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domingo, 20 de junho de 2010

REMENDO PIOR QUE O RASGADO.

Mateus 9:14
Vieram, depois, os discípulos de João e lhe perguntaram: Por que jejuamos nós, e os fariseus {muitas vezes}, e teus discípulos não jejuam?

15 Respondeu-lhes Jesus: Podem, acaso, estar tristes os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo, e nesses dias hão de jejuar.

16 Ninguém põe remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo tira parte da veste, e fica maior a rotura.

17 Nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho, e os odres se perdem. Mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam.

Dentro do contexto, feito por Jesus, sobre a prática do "jejum", Ele diz que seus discipulos não o fazem (figura da presença do NOIVO com os convidados gerando alegria) como REGRA, e abre uma EXCEÇÃO (quando o NOIVO FOR TIRADO então jejuarão) que se daria em uma dinâmica de acontecimentos (da Sua prisão, julgamento e morte na cruz) e que se cumpriu como predisse.

A distorção do contexto, hoje, é feita sutilmente, sempre querendo preservar (alguns anos de prática contrária as Escrituras) costumes e doutrinas de homens.

Dizem os defensores da prática que Jesus disse que os seus discípulos o fariam mediante a sua ausência FÍSICA (Isso faz lembrar Tomé).  Jesus não está conosco, hoje? Estamos sem Ele ?

Não é absolutamente isso que Jesus falou.

Ele disse textualmente: ”Meus discípulos NÃO JEJUAM, pois O NOIVO está com eles” e depois acrescenta, dizendo “Haverá DIAS porém” (isso é EXCESSÃO E NÃO REGRA) “em que o NOIVO LHES será tirado” (COM VIOLENCIA) "e NESSES DIAS então jejuarão". Está JESUS se referindo a fatos que ocorrerão bem próximo e em uma dinâmica, que introduzirão uma Exceção a esta REGRA GERAL (de que MEUS DISCIPULOS NÃO JEJUAM) e que não seria um “jejum” planejado (religiosidade por imposição) e sim algo que ocorreria como conseqüência dos fatos muito constrangedores e porque não dizer horrorosos que os levariam a se acovardar (como Pedro, que nega conhecer a Jesus) e a se esconderem por estarem com grande medo de serem mortos também.

O contexto que se liga a esse fato de forma explicativa ou elucidativa é o de João 16.

Há um contraste entre as idéias de Alegria e Tristeza, entre jejum e festejos de casamento, etc.

PRA QUEM GOSTA DE LER AS ESCRITURAS, É SÓ DAR UMA OLHADINHA E VAI ENTENDER QUE TODO O CONTEXTO APONTA PARA O TEMA.

E para não deixar nenhuma dúvida, Jesus menciona a figura dos ODRES NOVOS E VELHOS e do VINHO NOVO que deve ser posto em ODRES NOVOS e também do vestido VELHO sendo remendado por pano NOVO, que não dá certo, POIS O BURACO OU RASGADO SE FARÁ MAIOR.

Então está claro que neste caso, o REMENDO É PIOR QUE O RASGADO.

Jesus jamais teve o interesse ou idéias de introduzir novas práticas ou receitas de sacrifícios, principalmente de tolos, visto que o Seu Sacrifício na cruz seria supremo e consumaria tudo.

Ele sempre chamou a atenção dos fariseus e hipócritas religiosos que o cercavam, devido a suas práticas religiosas vãs, que quando aplicadas ao povo sem entendimento, eram transformadas em jugo e em fardo pesado e que eles não ajudavam o povo nem com um dedo. Mateus 15.

O novo nascido, tem vestes novas (que não tem nenhum rasgado) e não precisa de remendo (nem que o remendo seja novo) ou de novas “revelações ou unções”. João 3.

Outra distorção do contexto : Novas denominações.

Não devemos confundir odres novos com novas formas de igreja. O odre novo capaz de conter o vinho novo do evangelho é a nova mentalidade, gerada pela experiência da graça de Deus, e não uma nova instituição ou nova forma de organização de pessoas. Qualquer forma e sistema que se pretenda oferecer para conter o vinho novo do Evangelho da graça será um odre velho, pois o vinho novo está derramado sobre todos os que foram feitos livres pelo sopro do Espírito de Deus, que sopra onde quer. O vinho novo, portanto, está presente em, e por meio de, todos os que nasceram da água e do Espírito, e se manifesta em todo lugar, todo tempo, por meio de tudo o que fazem, qualquer que seja a instituição, estrutura eclesiástica ou forma organizacional em que estejam. (do Blog considerações a cerca da vida)

Essa forma de tentar encaixar instituições como se fossem o container do verdadeiro adorador é muito triste. É pior do que a aplicação dos mesmos containers como cela para presos por falta de presídios decentes.

sábado, 20 de março de 2010

ENSINO DISTORCIDO POR PRESSUPOSTO OU INTERPRETAÇÃO PARTICULAR GERANDO HERESIAS ?



Em comentário da revista de EBD. Das Ass. de Deus, COMANAD.


Produzido pelo Pr. Josué de A. Soares, membro da Ass. de Deus em Bangu, RJ – Ministro do Evangelho, conferencista, escritor, formado em Adm. de empresas, história, teologia, pedagogia e pós-graduado em docência de ensino superior.


É uma lástima, que com todos esses “méritos” alguém possa (deliberadamente ou não) distorcer a Verdade do Evangelho, e ao invés de aplicar a Hermenêutica e Exegese, aplique interpretação particular, levado por costumes e tradições religiosas (essas, que não tem mais que cem anos no Brasil) em detrimento do que é revelado nas Escrituras.


O comentário totalmente distorcido é sobre o Livro de Juízes, no episódio de Gideão, que aliás não utiliza o método ou a receita tão engenhosamente interpretada pelo “ilustre pastor” com tanta formação secular, o que prova que em matéria de Bíblia, todos podemos cometer vários enganos e varias distorções da Verdade.

Basta para isso estarmos pré-dispostos ou termos um preconceito (conceito anterior baseado em costumes ou tradições) e não termos o cuidado de sequer ler o texto e contexto para nos assegurar que não estamos levando milhões de discípulos a um ensino errôneo e que nada trará de bem ao Evangelho de Jesus Cristo.


A lição 9 – AS CARACTERISTICAS DO CRENTE VENCEDOR


Depois de comentar sobre a vitória nos diversos aspectos nos capítulos 1, 2 e 3, inicia o capitulo 4 – COMO SEGUIR O MODELO DE JESUS, e é aqui que começa a distorcer todo o texto quanto o contexto, fazendo uso de eisegese (insere no texto o que este jamais diz) ao invés da exegese (que é extrair do texto o que o texto diz).


O mais absurdo é que no tópico 4.1 – PERMANECER NA PALAVRA, ele cita a referência de Pedro (2 Pe 3:16) “...torcem as escrituras para sua própria condenação” e ainda cita: “O servo de Deus precisa conhecer bem a Bíblia, para não ser enganado”.

4.2 – PRATICAR O JEJUM.
O texto se refere a Mateus 4 – A tentação de Jesus no deserto.
Afirmações do comentarista (exatamente como está na revista de EBD):
“O ministério de Jesus começou com jejum, uma preparação espiritual para lutar contra o diabo”, (cita Mt 4:2 como fonte dessa “verdade” ou dessa afirmação como se fosse verdade).

Depois comenta: “Infelizmente, UM ATO DE FÉ, que muitas igrejas deixaram de ensinar devido à frieza espiritual ou INTERPRETAÇÕES ERRÔNEAS DAS ESCRITURAS” (nisso ele tem toda a razão). Continua o comentário dizendo:


“Na Bíblia Sagrada, vemos muitos servos de Deus que jejuaram. Dentre eles destacam-se Moisés (Ex. 34:28); Ana (1Sm. 1:7); Davi (2Sm.1:12 e 12:22); A nação de Israel (Lv.23:27); Jesus (Mt. 4:2);

Os discípulos de João Batista (Mc.2:18 e Lc.5:33)” – interessante que nessas duas passagens sobre os discípulos de João Batista, Jesus responde literalmente que seus discípulos não jejuam, porque o NOIVO ESTAVA COM ELES; cita ainda Paulo (At.9.9), e encerrando diz: “Todos receberam a benção que desejavam” (barganha explícita).
Se ler-mos cada uma dessas referências veremos que várias não se aplicam a jejum como conhecemos hoje, e em outros casos não há intenção alguma (planejamento anterior) como é o caso de Jesus e Moisés.

No caso específico de Davi, ele não recebe a "benção que desejava" ou seja em (2Sm.1:12) o jejum é por causa da morte de Saul (qual é a benção que Davi desejava?) e em (12:22); o seu filho recém nascido morreu mesmo com a sua desesperada tentativa de anular a profecia do profeta natã.
Será que Davi introduziu novas e maravilhosas doutrinas tais como jejuar quando morre alguém que amamos e jejum para cura de terceiros (mesmo que haja pecado envolvido, como foi o de Davi?).
No caso de Paulo, a confusão é maior ainda, já que este também não estava nem de longe com essa idéia (só os interpretes desvairados pensam assim) e sim ainda aturdido pelo impacto do encontro com Jesus no caminho para Damasco.


Após faz várias descrições (não sei de onde ele tirou, da Bíblia é que não foi) de espécies de jejuns: O típico – Não implicava em abstinência de líquidos.

O parcial ?? (afirma) – É caracterizado pelo que se come? (talvez para encaixar Daniel e seus amigos no episódio em que eles se recusaram a comer carne oferecida aos ídolos como se ao comer só legumes estivessem jejuando – é um absurdo tal interpretação, pior do que aquela que o leão fez jejum quando Daniel foi jogado em sua cova).
O jejum total – também conhecido (por ele e outros religiosos modernos, porque nas Escrituras não temos nada descrito nesses termos) como completo ou absoluto (alimento e água).


Comenta ainda sobre diferenças entre o jejum (segundo ele, SANTO OU MAGICO), e as greves de fome e da dieta (esqueceu do exame de sangue) que é para propósitos físicos e não espirituais ?? (Zacarias 7 e Isaias 58 desmentem essa versão).


Por fim vem o receituário em forma de mandamento (coisa que o Próprio JESUS JAMAIS MANDOU NINGUEM FAZER): “Devemos jejuar pelo nosso País, pelos nossos próprios problemas?? Nos períodos de aflição?? E nos momentos de tomarmos grandes decisões ??" (deve estar clonando a situação de Ester).


O que Mateus 4 NÃO DIZ:


O texto de Mateus 4 NÃO DIZ QUE JESUS INICIOU O SEU MINISTÉRIO COM JEJUM.

DIZ APENAS QUE JESUS FOI LEVADO PELO ESPÍRITO SANTO, AO DESERTO, PARA SER TENTADO PELO DIABO (E NÃO PARA JEJUAR. O JEJUM FOI APENAS CONSEQUÊNCIA DE ESTAR NO DESERTO PARA SER TENTADO PELO diabo).


O ministério de Jesus (como adulto) SE INICIA NO BATISMO EM AGUAS REALIZADO POR JOÃO BATISTA.


Jesus jamais planejou jejum algum (como hoje alguns fariseus modernos planejam e executam ordens aos fieis, numa rotina sem fim, tentando provar não sei o quê) assim como Moisés na referência citada também jamais planejara jejuar 40 dias e sim foi conseqüência da adoração real ao Deus Verdadeiro que o supriu e mesmo após tantos dias, não teve fome.

No caso de Jesus, o ficar sem comer e beber por 40 dias o levou a ficar com fome (não sabemos a intensidade) e isso VIROU ARMA na mão do diabo que a usou contra Jesus na primeira tentação: “Se tu és ..... transforme essas pedras em pão”. E nas outras duas tentativas o diabo usa como armas a cobiça e a sede de poder contra Jesus que o vence pela PALAVRA DE DEUS.

Outra coisa bem clara é que Jesus não vence o diabo por causa da “uma preparação espiritual para lutar contra o diabo” BASEADA NO JEJUM, pois esse, no contexto vemos que foi APENAS CONSEQUÊNCIA do fato dinâmico da tentação e não planejado e sim, o vence pela PALAVRA DE DEUS ( E NÃO PELO JEJUM).

Em EFESIOS 6:12-18 Paulo JAMAIS cita JEJUM COMO ARMA ESPIRITUAL na luta contra o diabo e suas potestades. Se ESTE FOSSE “A ARMA SUPER PODEROSA” Paulo, com certeza, o citaria em primeiro lugar nesta passagem completíssima da luta contra o diabo e suas hostes (Hermenêutica).


E sinceramente, se Jesus precisasse de uma doutrina, dogma, sacrifício ou receita para vencer o diabo ELE NÃO SERIA O JESUS BIBLICO, FILHO DE DEUS, CHEIO DE PODER, GRAÇA E AUTORIDADE, e o diabo, hoje, faria a festa, (como está fazendo em muitos lugares, que seguem essas receitas).


Esse, que usa desses métodos, é uma caricatura do JESUS VERDADEIRO, uma espécie de GEZUIS, parecido com aquele do Paraná, o “Inri chist”, totalmente alienado da realidade do Evangelho, mas incrivelmente mais sábio do que muitos lideres modernos.
A profecia sobre o MESSIAS não fora compreendida até o surgimento de Jesus, que os maiores modelos de religiosos contemporâneos seus foram colocados por Ele como os piores exemplos a serem seguidos. Tamanha era miopia que havia tomado conta da mentalidade religiosa da época. A cultura religiosa (a “religiosidade”) já havia sufocado a mensagem essencial de Deus para os homens que é o amor a Ele e ao próximo.
Quanto ao comentario do texto da EBD: “Infelizmente, UM ATO DE FÉ, (se referindo diretamente a prática do jejum).
Pergunto: Ora, Abraão não é o PAI DA FÉ??

Onde E QUANDO ABRAÃO JEJUOU ? Vou então facilitar. ISAQUE E JACÓ JEJUARAM? QUANDO ? ONDE ? PORQUE ?
SERÁ QUE É PORQUE O JEJUM AINDA NÃO TINHA SIDO INVENTADO POR NENHUM RELIGIOSO DESVAIRADO?
Um dos métodos práticos para se aprender é aplicar perguntas e através das respostas aprender duplamente, um em relação a Verdade e outra em relação as respostas de quem responde (como respondeu, em relação a Verdade das Escrituras).

As respostas geralmente mostram o CARÁTER de quem responde e qual o seu interesse na questão.
Uma pergunta que não quer calar: Onde é que GIDEÃO FAZ JEJUM PARA OBTER A VITÓRIA SOBRE OS MIDIANITAS ?

Já que essa receita é inserida como se fosse um DOS MÉTODOS USADOS e pedra mágica de vitória contra todos os argumentos biblicos referente a Gideão. ???


Outras perguntas bem pertinentes e desconcertantes estão NESTE BLOG em outros posts: " ERROS NAS TRADUÇÕES, AJUDANDO AOS FARISEUS MODERNOS." e "Perguntas ao Pr. Ciro".
Faça uma visita, leia e comente respondendo algumas, se puder e conseguir.
Não é um desafio, é para conhecer o pensamento daqueles que se dizem discipulos de Jesus.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

ESPIRITUALIZAR O JEJUM OU COLOCA-LO EM UM ALTAR?


Hoje, principalmente nos meios pentecostal e neopentecostal, espiritualiza-se quase tudo. De uma simples dor de cabeça até eplepsia. Enfermidades que são vistas como demônios que estão oprimindo os corpos das pessoas.

E se essas pessoas são convertidas? Poderiam os demônios oprimi-las com doenças?
Se a resposta for não, então na realidade não são demônios e sim doenças naturais mesmo.


O mais grave se situa em outra esfera: Fazer algo (religioso) para alcançar determinado alvo, ou seja, Materializar o Espiritual.


De vez em quando, (ainda bem) aparecem umas campanhas de jejuns e orações, sempre visando um ponto específico. Uma das ultimas, noticiadas em alguns blogs, com slogans pomposos, visa ao que parece, comemorar?? 70 anos da CPAD. Pelo menos é o que está no slogan, e nos blogs não constam nenhum objetivo o que a meu ver não muda nada.

O que achei mais interessante foram os versiculos usados. Eles referem-se exclusivamente a oração (obediencia e a Fé) e não ao jejum. Seria mais próprio usar Isaias 58, mas aí seria perigoso para a "campanha" ja que este é totalmente contrário a este tipo de prática farisaica junto com Zacarias 7.


Parece-me que a salvação não vem mais pela pregação do Evangelho (mensagem da cruz de Cristo) e sim por “mágica” ou por definição minha a chamada síndrome de Jó, que oferecia holocaustos por cada um de seus filhos, no intuito de os livrar da ira divina no que resultou ineficiente e todos foram mortos de uma só vez.

Jó não deveria ter inculcado em seus filhos o temor e obediência a Deus ao invés de tentar espiritualizar por holocaustos? (obediência e não sacrifício).


Já ouvi muitas mensagens de pastores, exaltando essa atitude de Jó, como se isso tivesse livrado seus filhos. Ao que parece, esses pastores esqueceram de ler os oito versos seguintes.

Isso fica ainda longe de outros que bitolados no JEJUM (sacrifício, como chamam), trocam a palavra HOLOCAUSTOS por JEJUM nesse texto de Jó 1:5, o que é um absurdo, distorção da realidade, da verdade, falsidade e no mínimo heresia.


Foi erigido, sem duvida alguma, nesses meios, um ALTAR AO “deus jejum”.

Foi transformado de MEIO para FIM em SI MESMO.

Falam tanto nele, que se esquecem de Deus, de Jesus, do Espirito Santo e da Graça de Deus.


Falo isso, não por simples julgamento, mas por anos de observação e analise de vários fatos. Alguns irmãos, até mesmo do chamado ministério, ficam irados e soltam “faíscas pelos olhos” quando sou questionado se acredito no jejum digo que não.

Sempre respondo que não.  Creio em Jesus e Seu Poder e presença em minha vida. Pois não vejo, principalmente na Nova Aliança respaldo para essa prática (de modo planejado) mas sim como CONSEQUÊNCIA DA ADORAÇÃO.


Os exemplos são Moisés (no monte, deserto) e Jesus, também no deserto. Nenhum deles PLANEJOU JEJUAR.

O ficar sem comer e beber foi CONSEQUÊNCIA da adoração a Deus e não um tipo de barganha espiritual.
O ESPIRITO SANTO GUIOU A AMBOS PARA O DESERTO.

Jesus foi levado ao deserto PARA SER TENTADO PELO DIABO E NÃO PARA JEJUAR.


PRECISARIA JESUS JEJUAR ????? PRA QUE ???????
Jesus venceu o diabo por causa do jejum ?? O jejum é mais poderoso que Jesus, ou deu poder até para Jesus vencer o diabo no deserto ??

Alguns ainda afirmam que o ministério de Jesus começou com o jejum (no deserto).

Então, pergunto: E o batismo de Jesus por João Batista, não valeu ? Não conta? Não vale? Ah, já sei, esqueceu né ??
Um desses que me questionou a respeito de eu não crer no jejum (será que o jejum se personificou?). Disse-me, após eu responder que NÃO, que eu estava fora do propósito de Deus.

Bom, se ele julga estar dentro do propósito de Deus é estar fazendo sacrifícios pessoais planejados (de tolos), então realmente estou fora.


Nessas convocações (coletivas), com cara de alta espiritualidade (como os fariseus do tempo de Jesus, que jejuavam duas vezes na semana) há sempre o lado do orgulho, arrogância e FARISAISMOS embutidos.


Deus não dá Sua Glória a ninguém (nem transfere). Se umas dessas campanhas tem êxito, mesmo que ínfimos, teremos alguns lideres dizendo: “Viram, foi devido ao nosso jejum e orações que Deus ouviu”. Ou seja, no final ficamos com a gloria de ter “feito algo em prol do resultado” e nos orgulhamos mais ainda.

E esquecemos totalmente que Deus nos ouve (se estivermos dentro da sua vontade) por que nos AMA. DEUS É AMOR.


Daí ainda resulta doutrinas baseadas em experiências, sem a autenticação das Escrituras.

E pensamentos do tipo: Se deu certo é porque está correto, ou que os fins justificam os meios e ainda: Se todos estão fazendo, então está correto.


Agora, imaginem uma dessas campanhas com convocação Nacional, com Slogans, comerciais em internet, TV, jornais e outros meios, mesmo que o “fim seja louvável” não daria a idéia de barganha explicita?

Já ouvi esposa de pastor ensinar a adolescentes que orar e jejuar nos dá “credito no céu”. Essa é a idéia básica. As outras são que o jejum é sobrenatural, que é mágico, que soluciona ou desemperra qualquer coisa “enferrujada” na esfera tanto material como espiritual.


Fui a uma congregação neste final de semana e qual não foi minha surpresa, ao deparar-me já da porta de entrada, com uma enorme faixa no púlpito, com os dizeres: “ESTAMOS 21 DIAS EM JEJUM E ORAÇÃO” (notem que jejum está em primeiro).

Pensei, que maravilha, estamos deixando os FARISEUS do tempo de Jesus no chinelo! Passamos a mestres.

Perguntei a mim mesmo, porque 21 dias? E não 10, 19, 18, 11, 22 ou 20? Descobri a resposta, é porque 7 X 3 = 21. O 7 (SETE) é MAGICO! Inauguramos a era da numerologia ou cabala evangélica misturada com espiritualização (que o digam o M.Cerulo e o Silas Malafaia).


Será que o povo estaria realmente jejuando para Deus? (prestando a Ele um favor?). Em Zacarias 7:1-14 há importantes questionamentos do próprio Deus quanto a essa pratica (jejum convocado nacionalmente e pré planejado).

A primeira questão feita acima, no texto de Zacarias, o próprio Deus responde (de modo irônico, Ele tem senso de humor) com outra pergunta: “E quando vocês comeram e beberam por 70 anos, pra quem foi que comeram e beberam? Não foi para vocês mesmos?”


Os leitores não precisam e nem são obrigados a concordarem comigo, mas por favor, não fiquem com preguiça mental ou medo da verdade, o único risco é obterem entendimento e discernimento ao verificarem as Escrituras nos seguintes textos e contextos para não criarmos heresias, como muitos tem feito durante quase cem anos de historia em nosso meio pentecostal (o que não é nada, comparando o tempo desde o nascimento de Cristo):


Zacarias 7 (todo o capitulo) – Com maldição explicita para quem não ouvir a Deus.


Isaias 58 veja o contraste entre o verdadeiro (ajudar ao proximo) e o falso jejum (ficar sem comer e beber com cara de sofredor) e a ordem em fazermos o verdadeiro e não o falso junto com o verdadeiro (como alguns tem interpretado essa passagem, torcendo todo o sentido da verdade).


Mateus 4 (jejum como conseqüência e não planejado) – O diabo o usa inclusive contra Jesus (que teve fome, no ultimo dia. “Se tu es o filho de Deus, transforme essas pedras em pão).

Mateus 9:14-19 . (Os discípulos de Jesus jejuam? Vinho novo em odres velhos - remendo novo em vestido velho, de que Jesus esta falando?? Estará ensinando a fazer vinho e costurar??).

Quando o noivo for tirado então jejuarão - estaria ele falando em presença física para os dias de hoje? 

Quando foi que Jesus enfatizou importância de sua presença física para que nós pudessemos crer? 

Somos Tomés modernos?

Jesus não habita em nos pela fé em suas palavras? (evangelho). Jesus não esta conosco todos os dias? (habitando nos que crêem).


JOÃO 16 (Todo o capitulo). É A EXPLICAÇÃO LITERAL PARA “Quando o noivo for tirado, então jejuarão“ - estaria ele falando em em sua prisão, julgamento, sofrimento e morte?

Vejam o CONTRASTE entre JEJUM e JESUS.


JEJUM – Morte, luto, separação, velório, tristeza profunda, sepultamento, saco e cinzas (vestes velhas), lamentações, falta de alimento (e de apetite), covardia e medo (Pedro nega a Jesus, debandada geral dos discipulos). AUSÊNCIA do NOIVO.

 
JESUS - Vida, alegria profunda (vinho novo), casamento, festa, comemoração, ressurreição, novas vestes (não se faz remendo novo em vestes velhas), júbilo, abundância de alimentos e bebidas, coragem e ousadia (Pedro prega a Jesus. At 2 e 4). PRESENÇA do NOIVO.

 
Jesus poderia ter dito simplesmente: Meus discípulos NÃO jejuam, poderiam eles jejuar enquanto estou com eles? (estaria ele falando em presença física),
mas: Por isso JESUS DISSE QUE OS SEUS DISCIPULOS NÃO JEJUAM, POIS O NOIVO ESTAVA COM ELES.


A figura da PRESENÇA do NOIVO tem um significado profundo nessa passagem, expandindo e nos levando a este contraste com a AUSÊNCIA do NOIVO.


Quanto a Mateus 17:21 e Marcos 9:29 : “Mas essa casta de demônios não se expulsa senão por ORAÇÃO E com JEJUM”, que muitos acham ser receita de bolo, então como Jesus em Lucas 9 e Lucas 10 envia seus discípulos para expulsarem toda espécie de demônios e curarem toda sorte de enfermidades? (Quando foi que fizeram o jejum para isso? Só se foi bem escondidinho e ninguém ficou sabendo).


Estes dois textos (Mateus 17:21 e Marcos 9:29) FORAM ADICIONADOS as Escrituras. As bíblias de estudo sérias mostram essa adição, (alguns desses textos vem entre colchetes em algumas biblias).

Em Mc 9:29 adicionaram somente “e com jejum” e em Mateus 17 a adição foi mais ampla: TODO O VERSICULO 21 FOI ADICIONADO.


E MESMO ASSIM: VERSICULO ISOLADO NÃO PODE GERAR DOUTRINA, ou seja, TEXTO SEM CONTEXTO É PRETEXTO PARA HERESIA.


Se isso não bastar, Efesios 6:12-19 : Nos fala sobre as ARMAS ESPIRITUAIS contra o diabo e suas hostes. E sinceramente eu gostaria de saber onde PAULO colocou o JEJUM?

Nessa RELAÇÃO DE ARMAS: Capacete da salvação, Escudo da fé, Sandálias do evangelho, Espada do Espírito,.., terminando com oração em todo o tempo.


ONDE ESTÁ O JEJUM?? (SERÁ QUE PAULO TEVE AMNÉSIA? – SERIA ESSA A SUA DOENÇA?).

Creio que o problema não se acha nas Escrituras, mas fora dela, nos costumes denominacionais que transformaram em dogmas e receitas mágicas, praticas não so como o jejum, mas também até mesmo a oração (alguns falam até em altar da oração que já virou jargão santo).
Será que a PRÁTICA da verdadeira RELIGIÃO é JEJUAR ?
A verdadeira religião é amar ao próximo, cuidar dos orfãos e viúvas, manifestando o amor de Deus (Is 58 e Zc 7= verdadeiro jejum) .


Paulo jejuou? SIM, mas não planejadamente e sim como CONSEQUÊNCIA das perseguições e sofrimentos dinâmicos da vida cristã que vivia (tribulações, açoites, jejuns, etc).
Vamos pedir alguem para nos açoitar ?? (40 chibatadas seria suficiente para matar).
Há textos conhecidos como vigiai e orai, orai sem cessar e outros (imperativo), mas jamais JEJUAI - não existe na Nova Aliança.


O próprio Jesus disse: "Errais, por NÃO CONHECERDES AS ESCRITURAS NEM O PODER DE DEUS."

Mas a oração será o assunto de um próximo artigo.


JESUS É DEUS, COM TODOS OS ATRIBUTOS DIVINOS, PRINCIPALMENTE ONICIÊNCIA, ONIPRESENÇA E ONIPOTÊNCIA.


Graça e Paz em Cristo. Presente em nós (nos que crêem Nele) até Sua Vinda para buscar a Sua Igreja Santa.

sábado, 4 de julho de 2009

MINHA GRAÇA TE BASTA !

Paulo, quando ouviu do Senhor MINHA GRAÇA TE BASTA, aprendeu que a GRAÇA de Deus realmente é suficiente, ou seja, sem ansiedade, nervosismos, busca desenfreada, sofrimento antecipado e coisas dessa natureza são evitados ao se "ouvir" a Palavra de Deus.

Alguns religiosos bitolados (marionetes) vão afirmar: Paulo não sabia muita coisa naquele tempo (risos).

Orou pouco (so três vezes?), por isso não recebeu! (mais risos).

Tinha que orar muiiiitoooo, repetidas vezes, afirmam (ver Mt 6:7 e Mt 7:7). E se ainda não desse resultado deveria então iniciar um jejum; e se ainda não desse resultado, deveria fazer uma campanha de 7 jejuns por 7 semanas. (ataque de risos).

Existe ainda um jargão que ja se apegou na lingua do povo evangélico, e quase ninguém se apercebe da heresia gritante.

Diz assim: Isso, meu irmão, so com muita oração; e ainda complementam: "pouca oração, pouco poder; muita oração, muito poder". Sera verdade?

Misericórdia!!! Isso é ensinado por alguns lideres em muitas de nossas congregações (que achávamos sérias, que achávamos que tinham a Palavra de Deus como regra de Fé e prática).

O jejum é ensinado como tendo poder ilimitado (mágico até), capaz de mudar os designios de Deus ou colocar Deus contra a parede, não importando sua vontade, que nem é levada em consideração.

Ensinam ainda que é capaz de mudar o pensamento, modo de agir e até a personalidade de terceiros.

E ainda o chamam de "sacrificio para Deus", e acreditam "sinceramente bem intencionados" que agrada enormemente a Deus.

A frase usada é: Temos que orar e jejuar muito para que se mude a forma de pensar e agir desses irmãos. (Note que Deus nem é mencionado na frase).

Acreditam que: 1 - Os fins justificam os meios; 2 - A boa intenção é o que vale (boa? So não sei pra quem!).

O arrependimento como base para mudança, Jesus batendo a porta e esperando ser aberta (por dentro do coração do pecador) nem pensar!

Apocalipse 3:20 Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.

Que Teologia é essa? Parece tiologia ou invenciologia, ou o que é pior: FEITIÇO OU FEITIÇARIA. (Atuar na vida de terceiros via mandinga).

So para esclarecer, essas congregações não são do bicho da seda, nem do RR SO ARES, nem batistas, nem metodistas, nem congregacionais. Fazem parte da (é o que dizem) primeira maior denominação pentecostal do Brasil.

So que esses ”maravilhosos" ensinos são dados em "boca miúda", em “cultos de libertação”, onde ninguem é liberto, em “consagrações” onde ha visões de “anjos” e até ”anjas” e os lideres quando não contaminados por essas heresias ficam de boca fechada para não contradizerem “as irmãs de oração e muitos jejuns” e deixa-las zangadas, se não elas podem rogar uma maldição e ai já era o ministério pastoral, que é venerado mais do que o próprio Deus.

Mateus 6:6 Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.

7 E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.

8 Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais.

Mateus 7:7 Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. 8 Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á.
9 Ou qual dentre vós é o homem que, se porventura o filho lhe pedir pão, lhe dará pedra?
10 Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma cobra?
11 Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?

Quantas vezes? Tem quantidade? Quantas vezes o nosso filho precisa nos pedir pão para receber? Voce da uma pedra a ele?

Em nenhum ponto são mencionadas repetições para sermos atendidos, (ao contrario, as vãs repetições são condenadas).

Campanhas disso ou daquilo (repetições), são nitidamente sacrifícios de tolos com barganha implícita, achando conveniência em algum objetivo torpe.

A coisa é tão seria que Mateus 7:7 é distorcido “SUTILMENTE” para Pedi, pedi e dar-se-vos-á; buscai, buscai e achareis; batei, batei, e abrir-se-vos-á. (Preste atenção em sua congregação, voce vai ouvir).

Estou cansado de conviver com um evangelho mesquinho, interesseiro e que enche a boca de palavras pra gritar VENHA A NÓS O VOSSO REINO, porém omitindo a parte mais importante da oração, que é o SEJA FEITA A TUA VONTADE.

Quando o Filho do Homem vier, porventura achará fé na terra?

E vamos empurrando com a barriga e batendo palmas pra esse bando de malucos dançarem.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

SERÁ QUE OS FARISEUS ESTAO EXTINTOS?


O texto da nossa exegese está em Mc 2:18- donde encontramos verdades relacionadas à prática do jejum, o texto está em uma parte do evangelho de Marcos (Mc 2: 1-3: 6) que contém narrativas que tratam da controvérsia de Jesus com os escribas e os fariseus.
Pode ser encontrado em dois outros evangelhos, Mt 9:14-17 e Lc 5:33-39, é importante sabermos o significado da palavra jejum e o que a prática do jejum representava nos tempos bíblicos.

A palavra jejum é originária do vocábulo hebraico “tsôm”, esse termo é freqüentemente associado a “pranto, luto e a mortificar-se” e no original grego “nêsteuo” que está associado a não comer e abster-se de comida. As formas e os propósitos do jejum eram numerosos, podendo ser praticado com abstinência total ou parcial de alimentos e estando geralmente ligado a orações.

Na lei mosaica conhece-se apenas um dia de jejum obrigatório para todos, e que se repetia anualmente, o dia de expiação. Porém, depois da destruição do reino de Judá (587 a.C.), foram determinados outros dias no ano para a prática do jejum. Acrescentados ao calendário nacional, no período pós-exílio, um dia de jejum nos meses quatro, quinto, sétimo e décimo (Zc 7: 3,5; 8:19), para relembrar esta catástrofe nacional.

Praticava-se em Israel como preparativo para uma comunhão plena com Deus (Êx 34:28; Dt 9:9; Dn 9:3).
Era praticado pelo indivíduo que se sentia oprimido (2 Sm12: 16-23; 1 Re 21: 27; Sl 35: 13; 64:10).
Era praticado pela nação quando em perigos iminentes de guerra e destruição (Jz 20:26; 2 Cr 20:3; Et 4:16; Jn 3: 4-10; Jz 4: 9-13),
durante uma praga de gafanhotos (Jl caps. 1 e 2), para trazer sucesso ao retorno dos exilados (Ed 8: 21-23), como rito de expiação (Ne 9: 1), e, finalmente, em conexção com o luto pelos mortos (Jr 14: 11-12).

Mais informações sobre a prática do jejum, ver R. Loird, Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento (DITAT), (São Paulo: Editora Vida Nova, 1998), 1272, 1273.

Na época neotestamentária o conceito de jejum já havia sofrido uma despersonalização e esvaziamento, além dos líderes incluírem a depreciação física como poder efetivo para a devoção, (ascetismo, ou rigor ascetico) ou seja, o jejum passou a ser algo de cunho externo, diferente do objetivo ideal, humilhar-se diante de Deus.

Nos tempos de Cristo os judeus mais estritos jejuavam dois dias por semana. Os judeus piedosos costumavam jejuar todas as segundas e quintas-feira (ver Lucas 18: 12). Dados indicam que havia outros que costumavam jejuar com maior frequência ainda.

O nosso texto começa com o termo “Ora” (v. 18) que no grego é kai uma conjunção continuativa, isso implica dizer que a perícope anterior (vv. 13-17) merece ser analisada também para termos uma interpretação mais segura.

O seu contexto fala de um banquete que Levi Mateus havia dedicado a Jesus. Mateus trabalhava na coletoria, e havia recentemente recebido o chamado para servir ao evangelho, ou seja, ele era um ex-publicano (v. 14), por isso estava imensamente grato a seu Senhor. Jesus então não hesitou em aceitar o seu ato de gratidão.

Na festa em que Levi Mateus dedicou a Jesus havia um grande número de pessoas (v.15), muitos de reputação duvidosa, como por exemplo, seus antigos amigos publicanos.

O verso 16 mostra que os fariseus viram, o fato de Jesus estar em um banquete, uma oportunidade para acusá-Lo e causar uma divisão entre Ele e os Seus discípulos.

Jesus então da uma resposta aos Seus inquiridores (v. 17), diante disto os fariseus ficaram ainda mais decididos em acusá-Lo, foram então buscar apoio nos discípulos de João Batista.

Os discípulos de João estavam na época em grande aflição, o seu líder estava no cárcere (ver Mt 14:3). E por isso tinham razão para estarem jejuando.

Os fariseus estavam ao lado dos discípulos de João nas observâncias cerimoniais e nos rituais. Pois o verso afirma que havia duas classes de inquiridores, “os discípulos de João e o dos fariseu”’ e que a pergunta foi proferida por um outro grupo desconhecido, “alguns”. Já em Mt 9: 14 a declaração é clara, e indica os discípulos de João como sendo os inquiridores, o texto diz: “Vieram depois os discípulos de João”.

Aqui entramos no texto principal para estudo (vv. 18-22). De início o verso 18 apresenta aparentemente um problema sinótico. Mas este problema pode ser resolvido simplesmente observando a resposta que Jesus dá a eles (ver Mc 2:19), se bem que Ele responde com uma outra pergunta.

Na sociedade judaica, havia um método de estudar bastante usado entre eles, este tinha o objetivo de convidar o aluno a resolver por si mesmo algum problema, e quando o mestre era interpelado com uma pergunta ele respondia com mais uma pergunta ao problema que lhe fora apresentado.

Em Sua resposta, Jesus usa a figura do casamento, e o casamento era uma figura bem comum para os discípulos de João, porque quando João foi interrogado por seus discípulos a respeito do ministério de Cristo e o crescimento de Sua popularidade como sendo uma ameaça, ele havia usado também a figura do casamento, e se identificado como “amigo do noivo” (ver Jo 3: 29 e 30) e isso ainda era bem nítido aos seus discípulos.

Quando Jesus faz alusão ao casamento, Ele também expressa o nível de relacionamento Dele com os seus discípulos, Ele pergunta: “Podem, porventura jejuar os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles?” (v. 19). Referindose aos Seus discípulos Ele troca o termo “amigo do noivo” usado por João Batista, para “filhos do noivo”. Jesus intensifica o nível de relacionamento Dele com os Seus discípulos.

Dentre os amigos que eram convidados havia um que ficava responsável pela organização e atuava como mestre de cerimônia, este permanecia todo o tempo ao lado do noivo, regozijando-se também. O pedido de casamento e os arranjos necessários para a cerimônia eram feitos por este representante da família do noivo (para o casamento de Isaque, Eliezer, servo de Abraão, funcionou como o agente casamenteiro).
Nos dias do Novo Testamento, o “amigo do noivo” se ocupava desta função. O termo grego que é interpretado como “convidado” é huioi que pode ser traduzido por “filhos” sendo huioi tou numphonos “filhos do noivo”.

No grego temos duas palavras para filho, são elas: tecnón, que é aplicado para criança, filho – 1. literalmente vemos em Mt 7: 11; Mc 13: 12; Lc 1: 7; 15: 31; At 7: 5; 1 Co 7: 14; 2 Co 12: 14; Cl 3: 20; Ap 12: 4 e 5. , genericamente a descendente, posteridade vemos em Mt 2:18; 27: 25; At 2: 39; 13: 33; Rm 9: 8a. huioi. – No sentido usual é filho. Ver em Mt 1: 21; Mc 6: 3; Lc 15: 11; At 13: 21; Gl 4: 30. De alguém que é aceito ou adotado como filho ver em Jo 19: 26; At 7: 21.
Os convidados das duas partes eram chamados “filhos das bodas”.

O casamento era uma festa de muita alegria, e praticar o jejum em dias de festa de casamento seria algo ilógico.

Havia regras rabinas que dispensava os judeus de todos os deveres religiosos durante os período de festa de casamento, inclusive da
prática do jejum, isso para que a alegria na festa não fosse diminuída.


O Antigo Testamento freqüentemente utiliza o casamento como metáfora do relacionamento entre Deus (o noivo) e Israel (a noiva), ver Os 2: 21. No Novo Testamento, a imagem do Noivo é transferida para Cristo e a Noiva para a Igreja (Mt 9: 15; Jo 3: 29; 2 Co 11: 2; Ef 5: 23, 24, 32; Ap 19: 7; 21: 2, 9; 22: 17).

A questão é que os discípulos de Jesus não tinham motivos, razão, para jejuar. A presença de Jesus é tão importante que ela também pode dispensar os Seus discípulos da obrigação do jejum, o Noivo estava presente, o Líder estava em plena comunhão com eles, não era esse o tempo de jejuarem, mas Cristo também afirma (v. 20), pela primeira vez em forma pública, que quando o Noivo fosse “tirado”, mais de um ano antes, havia dito em particular a Nicodemos que seria levantado (Jo 3: 14).

Normalmente os convidados deixam o noivo após a festa, porém neste caso a festa seria interrompida, pois o Noivo seria tirado, o termo “tirado” implica uma remoção violenta, quando vissem Jesus morto se afligiriam e jejuariam, o termo grego para a palavra “tirado” é apartê que indica uma separação a força e penosa, aí sim seus discípulos teriam razão para jejuarem.

Quando Jesus afirmou que um dia seria tirado do convívio dos Seus discípulos, Ele assim estava se referindo à Sua morte na cruz, que também fazia parte da Sua missão e a Sua ressurreição como o término da angústia dos discípulos, a aflição dos discípulos de Cristo não duraria muito tempo, uma vez que seu Senhor ressuscitaria ao terceiro dia e a tristeza deles se converteria em alegria como nos diz Jo 16:19-20.

Os versos 21 e 22 inauguram a segunda parte da resposta de Cristo aos fariseus, atingindo o núcleo da questão levantada, o conflito entre o “novo” e o “velho”.

Jesus então faz uso de duas parábolas. Estas pequeninas parábolas manifestam ainda o mesmo sentimento de novidade absoluta trazida pelo reino de Deus. A conexão destas duas parábolas sem dúvida teve algo a ver com as muitas contrariedades de Jesus com as autoridades religiosas acerca das tradições ou "costumes de homens introduzidos como verdade".

As parábolas eram referentes a remendo novo costurado em vestes velhas (uma roupa velha que já perdeu a sua elasticidade ao receber um remendo de pano novo, uma vez sendo mais flexível, se rompe deixando a rutura ainda maior) e vinho novo posto em odres velhos.

O odre é um recipiente de couro, uma vez estando velho o couro endurece e fica sem elasticidade, e se rompe caso coloque dentro dele vinho sem ter passado pelo processo de fermentação.
A resposta de Jesus era oportuna, pois os discípulos de João observavam muitas das formas ritualísticas prescritas pelos rabis e esperavam mesmo serem justificados por elas, eles misturavam a mensagem de seu mestre Batista com o ritualismo dos fariseus, a mensagem de Jesus era revolucionária, não era uma mera reforma do judaísmo.

Assim Jesus adverte também a Seus discípulos para não mesclar a velha religião da salvação pelas obras pregada pelos fariseus, com o evangelho da salvação pela graça somente que Ele pregava.

Há duas verdades importantes na experiência de Cristo, quando interrogado no banquete da casa de Levi, que servem para nós hoje.

“O espírito do verdadeiro jejum e oração é o espírito que rende a Deus mente, coração e vontade”.

“Jejuar e orar quando imbuídos de um espírito de justificação própria, é uma abominação aos olhos de Deus”.

O verdadeiro jejum é um espírito de entrega e não de barganha com Deus.


A verdade é que Jesus mesmo estando em um banquete praticava em essência o verdadeiro jejum. Entendemos isso quando vemos a essência do jejum descrita em Is 58:6. O texto diz: “Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras das servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo.”

E Jesus estava entre pecadores pregando as boas novas de salvação (do pecado e da morte).

Não em ociosas lamentações, em simples humilhação do corpo e multidão de sacrifícios.

O verdadeiro espírito de devoção, mas revela-se na entrega do próprio eu em voluntário serviço para Deus e o homem”.

Como podemos ver, o jejum é considerado autêntico, quando praticado em espírito de entrega, assim fazendo estaremos mais receptivos para receber as bênçãos gratuitas de Deus.

Não devemos fazer do jejum um ato meritório, ou seja, para alcançar os favores de Deus, isso é mesclar as boas novas do evangelho com o formalismo do judaísmo antigo.
"Muitos fazem da religião um negócio. Vão à igreja para obterem proteção que os livre do sofrimento. Na sua concepção, Deus é um grão-senhor a quem se adula para conseguir graças. Toma lá, dá cá."
(E. Percy Ellis)

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sexta-feira, 24 de abril de 2009

ENTRE HEREGES, TRADICIONALISTAS E RELIGIOSOS

Os discípulos de Jesus jejuavam? E hoje jejuam?

Não espero muitos comentários, pois como já disse, esse é um assunto bastante controverso, com inúmeras interpretações (a maioria particular) visando um fim em si mesmo. Alguns pensam até que Deus se agrada enormemente desse (que alguns chamam de) “sacrifício”.

Sera que Mateus 9:14-20, Isaias 58, Zacarias 7 citam algo a respeito disso?

Já presenciei (e tenho até gravado em áudio) um pastor líder de congregação, convertido a uns vinte e seis anos atrás, afirmando ”A bíblia não fala como, mas eu aprendi assim, que o jejum começa a meia noite e vai até o meio dia...., a bíblia não tem, mas me ensinaram assim”.

O interessante é que ele não questionou, quando ensinaram assim,mas se alguém questiona-lo quanto a esse ensinamento “maravilhoso”, vira persona non grata, filho do demo, causador de intriga, etc, etc.

Devemos seguir ensinamentos particulares e costumes, sem nenhuma base biblica?

As passagens bíblicas citadas, se alguns pudessem, arrancariam de suas bíblias (e das dos outros também).

Em textos por exemplo Zc 7, onde Deus faz uma pergunta interessantíssima sobre o povo achar que por vários anos eles jejuavam para Ele.
Deus pergunta e quando vocês comeram e beberam nesses setenta anos vocês comeram e beberam para quem? Não foi pra vocês mesmos?

No blog do Pr. Roberto (muito bom por sinal) Point Rhema tem um artigo “Porque alguns demônios so saem com oração e jejum” e deixei la dois comentários bem amplos sobre o assunto.

Mt 9:17 Ninguém põe vinho novo em odres velhos. Se alguém fizer isso, os odres rebentam, o vinho se perde, e os odres ficam estragados. Pelo contrário, o vinho novo é posto em odres novos, e assim não se perdem nem os odres nem o vinho.

Pedaço de pano novo em vestido velho e vinho novo em odres velhos. Jesus mudou de profissão? Virou alfaiate? Está agora fabricando vinho?

Sem duvida nenhuma afirmo que pano novo e vinho novo é o Espírito Santo, que nos guia em toda a verdade, e ninguém poderá nos dar receita alguma.

João 16- Ele nos direcionará em toda a verdade e o que teremos e deveremos fazer.João 16:13 quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir.

Minha conclusão é BITOLA RELIGIOSA, COSTUME, TRADICOES HUMANAS, MENTES CAUTERIZADAS, e neste processo vale tudo, ate torcer os textos sagrados para encaixar pratica religiosa.

Pb. Gilson
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