terça-feira, 16 de junho de 2009

CRENTE TEM MEDO E PAVOR DA MORTE?

Quando o cristão genuíno sofre, com uma doença terminal, ou em perigo de morte iminente, ele deve continuar crendo em Deus pela sua palavra, em suas promessas (contidas nessa mesma palavra).
Não deve se desesperar (ficar com medo, perder as esperanças).

Nossa fé deve ser inabalável, e não podemos ficar recorrendo a mandingas santas, ou formulas mágicas, seja de que espécie for.

E se morrer? Ora, pois, ele ira para Deus.
Devemos saber quem de fato é o nosso dono.

O maior contraste hoje nas igrejas que pregam so vitórias, é que muitos lideres esquecem que o mundo jaz no maligno e que o crente apesar de ser guardado do mal, ainda esta sujeito a acidentes, doenças, problemas financeiros e outros e principalmente morte física.

Tive um colega que estava internado no CTI do Hospital da Forca aérea (HFAG). Todos os parentes e amigos já o haviam visitado. O medico já havia retirado as esperanças de todos, dizendo que a morte viria, seria so uma questão de tempo.
Haviam duas semanas que estava ali internado recebendo enormes quantidades de plaquetas, havia contraído uma meningite de alto grau.
O horário de visitas estava terminando, e fui o ultimo a colocar o jaleco para ir vê-lo. Ao entrar, um sobrinho dele saiu rapidamente chorando muito.

Fiquei ao lado do leito, observando tudo. Aparelhos iluminados ao redor monitorando os sinais de vida, tubos de oxigênio, e ali deitado, o colega muito chegado. Falei com ele (tenho certeza que me escutava). Comecei a orar por ele entregando tudo a Deus e a Sua vontade.
Coloquei as mãos sobre ele e disse: Senhor, sei que sua resposta pode se constituir em Sim, Não, ou espera. Se for Sim, Senhor, que ele fique curado agora e se levante. Se for qualquer uma das outras, ficarei sabendo. Despedi-me, e quando cruzei a porta do quarto, os aparelhos dispararam em vários apitos.

Enfermeiras vieram correndo e ao entrarem constataram a morte dele e o desligamento dos aparelhos. A resposta de Deus foi não. E ele foi para Deus.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Igreja xiita



Igreja xiita! Sim, xiita e preconceituosa, que ensina os crentes que a santidade está em abandonar a calça jeans e usar uma saia comprida até na canela; que mente aos homens dizendo que jogar futebol é coisa do diabo, e onde o pecado é definido e redefinido segundo o achômetro do pastor.

Tenho muita pena dos membros dessas igrejas, pois sei que no final de tudo eles são vítimas. São vítimas de uma liderança farisaica que se encerra dentro de um caixote, e de líderes avestruzes que enfiam a cabeça na terra para não enxergar o que acontece no mundo. Avestruzes que não assistem televisão, mas vivem pendurados na internet.

Avestruzes desinformados que enfiam a cabeça na terra e não vêem a real necessidade do mundo! Avestruzes que falam de missões, mas a missão que eles conhecem não vai mais longe do que o famigerado congresso do Balneário Camboriú. Avestruzes que enfiam a cabeça na terra e depois reclamam quando alguém mete bala no seu rabo (*).

“Ai!!! Quem foi que atirou no meu rabo?”. Como é que o avestruz vai saber? Ele estava com a cabeça dentro do buraco e não viu quando, por causa desses extremismos, o mundo começou a zombar de nós. E quando, por causa da sem vergonhice gospel, a globo começa a falar mal dos crentes, o avestruz reclama, diz que é perseguição da mídia... Pobre avestruz.

As vezes me pergunto o que aconteceria se Jesus viesse hoje à terra, da mesma forma que há 2 mil anos atrás. O que aconteceria se os crentes evangélicos vissem Jesus comendo na casa de político corrupto, ou conversando com a “Bruna surfistinha” sozinho no banco da praça? O que fariam os nossos tradicionais irmãos, aqueles dos “bons costumes”, se vissem uma mulher de calça jeans e brinco de argola, acariciando os pés de Jesus, beijando e enxugando-os com seu cabelo. O que faria essa gente quando Jesus proferisse seu famoso discurso de Mateus 23, e bradasse em alto e bom som:

“Ai de vós, hipócritas, que limpais o exterior do copo e do prato, mas no interior estão cheio de rapina e de iniquidade”“

Ai de vós, hipócritas! Que parecem com sepulcros caiados, que por fora se mostram belos, mas por dentro estão cheios de podridão!”

“Guias cegos! Vocês coam os mosquitos e comem camelos”. Preocupam-se tanto com vestimentas, mas pregam heresias!

“Ai de vós, tradicionalistas hipócritas! Porque cruzam o céu em avião para fazer novos convertidos (missionários?); mas depois que ganham essa alma, fazem dele um filho do inferno, duas vezes mais preconceituoso e xiita que vocês!”

E na minha imaginação, vejo-os fazendo exatamente o que fizeram à 2 mil anos atrás: julgando, condenado e crucificando novamente o Filho de Deus!
***

(*) – Apenas à guisa de esclarecimento: o uso da palavra rabo no referido contexto, não é uma expressão desrespeitosa, ou um palavrão. Lembre-se que esta palavra foi usada no contexto do mundo animal, e animais não têm nádegas, têm rabo mesmo.

Leia também no Púlpito Cristão

quarta-feira, 3 de junho de 2009

SERÁ QUE OS FARISEUS ESTAO EXTINTOS?


O texto da nossa exegese está em Mc 2:18- donde encontramos verdades relacionadas à prática do jejum, o texto está em uma parte do evangelho de Marcos (Mc 2: 1-3: 6) que contém narrativas que tratam da controvérsia de Jesus com os escribas e os fariseus.
Pode ser encontrado em dois outros evangelhos, Mt 9:14-17 e Lc 5:33-39, é importante sabermos o significado da palavra jejum e o que a prática do jejum representava nos tempos bíblicos.

A palavra jejum é originária do vocábulo hebraico “tsôm”, esse termo é freqüentemente associado a “pranto, luto e a mortificar-se” e no original grego “nêsteuo” que está associado a não comer e abster-se de comida. As formas e os propósitos do jejum eram numerosos, podendo ser praticado com abstinência total ou parcial de alimentos e estando geralmente ligado a orações.

Na lei mosaica conhece-se apenas um dia de jejum obrigatório para todos, e que se repetia anualmente, o dia de expiação. Porém, depois da destruição do reino de Judá (587 a.C.), foram determinados outros dias no ano para a prática do jejum. Acrescentados ao calendário nacional, no período pós-exílio, um dia de jejum nos meses quatro, quinto, sétimo e décimo (Zc 7: 3,5; 8:19), para relembrar esta catástrofe nacional.

Praticava-se em Israel como preparativo para uma comunhão plena com Deus (Êx 34:28; Dt 9:9; Dn 9:3).
Era praticado pelo indivíduo que se sentia oprimido (2 Sm12: 16-23; 1 Re 21: 27; Sl 35: 13; 64:10).
Era praticado pela nação quando em perigos iminentes de guerra e destruição (Jz 20:26; 2 Cr 20:3; Et 4:16; Jn 3: 4-10; Jz 4: 9-13),
durante uma praga de gafanhotos (Jl caps. 1 e 2), para trazer sucesso ao retorno dos exilados (Ed 8: 21-23), como rito de expiação (Ne 9: 1), e, finalmente, em conexção com o luto pelos mortos (Jr 14: 11-12).

Mais informações sobre a prática do jejum, ver R. Loird, Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento (DITAT), (São Paulo: Editora Vida Nova, 1998), 1272, 1273.

Na época neotestamentária o conceito de jejum já havia sofrido uma despersonalização e esvaziamento, além dos líderes incluírem a depreciação física como poder efetivo para a devoção, (ascetismo, ou rigor ascetico) ou seja, o jejum passou a ser algo de cunho externo, diferente do objetivo ideal, humilhar-se diante de Deus.

Nos tempos de Cristo os judeus mais estritos jejuavam dois dias por semana. Os judeus piedosos costumavam jejuar todas as segundas e quintas-feira (ver Lucas 18: 12). Dados indicam que havia outros que costumavam jejuar com maior frequência ainda.

O nosso texto começa com o termo “Ora” (v. 18) que no grego é kai uma conjunção continuativa, isso implica dizer que a perícope anterior (vv. 13-17) merece ser analisada também para termos uma interpretação mais segura.

O seu contexto fala de um banquete que Levi Mateus havia dedicado a Jesus. Mateus trabalhava na coletoria, e havia recentemente recebido o chamado para servir ao evangelho, ou seja, ele era um ex-publicano (v. 14), por isso estava imensamente grato a seu Senhor. Jesus então não hesitou em aceitar o seu ato de gratidão.

Na festa em que Levi Mateus dedicou a Jesus havia um grande número de pessoas (v.15), muitos de reputação duvidosa, como por exemplo, seus antigos amigos publicanos.

O verso 16 mostra que os fariseus viram, o fato de Jesus estar em um banquete, uma oportunidade para acusá-Lo e causar uma divisão entre Ele e os Seus discípulos.

Jesus então da uma resposta aos Seus inquiridores (v. 17), diante disto os fariseus ficaram ainda mais decididos em acusá-Lo, foram então buscar apoio nos discípulos de João Batista.

Os discípulos de João estavam na época em grande aflição, o seu líder estava no cárcere (ver Mt 14:3). E por isso tinham razão para estarem jejuando.

Os fariseus estavam ao lado dos discípulos de João nas observâncias cerimoniais e nos rituais. Pois o verso afirma que havia duas classes de inquiridores, “os discípulos de João e o dos fariseu”’ e que a pergunta foi proferida por um outro grupo desconhecido, “alguns”. Já em Mt 9: 14 a declaração é clara, e indica os discípulos de João como sendo os inquiridores, o texto diz: “Vieram depois os discípulos de João”.

Aqui entramos no texto principal para estudo (vv. 18-22). De início o verso 18 apresenta aparentemente um problema sinótico. Mas este problema pode ser resolvido simplesmente observando a resposta que Jesus dá a eles (ver Mc 2:19), se bem que Ele responde com uma outra pergunta.

Na sociedade judaica, havia um método de estudar bastante usado entre eles, este tinha o objetivo de convidar o aluno a resolver por si mesmo algum problema, e quando o mestre era interpelado com uma pergunta ele respondia com mais uma pergunta ao problema que lhe fora apresentado.

Em Sua resposta, Jesus usa a figura do casamento, e o casamento era uma figura bem comum para os discípulos de João, porque quando João foi interrogado por seus discípulos a respeito do ministério de Cristo e o crescimento de Sua popularidade como sendo uma ameaça, ele havia usado também a figura do casamento, e se identificado como “amigo do noivo” (ver Jo 3: 29 e 30) e isso ainda era bem nítido aos seus discípulos.

Quando Jesus faz alusão ao casamento, Ele também expressa o nível de relacionamento Dele com os seus discípulos, Ele pergunta: “Podem, porventura jejuar os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles?” (v. 19). Referindose aos Seus discípulos Ele troca o termo “amigo do noivo” usado por João Batista, para “filhos do noivo”. Jesus intensifica o nível de relacionamento Dele com os Seus discípulos.

Dentre os amigos que eram convidados havia um que ficava responsável pela organização e atuava como mestre de cerimônia, este permanecia todo o tempo ao lado do noivo, regozijando-se também. O pedido de casamento e os arranjos necessários para a cerimônia eram feitos por este representante da família do noivo (para o casamento de Isaque, Eliezer, servo de Abraão, funcionou como o agente casamenteiro).
Nos dias do Novo Testamento, o “amigo do noivo” se ocupava desta função. O termo grego que é interpretado como “convidado” é huioi que pode ser traduzido por “filhos” sendo huioi tou numphonos “filhos do noivo”.

No grego temos duas palavras para filho, são elas: tecnón, que é aplicado para criança, filho – 1. literalmente vemos em Mt 7: 11; Mc 13: 12; Lc 1: 7; 15: 31; At 7: 5; 1 Co 7: 14; 2 Co 12: 14; Cl 3: 20; Ap 12: 4 e 5. , genericamente a descendente, posteridade vemos em Mt 2:18; 27: 25; At 2: 39; 13: 33; Rm 9: 8a. huioi. – No sentido usual é filho. Ver em Mt 1: 21; Mc 6: 3; Lc 15: 11; At 13: 21; Gl 4: 30. De alguém que é aceito ou adotado como filho ver em Jo 19: 26; At 7: 21.
Os convidados das duas partes eram chamados “filhos das bodas”.

O casamento era uma festa de muita alegria, e praticar o jejum em dias de festa de casamento seria algo ilógico.

Havia regras rabinas que dispensava os judeus de todos os deveres religiosos durante os período de festa de casamento, inclusive da
prática do jejum, isso para que a alegria na festa não fosse diminuída.


O Antigo Testamento freqüentemente utiliza o casamento como metáfora do relacionamento entre Deus (o noivo) e Israel (a noiva), ver Os 2: 21. No Novo Testamento, a imagem do Noivo é transferida para Cristo e a Noiva para a Igreja (Mt 9: 15; Jo 3: 29; 2 Co 11: 2; Ef 5: 23, 24, 32; Ap 19: 7; 21: 2, 9; 22: 17).

A questão é que os discípulos de Jesus não tinham motivos, razão, para jejuar. A presença de Jesus é tão importante que ela também pode dispensar os Seus discípulos da obrigação do jejum, o Noivo estava presente, o Líder estava em plena comunhão com eles, não era esse o tempo de jejuarem, mas Cristo também afirma (v. 20), pela primeira vez em forma pública, que quando o Noivo fosse “tirado”, mais de um ano antes, havia dito em particular a Nicodemos que seria levantado (Jo 3: 14).

Normalmente os convidados deixam o noivo após a festa, porém neste caso a festa seria interrompida, pois o Noivo seria tirado, o termo “tirado” implica uma remoção violenta, quando vissem Jesus morto se afligiriam e jejuariam, o termo grego para a palavra “tirado” é apartê que indica uma separação a força e penosa, aí sim seus discípulos teriam razão para jejuarem.

Quando Jesus afirmou que um dia seria tirado do convívio dos Seus discípulos, Ele assim estava se referindo à Sua morte na cruz, que também fazia parte da Sua missão e a Sua ressurreição como o término da angústia dos discípulos, a aflição dos discípulos de Cristo não duraria muito tempo, uma vez que seu Senhor ressuscitaria ao terceiro dia e a tristeza deles se converteria em alegria como nos diz Jo 16:19-20.

Os versos 21 e 22 inauguram a segunda parte da resposta de Cristo aos fariseus, atingindo o núcleo da questão levantada, o conflito entre o “novo” e o “velho”.

Jesus então faz uso de duas parábolas. Estas pequeninas parábolas manifestam ainda o mesmo sentimento de novidade absoluta trazida pelo reino de Deus. A conexão destas duas parábolas sem dúvida teve algo a ver com as muitas contrariedades de Jesus com as autoridades religiosas acerca das tradições ou "costumes de homens introduzidos como verdade".

As parábolas eram referentes a remendo novo costurado em vestes velhas (uma roupa velha que já perdeu a sua elasticidade ao receber um remendo de pano novo, uma vez sendo mais flexível, se rompe deixando a rutura ainda maior) e vinho novo posto em odres velhos.

O odre é um recipiente de couro, uma vez estando velho o couro endurece e fica sem elasticidade, e se rompe caso coloque dentro dele vinho sem ter passado pelo processo de fermentação.
A resposta de Jesus era oportuna, pois os discípulos de João observavam muitas das formas ritualísticas prescritas pelos rabis e esperavam mesmo serem justificados por elas, eles misturavam a mensagem de seu mestre Batista com o ritualismo dos fariseus, a mensagem de Jesus era revolucionária, não era uma mera reforma do judaísmo.

Assim Jesus adverte também a Seus discípulos para não mesclar a velha religião da salvação pelas obras pregada pelos fariseus, com o evangelho da salvação pela graça somente que Ele pregava.

Há duas verdades importantes na experiência de Cristo, quando interrogado no banquete da casa de Levi, que servem para nós hoje.

“O espírito do verdadeiro jejum e oração é o espírito que rende a Deus mente, coração e vontade”.

“Jejuar e orar quando imbuídos de um espírito de justificação própria, é uma abominação aos olhos de Deus”.

O verdadeiro jejum é um espírito de entrega e não de barganha com Deus.


A verdade é que Jesus mesmo estando em um banquete praticava em essência o verdadeiro jejum. Entendemos isso quando vemos a essência do jejum descrita em Is 58:6. O texto diz: “Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras das servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo.”

E Jesus estava entre pecadores pregando as boas novas de salvação (do pecado e da morte).

Não em ociosas lamentações, em simples humilhação do corpo e multidão de sacrifícios.

O verdadeiro espírito de devoção, mas revela-se na entrega do próprio eu em voluntário serviço para Deus e o homem”.

Como podemos ver, o jejum é considerado autêntico, quando praticado em espírito de entrega, assim fazendo estaremos mais receptivos para receber as bênçãos gratuitas de Deus.

Não devemos fazer do jejum um ato meritório, ou seja, para alcançar os favores de Deus, isso é mesclar as boas novas do evangelho com o formalismo do judaísmo antigo.
"Muitos fazem da religião um negócio. Vão à igreja para obterem proteção que os livre do sofrimento. Na sua concepção, Deus é um grão-senhor a quem se adula para conseguir graças. Toma lá, dá cá."
(E. Percy Ellis)

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sábado, 30 de maio de 2009

SERÁ QUE KARL MARX TINHA RAZÃO?


Houve um sociólogo que disse que religião era o ópio do povo. Muita gente até poucos anos discordava de tal afirmação, até que começaram a acontecer umas doideiras nos meios evangélicos.
Se fosse só doideiras seria até razoável. O problema alastrou-se como vírus supercontagioso que foi sofrendo mutações. Com o passar afetou a pregação do evangelho de uma forma assombrosa.

Hoje é raro estar em um culto onde não se houve uma confissão positiva, ordem aos anjos, a Deus (como realizar algo), incentivo a sacrifícios para alcançar o favor divino (principalmente ofertas e dízimos), auto-ajuda em vez de ajuda do alto, distorções flagrantes no texto (interpretação particular) e pasmem, até mudança de palavras para provar doutrina particular e “costume denominacional adquirido”.
Se isto tudo não for sintoma de quem esta dopado e totalmente alienado da verdade então não sei o que é.

A fé hoje é tomada como se fosse um ato de clonagem espiritual de algum personagem biblico com distorção de interpretação.
Ao fazerem isso jogam por terra todas as PROMESSAS da Palavra (que se tornam realidade para os que crêem) e geram uma anti-fé e decepção em quem vai atrás disso.

Exemplo: Alguns bitolados religiosos, sem entendimento das Escrituras e nem do Poder de Deus, receitam que haverá uma cura de uma pessoa com uma doença gravíssima (como o cancer ou aids) so se a igreja fizer um “jejum” em “prol” do doente, e ainda acrescenta, “tem hora, irmãos que não adianta so orar, temos também que fazer um jejum, so assim Deus vai ouvir”. Isso me parece querer colocar Deus contra a parede e pior, anular a promessa do proprio Jesus de que seremos atendidos em oração. Ev. Jo 16.

Pergunto: de onde saiu isto? De que parte do NT ou VT saiu essa pérola?
A resposta que obtive foi a seguinte: “Ora, irmão. Davi não jejuou para seu filho ser curado, e foram sete dias!”.

Vê-se, nesta resposta simples, varias distorções causadas por interpretação particular. Primeiro isola-se a “doença” do menino como se fosse algo do cotidiano ou um andaço, como dizem no nordeste e não uma conseqüência direta do adultério de Davi. Também se isola Davi no ato sem nenhuma responsabilidade pessoal com o fato.

O pior nessa “ue-mentiuleutica”: fica terminantemente proibido falar no adultério cometido por Davi, se não toda a casa cai, e o povo, mesmo que alienado, vê que o remédio receitado é um tanto estranho para o caso em questão. O pior ainda é omitir de forma categórica, que, passssmeeemmm, o menino morreu apos sete dias do inicio do mal (enviado por Deus).
Imaginem o que acontece na mente do doente em face disso.

Ate o sete é imitado. So vale campanha de for de sete (qualquer coisa).
A interpretação (por clonagem) é sofrível, pois se entende que Davi tentou um numero mágico, quando em realidade, os sete dias foram da agonia do menino até sua morte, ao termino dos quais Davi encerra o jejum e pede comida imediatamente. Contradizendo ai, um costume de época que era jejuar quando alguém muito chegado ou parente morria. Vide morte de Saul e Jonatas, quando Davi e seus valentes jejuaram (2Sm 1).

Vamos tambem ordenar um jejum quando algum irmão morrer?

Outras clonagens de método e dias são exemplificadas pelos bitolados religiosos, que querem transformar o ato de jejuar em mágica e com isso obter obrigação divina em atende-los por causa do “sacrifício feito” pensando agradar enormemente a Deus.

Os 40 dias de Moises no monte e os 40 dias de Jesus no deserto são citados varias vezes como um exemplo a ser seguido.
Nunca vi nas escrituras nada nesse sentido, nenhuma exigência de Moises ou Jesus dizendo: fazei também assim como eu fiz!
Não li também que Jesus ao ir para o deserto (guiado pelo Espírito Santo) pedir a João Batista, segura ai pra mim, pois vou ao deserto jejuar por 40 dias.
Não houve planejamento, nem out-doors de nenhum deles, nem de Jesus, de Moises, ou de Elias e Daniel. Foi uma situação dinâmica de relação direta e intima com Deus, sem planejamento de resultados (barganha) ou de dolo espiritual.

Engraçado é que Jesus andou em cima da água sem afundar e ninguém fala em imita-lo ou mesmo tenta imita-lo nesse ato. E a ressurreição de mortos, não vejo ninguém tentando imita-lo nisso, cura de aleijados, cegos, etc. Principalmente pregar a verdade e não ter o "rabo preso" a costumes denominacionais com interpretação particular.

Onde se encaixa a Graça de Deus nesse "jejum para não sei o que"?

Parece haver nesse ponto uma cegueira geral, ninguém contesta o método. Ninguém diz, espera um pouco, e as promessas de Jesus, confirmadas pelos que creram nos tempos apostólicos, doentes curados pelo nome de Jesus (Mc 16:15), mortos sendo ressuscitados, demônios expulsos, aleijados restaurados e principalmente vidas restauradas (como a mulher samaritana) todos pela fé na pessoa de Jesus, baseados em suas palavras (promessas cumpridas).
Não consigo ver nenhuma campanha de jejum para obterem nada de Deus, principalmente cura.

Jesus fez alguma campanha de jejum com seus discipulos? Quando? Onde?
Uma vez Jesus quis orar com eles, mas por duas vezes os achou dormindo ao inves de orar.

Pedro quando preso, para ser executado, não houve nenhum jejum da igreja em Jerusalém, e a coisa era seria, pois Tiago havia sido morto a espada e Pedro,como se diz na gíria, “era a bola da vez”.

Houve continua oração, e mesmo nesse ato de fé, quando Pedro foi milagrosamente solto, e bateu a porta, foi difícil crerem, ou seja parece que a fé estava meio misturada.

Os costumes evangélicos atuais e sua continuidade (aprendizado dos novos crentes) geram varias distorções no evangelho. É como aquele dito: quem conta aumenta o conto. No caso evangélico é: quem prega distorce um tanto ou um tanto quanto.

Jesus tem um debate acalorado sobre essa situação com os fariseus, e Ele cita textualmente que por causa de vossas tradições vos tendes invalidado a Palavra de Deus, ou os mandamentos de Deus. Mt 15.

Não será isto que esta acontecendo? No meio evangélico, crê-se que heresia é “atirar pedra na cruz de Jesus”, de maneira nenhuma isto é verdade. 1Co 11:19.

A definição para heresia em dicionário bíblico é interpretação particular, movida por vários sintomas, que pode ser cultural ou tradicional, falta de conhecimento (errais por não conhecer as escrituras nem o poder de Deus), ma fé, conveniência, etc.
Falso ensinamento, aquele que prejudica a fé de certos fiéis e também causa facções distintas dentro da igreja. (I corintios 11:19 - ceia do Senhor).
“Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema” (Gálatas 1.8,9)

Tem gente que ouviu que o galo cantou, mas não sabe onde. Outros sabem onde, mas não sabem porque quando ele canta, fecha os olhinhos.

A resposta é: Ele sabe a letra de cor.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

QUANTO AO USO DOS DONS ESPIRITUAIS.

PRECAUÇÕES QUANTO AO USO.
1. Em primeiro lugar, tenhamos cuidado com o que a Bíblia afirma e não acrescentemos nada ao que ela não afirma. É incorreto mencionar dom de expulsar demônios, dom de visão, dom de cantar, etc., porque a Bíblia jamais os menciona.

2. Os dons não são de nossa propriedade. O fruto do Espírito permanece conosco e em nós, mas os dons são MANIFESTADOS para a ocasião em que se fazem necessários. Os dons não são nossos, são do Espírito Santo.

3. Os dons não são um atestado de santidade. A Bíblia não diz PELOS DONS, mas PELOS FRUTOS os conhecereis, Mt 7.16,17. 4.

O espírito do profeta está sujeito ao profeta. Devemos ser prudentes, humildes, moderados, submissos e cautelosos no exercício dos dons espirituais, 1Co 14.32; Mt 25.14,15. 5.

Os dons não são concedidos para proveito pessoal e egoístico. São para glorificar a Cristo e não ao homem, 1Co 12.4,11; Lc 9.51-55; 1Co 14.23. 6.

Os dons não substituem a Palavra de Deus. A Palavra é inspirada pelo Espírito e o Espírito confirma a Palavra, Jr 1.12.

Jesus lutou contra Satanás, no poder do Espírito, usando a palavra de Deus, Mt 4.1-11. O Espírito e a palavra estão sempre em perfeita harmonia. Homens cheios do Espírito são homens cheios da Palavra, Ef 5.18,19; Cl 3.16.


- ATUALIDADE DOS DONS ESPIRITUAIS.
1. A dispensação do Espírito não chegou ao seu fim. Por isso, todos os sinais e evidencias que começaram a se manifestar no Dia de Pentecoste continuarão até o Dia do Arrebatamento. Se somos a mesma Igreja, temos de experimentar o mesmo poder.

2. Os dons são necessários até o fim. É verdade que um dia os dons cessarão, 1Co 13.8. Mas esse dia ainda não chegou. Até que chegue, busquemos com zelo os melhores dons, 1Co14.

Que os pastores recebam o dom de sabedoria; os mestres recebam o dom da ciência; os intercessores recebam a fé; os evangelistas recebam a operação de maravilhas e os dons de curar e a igreja profetize, fale e interprete as línguas!

3. O arrebatamento será o limite. Esperamos a Jesus todos os dias. E o esperamos trabalhando, usando os dons, como um poderoso equipamento. E quando ele vier, prestaremos contas de tudo quando fizermos, na graça do Senhor, no amor de Deus e nos dons do Espírito Santo. Assim seja.


Postado por Pr João Luiz Marques

Meus comentarios:

E a formula para conseguir ter os dons? Ja que não se pode comprar com dinheiro, como Simão, o mágico quis em atos 8.

Será que seria com "muita" oração e "muitos" jejuns, Deus faz essa barganha? Sera que Mt 6:7 incentiva isso? E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.

Mt 7:7 Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. 8Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á.

Os religiosos denominacionais atuais com seus "costumes" torcem o texto acima da seguinte forma (sutil): Pedi, Pedi e dar-se-vos-á; buscai, buscai e achareis; batei, batei, e abrir-se-vos-á.

Que tal umas campanhas para receber todo esse poder? Orar "muito" de madrugada, quem sabe? Afinal a fila é menor, como dizem, com grande ar de sabedoria.

E para que serve então os dons do Espirito Santo se temos o "maravilhoso costume" de jejuar para Deus curar fulano ou ciclano. Tem ate pastor que afirma, tem hora que nao adianta so orar, temos que fazer um jejum para Ele agir. Sera? Deus se alimenta disso?

E se a primeira campanha de jejum nao der resultado, faz-se mais sete, (afinal sete eh o numero magico de Deus).

Ele vai ficar muito feliz e dara o que pedirmos, sera? Pra que os dons afinal, se temos toda essa bagagem religiosa e todo esse costume anti-biblico? É so barganharmos com Deus, coloca-lo contra a parede e pronto.

Pra que fé, dons, promessas incontestaveis, se podemos negociar? É mais facil e não da nenhum trabalho em ler a biblia e conhecer o plano e a vontade de Deus.