sete eh o numero magico de Deus).

Ele vai ficar muito feliz e dara o que pedirmos, sera? Pra que os dons afinal, se temos toda essa bagagem religiosa e todo esse costume anti-biblico? É so barganharmos com Deus, coloca-lo contra a parede e pronto.

Pra que fé, dons, promessas incontestaveis, se podemos negociar? É mais facil e não da nenhum trabalho em ler a biblia e conhecer o plano e a vontade de Deus.