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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

UM APELO AOS PASTORES !

Por: Pr. Marcello de Oliveira

“Pastoreiem o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente, não por torpe ganância, mas de boa vontade” (1 Pe 5.2)

O pastoreio como metáfora para liderança é uma expressão recorrente nas Escrituras. Javé é o pastor de Israel. Líderes políticos também receberam esse mesmo título, mas foram rejeitados porque permitiam que suas ovelhas se dispersassem (Ez 34). Jesus tomou sobre si a função de Bom Pastor, aquele que conhece, conduz, chama, ama, alimenta suas ovelhas e dá a vida por elas.

É comovente a maneira com que Pedro se dirige aos líderes da igreja.

Ele faz um apelo para que eles pastoreiem o rebanho de Deus, no entanto, esse era o seu ministério ("cuide das minhas ovelhas" [Jo 21.18]) quando o Senhor o chamou pela segunda vez, à beira do lago da Galiléia. É provável que Pedro estivesse pensando nisso quando fez o apelo para que os líderes da igreja pastoreassem o rebanho de Deus. Seu apelo inclui três antíteses:

Em primeiro lugar, os pastores devem ter um espírito voluntário.

Devem servir "não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer" (1 Pe 5.2). A simples idéia de servir a Deus por obrigação é grotesca.

Em segundo lugar, a motivação deles deve ser livre de qualquer interesse.

"Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir" (v. 2). No entanto, ao longo da história, têm surgido muitos interesseiros tentando ganhar dinheiro com o ministério. No mundo antigo, havia um grande número de impostores que ganhavam a vida se fazendo passar por mestres itinerantes. Paulo, entretanto, abriu mão de seu direito de receber ajuda (ex: a igreja de Corinto) e trabalhou para se sustentar, demonstrando assim que a sua motivação era sincera. Infelizmente, ainda vemos muitos evangelistas (?) mal intencionados buscando enriquecer por meio de apelos financeiros.

Em terceiro lugar, a conduta dos pastores deve ser humilde.

"Não ajam como dominadores dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho" (v. 3). Será que os pastores nunca leram este texto das Escrituras?

Deus nunca nos deu uma procuração transferindo a igreja para nós. A igreja é Dele! Nós não somos donos de nada! Infelizmente, existem nos nossos meios verdadeiros coronéis da fé, caciques espirituais, que são chefes de tribos, e não pastores de ovelhas!

Jesus advertiu seus discípulos claramente sobre isso. "Os governantes das nações as dominam", ele disse, e "exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês" (Mc 10.42,43). Ao contrário, os líderes cristãos devem exercer seu ministério com humildade. Eles devem liderar não pela força, mas pelo exemplo.

Ó Deus, conceda-nos pastores segundo o teu coração (Jr 3.15)!

domingo, 6 de setembro de 2009

JESUS x GEZUZ



Apresento agora um texto que considero excelente, pois relata perfeitamente as divergências entre algumas das características de Jesus Cristo na Bíblia e as características do nome que muitas igrejas têm usado.

Até parece que estão falando de um Jesus meio desconhecido por aí.

Um Jesus um pouco (aliás, muito) diferente dos Evangelhos.

Vamos fazer um rápido comparativo entre o Jesus da Bíblia e o Jesus das religiões.

O Jesus da Bíblia será chamado de Jesus e o Jesus das religiões será chamado de Gezuz (pois ele é diferente do Jesus histórico):

JESUS - Aceitava pessoas pobres e ricas, sem tratá-las de forma diferente por este quesito.

Ficou irritado ao ver pessoas vendendo coisas no templo e transformando a casa de oração em comércio.

Não deixava os demônios falarem.

Disse que o amor é muito mais importante do
que o dízimo.

Revelou com detalhes a vida da mulher samaritana.

Soprou o Espírito Santo em seus discípulos.

Teve medo no jardim do Getsêmani.

Chamou pessoas que usavam a religião como causa de ganho financeiro e status de hipócritas, mentirosas, raças de víboras e filhas do inferno.



GEZUZ -Só abençoa quem deixa a contribuição financeira no seu altar.

Adora ver a igreja ser um comércio, pois assim, com o dinheiro, ele pode ter novas filiais de suas empresas-igrejas para mais pessoas conhecerem seu lindo nome: Gezuz!

Adora ver os demônios falar, dar entrevistas e fazer espetáculos para impressionar as pessoas e prendê-las na religião pelo medo.

Até entende se você não amar, afinal, a carne é fraca, mas se você não der o dízimo, ele deixa o devorador comer o teu salário.

Não conhecendo muito bem as coisas, chega numa platéia com mil pessoas e chuta: “Tem 10 aqui com dor de cabeça, 8 com reumatismo, 3 com causa na justiça, 40 desempregados...”

Só dá o Espírito Santo se você falar meio enrolado.

Diz que o medo vem do diabo.

Chama pessoas que usam a religião como causa de ganho financeiro e status para se assentarem no púlpito da igreja e darem uma palavra.

Fonte: Teófilo Noturno

Extraído do post: Absurdário Gospel

sábado, 29 de agosto de 2009

A Perfeita Imperfeição da Igreja!


Bem, esses dias tenho pensado muito na questão da igreja, por que as coisas são estranhas?
Por que pessoas as vezes te tratam mal quando você dá uma ideia boa para ajudar a mocidade? Por que o pastor trata mal os membros mais simples de sua igreja?

Por que tentam mudar o que esta escrito na bíblia?

As coisas andam muito estranhas, pessoas fazendo coisas que não combinam com um caráter cristão e todos acham isso normal. As pessoas não fazem mais as coisas de coração, só fazem porque o "nosso pastor mandou", ou para ter seu nome falado lá na frente, o interessante é que quem faz coisas pequenas mas que ajudam a igreja nunca são lembradas, só as que fazem coisas super mega power grandes que são lembradas, enfim, a situação me entristece a cada dia.Segunda-feira li um texto que achei muito bom, que é o título desse post, portanto leiam ai, você entenderá a perfeita imperfeição da igreja!

Leitura: Mateus 18

Tem gente que ainda não entendeu que quando Jesus disse “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, eu aí estou no meio deles”, Ele estava ensinando qual é o vértice espiritual e histórico que dá significado à Igreja; ou seja: Ele ensina o que “realiza a verdade” da Igreja, como encontro humano.

E o contexto fala de reconciliação. Um irmão “ofendido” tem que procurar o “ofensor” e tentar ganhá-lo. E isto deve ser feito insistentemente, até que o próprio ofensor rejeite toda conciliação.

A palavra grega que designa essa “reunião” é mesma que fala de harmonia, como se o que estivesse em curso fosse uma “afinação de instrumentos”.

O outro pólo mais adulto dessa proposta está em Lucas, quando Jesus diz que se deve perdoar ao irmão até setenta vezes sete num único dia. Ou seja: a proposta de Jesus nos põe a todos de calça curta, e necessitados de dizer: “Senhor, aumenta-nos a fé; pois ainda não somos cristãos”.

Até o quarto século o que impressionou os “pagãos” que observavam os cristãos não era a “perfeição” deles, mas o amor e a graça com a qual se tratavam e tratavam o mundo.“Olhem como se amam!”—era a estupefação que ecoava nas palavras de gente que olhava os cristãos de fora, conforme vários testemunhos encontrados em antigos textos históricos.

Portanto, a perfeição da igreja é não se “vender como perfeita”, mas sim se revelar, sem ensaio e performance, como lugar de misericórdia e graça.
Não é possível esperar perfeição de nenhum de nós. Somos caídos e maus...o melhor de nós ainda é mau.

O que nos faz diferentes é nossa atitude, se é honesta com a nossa própria Queda, e, sobretudo, sincera com a Graça que todos nós temos recebidos.

Daí a perfeição do discípulo ser sua humildade... humildade para ser, sem ser ainda o que deseja; humildade para viver com misericórdia, pois ele mesmo carece dela, todos os dias, nos céus e na terra.

Repito: o problema da “igreja” nunca foram os seus erros humanos, mas sim a sua arrogância em relação a não se enxergar, e oferecer-se como a Representante de Deus na terra.

Quem desejar, que tente!

Mas no dia em que deixarmos de lado toda essa empáfia e formos apenas gente da Graça, então, assustados veremos o respeito que o mundo nos terá; conforme aconteceu até o ano 332 da presente era, ainda que algumas vezes o lugar do testemunho tenham sido cruzes e arenas...E havia problemas antes disso? Sim, sempre houve muitos problemas!

Quem conhece a História sabe deles. E quem lê os textos produzidos nos dois primeiros séculos, sabe da quantidade de dificuldades internas que os vários grupos cristãos tiveram. Todavia, tais problemas não foram problemas reais enquanto o sentido de “irmandade na Graça” esteve presente.

Não foi a perfeição da Igreja que abalou o Império Romano. Foi a sua perfeita-imperfeição; ou seja: sua humanidade vivida sob a graça; e que falava da Boa Nova em Jesus, não nela mesma. Nela havia humildade, serviço, confissão, comunhão e coragem sem empáfia.
Me sinto um bobo escrevendo coisas tão BÁSICAS, mas é que fico assustado quando vejo que os crentes de hoje não têm umbigo, e pensam que estão inventando a “igreja” agora.

E pior: dói-me ver que alguns dizem: “É assim mesmo...temos que nos acostumar...quando é que já foi diferente?”Bem, foi diferente apenas enquanto todos se sabiam filhos da misericórdia e buscavam renovar a mente conforme o entendimento na Graça; e que só se manifesta no nível horizontal como amor e simplicidade no trato humano, o que acontece naturalmente quando a arrogância dá lugar à gratidão em razão da consciência acerca do perdão recebido.

Jesus não pede perfeição —mesmo quando diz “Sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai...”—, pois a única perfeição humana é assumir sua própria imperfeição, e, assim, imitar o Pai, não em sua Perfeita-Perfeição, mas em Sua Graça, que Ele derrama sobre justos em injustos.

A perfeição da Igreja é ser humildemente filha desse Pai que a todos trata com misericórdia!Quem não for cego, que veja; quem não for surdo, que ouça; quem tiver entendimento, não o feche; e quem tiver sido objeto da Graça, que a sirva aos outros.

Nossa perfeição é a Justiça de Cristo!

Fonte : caiofabio.com

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Pastor é o Ungido do Senhor?



Por Jesser Medeiros

Quando o assunto é pastor há uma unanimidade quase insana da parte da massa evangélica ignara, de que o pastor é “o ungido do Senhor” e que sob nenhuma circunstância deve-se questionar a sua autoridade.

Mas o que é unção?

No Velho Testamento a unção era um ato específico dado por Deus a uma pessoa escolhida para a execução de uma determinada missão, e podia ser retirada a qualquer momento, assim como foi com Saul, quando o Espírito de Deus afastou-se dele, e sobre ele veio um espírito maligno. 1 Sm. 16:14 “Tendo-se retirado de Saul o Espírito do SENHOR, da parte deste um espírito maligno o atormentava.”

Em Is. 45:1 está escrito: “Assim diz o SENHOR ao seu Ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações ante a sua face, e para descingir os lombos dos reis, e para abrir diante dele as portas, que não se fecharão”.

A unção era dada a quem era e a quem não era servo de Deus, conforme vimos no texto de Isaias. Deus ungia quem bem queria para que sua vontade fosse realizada e a história da salvação seguisse seu curso normal.

Ciro era um rei pagão e nunca adorou ao Senhor. Entretanto foi ungido por Deus para libertar o povo de Israel para voltarem para sua terra.

Ungir, segundo o Dicionário da Bíblia de Almeida, é: “Pôr azeite na cabeça de uma pessoa.

Profetas foram ungidos{#1Rs 19.16},”Também a Jeú, filho de Ninsi, ungirás rei de Israel; e também a Eliseu, filho de Safate de Abel-Meolá, ungirás profeta em teu lugar.”

Sacerdotes também o foram {#Êx 30.30}”Também ungirás a Arão e seus filhos, e os santificarás para me administrarem o sacerdócio.”

E reis também tiveram o óleo derramado sobre suas cabeças para serem ungidos {#1Sm 16.1-13}”ENTÃO disse o SENHOR a Samuel: Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel?

Enche um chifre de azeite, e vem, enviar-te-ei a Jessé o belemita; porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei.(1)… (13)Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Ramá.”Eram ungidos, portanto, quem Deus bem queria e entendia.

Tanto “o Cristo” (grego) como “o Messias” (hebraico) querem dizer “o Ungido”, um dos títulos de Jesus, a quem Deus escolheu para ser o Salvador da humanidade {#Jo 1.41;}”

Este achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo).

{At 4.26-27}.”Levantaram-se os reis da terra, E os príncipes se ajuntaram à uma, Contra o Senhor e contra o seu Ungido. Porque verdadeiramente contra o teu santo Filho Jesus, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel;” O Ungido do Senhor não é outro, senão Jesus Cristo o filho de Deus.

O Dicionário da Bíblia de Jonh Davis reafirma que as palavras Messias e Cristo significam “o ungido”.No texto de Lucas 4:18 assim está escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos.”

O texto em epígrafe não se aplica ao pastor e sim exclusivamente a Jesus Cristo conforme citação do Novo Dicionário de teologia do Novo Testamento, vol. IV, pg. 677 onde se lê: “Em passagens como Is 61:1″ O ESPÍRITO do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; ” e Ez 16:9, “Então te lavei com água, e te enxuguei do teu sangue, e te ungi com óleo,” a unção deve ser entendida metaforicamente, sendo que, em Israel, a unção ritual era apenas disponível para reis e sacerdotes.

Is 61:1 deve ser entendido como autoridade. No NovoTestamento (Lc 4:18) este texto é aplicado a Jesus: Ele foi o ungido por Deus para ser o profeta prometido.”Atos 4:26 “Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram-se à uma contra o Senhor e contra o seu Ungido;”

Comentando este versículo, I. Howard Marshall em seu comentário ao livro de Atos p104, afirma que,”O emprego do termo ungido (i.é Messias) tornou inescapável à aplicação a Jesus”.

Então, como fica o pastor nesta história?A unção de Deus é universal, ou seja, recai sobre todos. Em I João 2:20 lemos: ” E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento.”

No versículo 27 assim escreve o apóstolo:” Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou.”

O texto é mais do que explícito. Todos somos ungidos e todos nós somos sacerdotes do Senhor conforme está escrito na 1 de Pedro 2:5 “também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo.”

No verso :9: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;”

Portanto, Pastor, Bispo, Presbítero e etc, não é unção com a conotação dada pelos reverendíssimos e, sim, dom do Espírito Santo de Deus. É comissionamento, é chamado. Diante do exposto, não vejo onde está esta unção especial defendida e requerida pela maioria dos pastores, principalmente os da linha pentecostal e neopentecostal.

Na carta escrita aos Efésios 4:11 o apóstolo Paulo diz que “ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.”

Notaram no início do versículo o “ele mesmo concedeu”? Em Mateus 22:29, Jesus diz: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus.” e ainda em Marcos 12:24 “Respondeu-lhes Jesus: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?”

Defender portanto esta doutrina esdrúxula de que o pastor é o ungido do Senhor, e que é um ser inatacável, e intocável é induzir o irmão ao erro.

Não defendo aqui a desobediência ou rebeldia contra o pastor. Não é esse o objetivo deste artigo, mas sim o de demonstrar que nós os cristãos devemos seguir o exemplo dos crentes de Beréia que conferiam se tudo que lhes estava sendo ensinado, se coadunava com os ensinos bíblicos.

A palavra de Deus nos ensina que qualquer um que comete erro é digno de repreensão. Paulo em sua carta aos Gálatas no capítulo 2:11-14 repreendeu a Pedro publicamente por estar se portando de maneira errada.”

E, chegando Pedro à Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível. Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi retirando, e se apartou deles, temendo os que eram da circuncisão.

E os outros judeus também dissimulavam com ele, de maneira que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação. Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?”

O ensino bíblico coloca a todos em pé de igualdade. Ninguém é superior a ninguém. Jesus ensinou que aquele que quisesse ser o maior, fosse o menor.

Não permitamos que teologias canhestras venham minar o nosso relacionamento com Deus, a igreja e nossos irmãos.

Todo pastor que anda consoante os ensinos neotestamentário é digno de honra bem como qualquer membro comum da igreja. Todos são dignos de honra. O membro não pode nem deve se colocar contra o pastor por discordar de algum pensamento seu, pois o pensar é livre e direito de todos. De igual modo o pastor não pode e nem deve perseguir o membro de sua congregação, chegando às vezes a expulsa-lo por discordar de um pensamento seu. Somos livres para tomar nossas decisões e libertos por Jesus para sermos realmente livres com o conhecimento da verdade.

”E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”(Jo 8:32)

Há que se ter bom senso, tolerância e acima de tudo amor uns com os outros.

Em sua primeira carta aos Coríntios o apóstolo Paulo afirma:”AINDA que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.”

O amor é a solução para toda sorte de problemas que enfrentamos nas nossas igrejas. O apóstolo Paulo em sua I carta aos Coríntios 13:13 diz:” Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.”

Recomendo a leitura de todo o capítulo 13 desta carta com o firme desejo de que essa leitura surta efeito na vida de , todos nós.Certamente que este assunto não se esgota nestas poucas linhas, mas com certeza servirá para trazer um pouco de luz sobre o assunto.
Assim espero! E Deus me ajude que eu não seja excomungado pelo que escrevi!

***Fonte: Poimenia
Se voce acha que é "ungido" especial, intocavel, apesar de inventar um monte de heresias, pode comentar a vontade! Mas com certeza, sera questionado a altura.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

GARIMPADAS

FRASES GARIMPADAS DE COMENTARIOS EM BLOGS.

A Bíblia é nossa regra de fé e de prática. Qualquer acréscimo deve ser desconsiderado, assim como retirar partes dela. Ainda mais quando contraria ou distorce o que a Palavra de Deus diz.

Pior do que a mentira é a perversão da verdade.

Geralmente é gente de pouca experiência com a modernidade tecnológica, ou curiosos, que desconfiguram computadores.

O mesmo acontece ao cristianismo no Brasil, os meninos curiosos, colocaram o evangelho de cabeça para baixo.

Malinações intermináveis, criam toda diversidade de confusão. A Igreja não possui mais identidade, é difícil saber o que é seita ou o que não é.

Os doutores possuem suas crises de consciência; quem dirá os leigos!(...) A teologia é de prosperidade, ou não? Os dons Espirituais, são todos contemporâneos ou não? Existe uma hierarquia eclesiástica, ou não?

A bíblia é a única regra de fé, ou não? Os modelos, templista e denominacionalista impostos, são bíblicos, ou não?...

O fato é que qualquer congregação que procure se aproximar dos valores da igreja primitiva será de imediato taxada por separatista e antiquada.

Quebrar os paradigmas é importante; mas, quebrar os valores do verdadeiro cristianismo, é suicídio.

Na atualidade o modelo ideal tem que seguir o padrão da secularização, não dá pra dançar um ritmo ultrapassado. Os “apóstolos e bispos” de nossa era, ditam os modelos; as inovações que eles fazem hoje, serão tradições amanhã; mas devem ser seguidas cegamente!

O laicato (irmãos sem conhecimento das doutrinas) segue desorientado, expondo-se a toda sorte de perigos religiosos, pensa que é cristianismo; mas, é apenas religiosidade doentia.

Sou batizado apenas com o Espírito Santo.

O batismo com fogo como uma benção para o crente é produto de uma má exegese.

Note que o fogo, em inúmeras passagens, aparece na Bíblia como símbolo do juízo de Deus [*]. Além disso, o contexto imediato de tal batismo deixa claro que o fogo é para a palha, ou seja - ímpios (Mt 3.10 e 12), e não para os servos de Deus.

O batismo com fogo é o batismo em que serão batizados os falsos profetas que não se arrependerem de seus abomináveis presságios.

Busco observar a Palavra, embora eu mesmo seja um transgressor dela. Não confessá-lo seria passar uma falsa aparência de santidade, e acusar a Deus de mentira (1Jo 1.10). Mas dou graças ao Senhor pela sua maravilhosa Graça, que me faz aceitável, no amado.

Sim pastor, eu sei como é: "Aí daqueles por quem vier o escândalo...", e por esta mesmíssima razão, exorto e desejo do fundo do meu coração, que o Marco Feliciano deixe de vender milagres por 7 reais, de dirigir-se a anjos em oração, e volte-se para as Escrituras.

Discordo quando o Senhor diz que nós e os curandeiros-milagreiros de 7 merréis somos irmãos e membros de um mesmo corpo. Quem vende a Cristo, a grosso e a retalho, não pode ser chamado de irmão.

"Se alguém não persevera na doutrina, não tem a Deus"! Assim como em um copo físico há muitas coisas que não pertencem a ele (piolhos, por exemplo), no nosso corpo espiritual, a igreja, também.

No entanto, sigo orando pelo Marco Feliciano, e desejando que ele morra! rs... Calma, eu explico: desejo que morra o velho Marco, o mascate da fé, e nasça um novo homem, regenerado, santo, zeloso de Deus e da verdade.
Loucura! Não há maldição na vida de um convertido que não tenha sido consumida na cruz! Estamos livres em Jesus, ou condenados sem Ele. Não há salvação “meia boca”, apenas condenação total para crente “meia boca”!
Pobres destes crentes convencidos e pouco convertidos que ficam vivendo uma vida de medo e prisão nas mãos destes exploradores da fé! Atos proféticos por regiões do Brasil? Um mapa, pedaços de pedras e paus, representações iconográficas...
Isto é pajelança de terceira categoria! Ocultismo! Disparate!

[*] - Quanto ao fogo como símbolo do juízo: Gn 19.24, Ex 9.23, Nm 3.4, Nm 11.1, Nm 16.34-35, Jó 15.34, Sl 97.3, 105.32,140.10, Is 66.16, Jr 15.4, Jl 2.3, Am 7.4, Ob 1.18, Na 1.6, Sf 3.8, Mt 3.10, 3.12, 5.22, 7.19, 13.10, 18.8-9, 25.41, Mc 9.43-48, Lc 3.9, 3.17, 9.54, 12.49, 17.29, Jo 15.6, 2Ts 1.18, Hb 10.27, 12.29, 2Pe 3.7, Jd 7, 23, Ap 8.5, 9.18, 20.9-10,20.14-15, 21.8.

- Referências em HORTON, Stanley: A doutrina do Espírito Santo, CPAD

domingo, 5 de julho de 2009

A covardia de Éster é bíblica (e a bíblia não esconde), por que escondemos?

Ester foi corajosa sim, mas só depois de receber uma palavra duríssima (Profecia do homem de Deus, Mardoqueu, seu primo) que incluía não apenas a morte dela (dentro do palácio) mas também de toda sua família.
Ou será que o texto de Et 4:12-14, é pra encher lingüiça? E não teria nenhum significado hermenêutico nem exegético??
Se os Exmos. Pastores ainda não viram, transcreverei abaixo NAS TRES versões para descartar interpretação particular = heresia:

Et 4:12 (NTLH) Quando recebeu a mensagem de Ester,
13 Mordecai mandou o seguinte recado para ela: “Não pense que, por morar no palácio, só você, entre todos os judeus, escapará da morte.
14 Se você ficar calada numa situação como esta, do Céu virão socorro e ajuda para os judeus, e eles serão salvos; porém você morrerá, e a família do seu pai desaparecerá. Mas quem sabe? Talvez você tenha sido feita rainha justamente para ajudar numa situação como esta!”

12 (RA) Fizeram saber a Mordecai as palavras de Ester.
13 Então, lhes disse Mordecai que respondessem a Ester: Não imagines que, por estares na casa do rei, só tu escaparás entre todos os judeus. 14Porque, se de todo te calares agora, de outra parte se levantará para os judeus socorro e livramento, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para conjuntura como esta é que foste elevada a rainha?

12 (RC) E fizeram saber a Mardoqueu as palavras de Ester.
13 Então, disse Mardoqueu que tornassem a dizer a Ester: Não imagines, em teu ânimo, que escaparás na casa do rei, mais do que todos os outros judeus.
14 Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento doutra parte virá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?

Ela havia sido informada de antemão dos acontecimentos.
Et 4:8 Mordecai entregou a Hataque uma cópia do decreto que havia sido lido por toda a cidade de Susã, ordenando que os judeus fossem mortos. E Mordecai pediu a Hataque que levasse a cópia a Ester, explicasse tudo direito e pedisse a ela que fosse falar com o rei e insistisse que ele tivesse piedade do povo dela.
9Hataque fez o que Mordecai tinha pedido,

10 e Ester mandou Hataque entregar a seguinte resposta a Mordecai:
11Todos os servos do rei e o povo das províncias do rei sabem que, para qualquer homem ou mulher que, sem ser chamado, entrar no pátio interior para avistar-se com o rei, não há senão uma sentença, a de morte, salvo se o rei estender para ele o cetro de ouro, para que viva; e eu, nestes trinta dias, não fui chamada para entrar ao rei.


No verso 11 a covardia (medo de morrer) fica expressa. Ela considerou sua vida mais valiosa do que todo o povo judeu (hermenêutica e exegese).

E outro fato mais, Ester não descobre a pólvora (jejum mágico para alguns).

Se lermos com a devida atenção o texto de Et 4:1-3 vemos que tanto Mardoqueu quanto a maioria dos judeus espalhados nas mais de 120 provincias da pérsia, iniciam um jejum, ou seja, Éster ainda está totalmente alienada dos fatos, e se for feita uma fila ela e suas moças são as as ultimas da fila.

V:1 Quando Mardoqueu soube tudo quanto se havia passado, rasgou Mardoqueu as suas vestes, e vestiu-se de um pano de saco com cinza, e saiu pelo meio da cidade, e clamou com grande e amargo clamor;

2 e chegou até diante da porta do rei; porque ninguém vestido de pano de saco podia entrar pelas portas do rei.

3 E em todas as províncias aonde a palavra do rei e a sua lei chegavam havia entre os judeus grande luto, com jejum, e choro, e lamentação; e muitos estavam deitados em pano de saco e em cinza.

E devido a sua alienação, (ou falta de informação, como queiram) ela tenta ate interromper o jejum de Mardoqueu.

4 Então, vieram as moças de Ester e os seus eunucos e fizeram-lhe saber, com o que a rainha muito se doeu; e mandou vestes para vestir a Mardoqueu e tirar-lhe o seu cilício; porém ele não as aceitou.

Ester não faz decreto algum ordenando jejum (decreto tem pergaminho, selo, etc) a todo o povo judeu (Faz um pedido a Mardoqueu, depois da dura profecia de morte contra ela. E so os da capital – Susã v:16).

O império persa era vasto e não havia internet nem email como hoje, e o tempo era escasso (apenas 3 dias).
Em três dias não se cobriria uma distancia muito superior do Rio a Curitiba.

16 Vai, e ajunta todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de dia nem de noite, e eu e as minhas moças também assim jejuaremos; e assim irei ter com o rei, ainda que não é segundo a lei; e, perecendo, pereço.

Outra coisita, o pedido dela não é para pessoa física e sim pela causa coletiva que vai levar ao rei, se não o final do verso 16 fica sem sentido (e, perecendo, pereço) denotaria falta de fé.

Aqui, sim ela é valente e corajosa. Esta dando a sua vida em favor do povo (ha uma possibilidade de 50% de que morra ou sobreviva, mesmo se não, valeria a pena fazer o que por certo fora colocada ali).

Qualquer similaridade com o que Jesus disse não é mera coincidência. Quem quiser salvar a sua vida vai perde-la. Mas quem perde-la, por amor de mim, a salvará.

A pessoa de Jesus sempre se confundiu com seu povo. (vide Saulo em Atos 9): Saulo, porque me persegues?

Devemos ser exegéticos para não sermos heréticos. Ou escondermos a verdade, ou usarmos meias verdades para provar doutrina particular.

Davi adulterou e assassinou, (e sofreu terríveis conseqüências), mas nem por isso deixou de ser o homem segundo o coração de Deus. E a bíblia não esconde.

Mardoqueu É guiado por Deus o tempo todo, em todos os fatos.
Na minha humilde opinião, esse livro excelente, que não menciona a palavra Deus, em nenhuma ocasião, deveria se chamar Mardoqueu.

A paz do Senhor, com hermenêutica e exegese.

terça-feira, 16 de junho de 2009

CRENTE TEM MEDO E PAVOR DA MORTE?

Quando o cristão genuíno sofre, com uma doença terminal, ou em perigo de morte iminente, ele deve continuar crendo em Deus pela sua palavra, em suas promessas (contidas nessa mesma palavra).
Não deve se desesperar (ficar com medo, perder as esperanças).

Nossa fé deve ser inabalável, e não podemos ficar recorrendo a mandingas santas, ou formulas mágicas, seja de que espécie for.

E se morrer? Ora, pois, ele ira para Deus.
Devemos saber quem de fato é o nosso dono.

O maior contraste hoje nas igrejas que pregam so vitórias, é que muitos lideres esquecem que o mundo jaz no maligno e que o crente apesar de ser guardado do mal, ainda esta sujeito a acidentes, doenças, problemas financeiros e outros e principalmente morte física.

Tive um colega que estava internado no CTI do Hospital da Forca aérea (HFAG). Todos os parentes e amigos já o haviam visitado. O medico já havia retirado as esperanças de todos, dizendo que a morte viria, seria so uma questão de tempo.
Haviam duas semanas que estava ali internado recebendo enormes quantidades de plaquetas, havia contraído uma meningite de alto grau.
O horário de visitas estava terminando, e fui o ultimo a colocar o jaleco para ir vê-lo. Ao entrar, um sobrinho dele saiu rapidamente chorando muito.

Fiquei ao lado do leito, observando tudo. Aparelhos iluminados ao redor monitorando os sinais de vida, tubos de oxigênio, e ali deitado, o colega muito chegado. Falei com ele (tenho certeza que me escutava). Comecei a orar por ele entregando tudo a Deus e a Sua vontade.
Coloquei as mãos sobre ele e disse: Senhor, sei que sua resposta pode se constituir em Sim, Não, ou espera. Se for Sim, Senhor, que ele fique curado agora e se levante. Se for qualquer uma das outras, ficarei sabendo. Despedi-me, e quando cruzei a porta do quarto, os aparelhos dispararam em vários apitos.

Enfermeiras vieram correndo e ao entrarem constataram a morte dele e o desligamento dos aparelhos. A resposta de Deus foi não. E ele foi para Deus.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

EU TENHO A FORMULA


Quem deseja saber formulas ...

Sou evangélica...: Como posso evangelizar o povo judeu?

Resposta:Em primeiro lugar, não cremos que a igreja evangélica tenha qualquer condição de "evangelizar" o povo judeu.
Antes de tudo, é preciso que vc compreenda a razão da Nova Aliança e a missão do Mashiach para com o Seu povo.
Segundo nos relata o Profeta Jeremias, a Nova Aliança veio para trazer a lei para dentro do nosso coração e nos fazer chegar aos mandamentos de D-us (Jr 31:31-35) .
A Igreja Evangélica crê que a lei foi abolida e que a chamada “Graça”, é o que nos dá direito à salvação, sem que seja necessário cumprir a Torah (lei), o que não é bem assim.

Já Yeshua (Jesus) disse não ter vindo acabar ou abolir a lei, tendo vindo antes para cumpri-la, ou seja, dar o seu sentido completo (Mt. 5:17 - BLH).

Quando um evangélico diz querer evangelizar o povo judeu, o que nos vem à mente é que o desejo deste indivíduo seja o de fazer com que o judeu creia no Mashiach, como sendo ele Yeshua, batize-se em uma igreja evangélica e passe a crer que, em Yeshua, ele não mais precisa cumprir a lei ou continuar a viver como um judeu.

Devo ser sincero com vc, se me permite, com todo o respeito:
Quem precisa ser evangelizado, são os evangélicos, protestantes, católicos, muçulmanos, budistas e outras religiões e seitas, que nada tem a ver com o verdadeiro plano de D-us para a humanidade.

Quanto a levar o conhecimento de Yeshua ao nosso povo, isto vc pode deixar conosco.
Não precisamos de abordagem, nem de metodologia.
Não usamos de iscas religiosas para os atrair, não fazemos uso de elementos artificialmente compostos para, retoricamente, tentarmos convencê-los disto ou daquilo.
Quem convence o homem da Nova Aliança é o Ruach HaKodesh (O Espírito Santo de D-us).

Nós apenas servimos de instrumentos para que, como um Shofar (Instrumento feito de chifre de carneiro) sejamos usados por D-us e através de seu Sopro (Espírito), possamos emitir o som da salvação. Perdoe-me se pareci hostil ou agressivo.

Não foi minha intenção.Estou aberto a suas perguntas e indagações e ficaria feliz em lhe ajudar a compreender mais a cerca do que tentei, em poucas palavras dizer.

Rosh - Périclis

fonte:
http://www.israelitas.com.br/perguntas

terça-feira, 21 de abril de 2009

Padecer perseguições dentro da igreja? Isto é possível?

Sim, Isto é possível.

Quem quiser seguir fielmente a Cristo e Sua Palavra padecerá perseguições, e isto dentro de congregações denominacionais.

Descobrira de forma dolorosa e penosa que não calar-se, fingir que não vê nada ou não se fazer de surdo será considerado uma ameaça a aqueles que chegaram as lideranças (sabe-se lá como) e que consideram verdadeiro inimigo aqueles que tem discernimento e que lêem e conhecem as Escrituras e que acima de tudo conhecem a Jesus em intimidade.

O que se exige é obediência cega. Não se pode pensar nem emitir juízo sobre nada que não se alinhe com o pensamento “superior” de alguns “iluminados espiritualmente” e selados com a “infalibilidade”.

Esses indivíduos, independentemente de seus títulos e cargos eclesiásticos tem como base ensinamentos adquiridos sem nenhuma fonte bíblica e sim baseados em costumes ou tradições e em muitas interpretações particulares (bem particulares).

Muitos aprenderam a técnica do “judô espiritual” que transforma verdade em mentira ou em algo que carimbe seus “costumes” aos quais eles tem verdadeira adoração, até maior do que o próprio Deus, que alias pra eles é apenas uma idéia e não real, pois agem como se Ele não existisse e que a Verdade expressa nas Escrituras não lhes incute mais nenhum temor, visto que se consideram inerrantes e se acham impunes e com a “unção da aprovação divina” e nessa salada vale tudo, até torcer textos e contextos da Biblia, para que possam inserir seus "costumes" e reinterpreta-la como bem quiser.

Por exemplo: quando citam ”é melhor obedecer do que sacrificar” se referem a obediência aos seus costumes e suas tradições e ensinos tortos e não a Palavra de Deus. Então o que é obediência passa a ser sacrifício e o sacrifício ou costume ensinado, sem base bíblica, passa a ser objeto de obediência. É o que chamo de ”hermenêutica do inferno ou maldita”.

Aqueles que não se enquadram neste “esquema” são simplesmente descartados, são personas non gratas, inimigos da “causa".
Ah, inventaram um argumento novo: "são agentes satânicos infiltrados no meio do povo de Deus para causar confusão”, argumentam eles.

Ou seja para não causar "confusão" devemos nos alienar da Verdade e deixar a coisa desandar conforme o desejo desses excelentissimos lideres.
E para felicidade deles devemos não ouvir, não ver e nada falar.

Que Deus tenha misericórdia dos alienados que são praticamente a maioria dos nossos membros de igrejas locais.